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5 dos piores All-Stars na história da NBA

Ricardo Romanelli
Ricardo Romanelli

Ser um all-star é uma grande honra para qualquer jogador da NBA. Quando o atleta atinge este patamar, significa que ele está na elite da liga, e seu respeito e credibilidade sobem muito. No entanto, ao longo dos anos, a NBA viu jogadores de nível mediano acabarem nas seleções de estrelas de cada conferência. Listamos cinco das piores seleções da era moderna:

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Jamaal Magloire (2004)

Magloire era um pivô com boa defesa e que cometia poucos erros, mas estava muito longe de ser uma estrela. Jogador desconhecido e discreto, neste ano ele registrou médias modestas de 12 pontos e 9 rebotes por jogo.

O pivô atuava pelo então New Orleans Hornets, que fazia parte da conferência Leste, o que explica sua convocação. O Leste estava quase sem nenhum pivô. Ben Wallace, campeão da NBA pelo Detroit Pistons neste ano, era a única unanimidade. As regras da época exigiam dois pivôs de ofício no elenco, e com Jermaine O’Neal (Indiana Pacers) listado como ala-pivô, os técnicos tiveram que votar em Magloire na eleição dos reservas.

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Brad Miller (2003)

Outro caso de escassez de pivôs no Leste. Brad Miller era um jogador útil para o Indiana Pacers, sendo um pivô com bom passe e capacidade de pontuação levemente acima da média. Apesar disso, jamais poderia ter sido selecionado para um All-Star Game se não fosse obrigatório pelo menos um jogador de sua posição entre os reservas. Neste ano, ele registrou 13 pontos e 8 rebotes de média pelo Pacers.

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A.C Green (1990)

Green foi um jogador folclórico na NBA por alguns motivos. Em 16 anos na NBA, ele perdeu apenas três partidas devido a lesão, tendo participado em 1.278 de 1.281 jogos possíveis (99,8%). Cristão devoto, ele também se tornou notório por se manter virgem até casar, e inclusive tinha o costume de ficar sentado no banco do Los Angeles Lakers com um urso de pelúcia na cabeça, que ele chamava de "ursinho da virgindade".

Dentro de quadra, ele era apenas um bom defensor e um jogador esforçado, cujo principal papel era ser mais um atleta que corria a frente de Magic Johnson no Lakers da era "Showtime", para receber um passe açucarado do maior armador de todos os tempos.

Todo esse folclore, no entanto, fez com que ele se tornasse um jogador muito popular, e com isso os fãs da NBA lhe elegeram como um dos titulares da seleção do Oeste de 1990, à frente de nomes como Karl Malone e Chris Mullin.

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Dale Davis (2000)

Mais um caso que se repete: na falta de pivôs do Leste, com Patrick Ewing lesionado, os treinadores foram obrigados a escolher um nome improvável. Dale Davis, então com o Indiana Pacers, foi escolhido para o selecionado do Leste, apesar de tímidas médias de 11 pontos e 10 rebotes.

Davis era um bom reboteiro que conseguia seus pontos com tapinhas e rebotes ofensivos, longe do que se espera para um All-Star.

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Tyson Chandler (2013)

Com mais um pivô engrossando a lista de All-Stars abaixo da média, é fácil de entender porque a NBA mudou a sistemática da votação. Agora, a eleição de pivôs de ofício não é mais obrigatória, e os atletas são divididos em "frontcourt" (alas, alas-pivôs e pivôs), e "backcourt" (armadores e alas-armadores). Tyson Chandler foi um dos últimos pivôs "obrigatórios" a serem selecionados, e com certeza sua escolha contribuiu para a mudança no sistema.

Com 11 pontos e 11 rebotes de média como titular do New York Knicks, Chandler foi escolhido, mais uma vez, pela falta de opções da posição na conferência Leste. Já veterano, a seleção para o All-Star foi o último brilho de sua carreira. Desde então, registra desempenho cada vez menos produtivo.

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