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Dwight Howard - Perguntas e respostas

Thiago Agovino
Thiago Agovino

Um mal companheiro de equipe? Não se importa com derrotas? Sem comprometimento? Não atingiu as expectativas? Todos estes pensamentos ou questionamentos você já ouviu ou leu sobre Dwight Howard. Será que a mudança para Atlanta vai reanimar a carreira do pivô que parecia ser uma das maiores estrelas do futuro da NBA na época que atuava em Orlando? Nesta entrevista que você acompanhará a seguir, Howard fala de tudo e mais um pouco! Confira!

Quando você fala sobre novos começos, o que isso significa?

Eu mudei tudo à minha volta. Estou mais responsável por determinadas situações. Tento ser um homem melhor, um pai melhor, um companheiro de equipe melhor. Sei que um monte das coisas que foram faladas sobre mim do qual não tenho controle e são mentiras, eu quero mostrar para esta cidade quem eu realmente sou e mostrar para meus companheiros de time o tipo de parceiro que eu sou. Eles têm sido ótimos para mim e acho que estou numa ótima situação por aqui.

Você tem estado nos holofotes desde que tinha 18 anos quando foi a escolha nº1 do Draft e sua exposição aumentou no curso de sua carreira. Você falou da percepção sobre você. Por que isso te incomoda?

Me incomoda por que sei quem eu sou e o companheiro de equipe que sempre fui. Certas coisas que foram ditas me incomodaram sim, mas a única forma de calar as pessoas é vencendo e jogando basquete, não deixando que este tipo de coisa realmente me afete fora das quadras.

Quem é Dwight Howard?

Sou uma pessoa divertida de se ter por perto, na minha, que ama se divertir. Faço piadas o dia todo, mas uma vez que chego nos treinos, vou trabalhar duro. Essa é uma coisa do qual me orgulho muito de pegar pesado na malhação, nos treinos, tentando ser um jogador melhor. Odeio esta percepção de que não trabalho duro, que não amo o jogo. Este jogo me trouxe muita alegria, um monte de coisa boa. Essa percepção me incomodou muito. Sei que não posso agradar à todos, você não faz todo mundo feliz, essa percepção de que não estou nem aí sobre este jogo e o que ele me proporciona, não retrata a realidade.

Você sente que não lhe é permitido se divertir, sorrir, ser você mesmo?

Sim, muitas vezes me sinto assim. Quando estou sorrindo, estou supostamente não levando o jogo à sério. Quando não estou sorrindo, aí é ‘ele não se importa, está indiferente’. Quando eu estava em Orlando e tudo ia bem e estávamos vencendo, mesmo em L.A., quando vencemos aqueles jogos e tudo mais, eu sorrindo não incomodava as pessoas. Mas é como eu disse, você não consegue agradar à todos. Sei que a atenção de todo mundo está pelo que faço dentro de quadra. Meu trabalho é ser o melhor companheiro de equipe que puder, levar estes caras ao limite todos os dias, me certificando que estou sendo o melhor líder possível.

Você tem uma personalidade amável quando está sorrindo e vencendo, mas quando você sorri na derrota, está de brincadeira.

Correto, mas tudo bem. Isto irá mudar. Estou em um grande time, com caras sensacionais no grupo, uma grande comissão técnica e eles vão me cobrar por tudo. É algo que eu quero ter. Quero ter esta responsabilidade. Quero que meus técnicos e companheiros me levem ao melhor que posso ser. Estou em uma ótima situação.

Você mencionou sobre mudanças neste verão. O que você teria mudado?

Coisas fora da quadra, muita coisa que acontecia à minha volta, questões pessoais. Tentei mudar essas coisas e começar de novo, do zero. É como eu disse, é um novo começo, queria que tudo fosse novo. Não queria trazer nenhuma bagagem ou algo relacionado ao passado para esta organização. Eles acreditam em mim, a cidade acredita em mim, então queria ter certeza de que quando estivesse na quadra, estaria livre, podendo dar para esta cidade e este time tudo que eu puder.

Tenho certeza que você pensou muito nisso. Você foi para o Houston e o James (Harden) estava entrando no auge dele, você está no seu auge, seus estilos pareciam se complementar. O que não deu certo?

Bem, por vezes as coisas não dão certo como deveriam. Eu nunca tive um problema com o James. Desejo à ele o melhor. Acho que o momento das coisas era apenas diferente. Tudo bem. Acho que tudo isso me preparou para o momento aqui, esta organização, este time. Eles me pediram para ser um líder. É meu trabalho toda noite aparecer para o jogo e ser a liderança que esta equipe precisa.

Para você esta é uma boa situação. Você está em casa. Ganhando um dinheiro que 99.999999 por cento das pessoas gostariam...

(Interrupção) Não é apenas pelo dinheiro, mas o fato de poder jogar em casa, para um treinador (Mike Budenholzer) que tem sido inacreditável. Tudo tem sido ótimo. O time, a atmosfera, é algo que eu sempre rezei e quis, então estou muito agradecido.

Você ficou surpreso por não surgirem propostas para contratos de valor máximo?

Olha, sei do que estava acontecendo. Eu só olhei para um lugar e foi para o Hawks. Eu não me encontrei com outros times. Assim que começou o período de contratações, me encontrei com o técnico Bud e o gerente (Wes Wilcox). Após a reunião, fui para meu carro e pensei ‘Cara, é aqui que desejo estar’. Eu nem precisei me encontrar com outros times. Nem me preocupei com outras ofertas que estariam na mesa. Queria estar em Atlanta. Queria representar este time.

Você sente que pode ser dominante da forma que foi no começo de sua carreira?

Sem dúvida, e eles vão me ajudar a ser o jogador que posso ser. Vai acontecer.

Fonte: Tim MacMahon/ESPN Staff Writer

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