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Kyrie Irving – Uncle Drew vem aí

Thiago Agovino
Thiago Agovino

O que começou como uma série de comerciais da Pepsi em 2012, onde Kyrie Irving interpretava um senhor de idade que detonava no basquete, virou filme. E o dia da estreia nos EUA está próximo, 29 de junho. Com direção de Charles Stone III e roteiro escrito por Jay Longino, o elenco tem estrelas para dar e vender, como Shaquille O'Neal, Chris Webber, Reggie Miller, Nate Robinson e Lisa Leslie.

Acostumado à pressão e grandes decisões, será que Irving ficou nervoso por liderar um elenco estelar em um outro ramo de atividade?

“Eu fiquei nervoso sobre liderar neste filme. Espero realmente que a recepção seja legal no sentido de lição de vida, comédia, nas cenas românticas, de humor. Nós tivemos algumas cenas de comédia em que estávamos apenas nos divertindo”

O que se tem comentado é que Kyrie está muito bem na sua interpretação do personagem. Quem seria a inspiração para ele interpretar tão bem este papel? Será que o Uncle Drew existiu mesmo? E quanto de Kyrie Irving tem no personagem de Uncle Drew? O astro explica:

“Me inspirei por assistir meu pai (Drederick Irving) que ainda ama jogar. Ele ainda tem essa paixão. Mesmo com seu corpo já não tão preparado como antes, sua mente ainda está tão afiada quanto. Eu cresci jogando na rua, então, estar na quadra jogando Streetball, é o que eu amo fazer. Não foi uma transição difícil para mim ir lá e tentar envergonhar alguns jovens na quadra. Realmente não foi. Esta é a forma pura de basquete para mim. Você tem o maior nível de liberdade para tentar fazer coisas que eu não necessariamente faria num jogo (oficial). Foi incrível."

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Não pense que Irving se limitou a atuar. Ele também deu palpites sobre quem gostaria que estivesse no filme. Nate Robinson, Reggie Miller, Lisa Leslie, Shaq e Webber estão entre os eleitos pelo atleta, porque estas quatro lendas representaram momentos históricos diferentes na liga. Eles evoluíram no jogo também, através das suas vozes. Agora, eles trabalham analisando jogos. Kyrie achou que isso seria fantástico, para que o público conhecesse suas personalidades fora do que veem neles analisando as partidas

Uma curiosidade sobre o astro do Boston Celtics é que ele é fã declarado de filmes musicais e drama, e declarou amar como a música é incorporada nos filmes.

E por falar em ser fã, tem também um cidadão chamado Kobe Bryant que tem a admiração especial de Kyrie. Será que quando o Mamba venceu o Oscar neste ano pelo curta animado “Dear Basketball” rolou aquela inspiração para Irving?

“Ele me inspirou na minha vida de uma forma geral. Ele fala quatro ou cinco idiomas. Ele é realmente, realmente um intelecto especial na forma como ele responde perguntas e como dialoga, conversar com ele tem sido incrível no sentido de conseguir novas perspectivas de se expressar artisticamente. Amo jogar basquete, colocar a bola na cesta. É uma das melhores coisas da minha vida. Mas, quando eu parar, amo as interações humanas, coletar conteúdos e ser parte disso... Faz parte da minha evolução.”

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Recentemente, Kevin Durant fez comentários que se aposentaria com 35 anos de idade. Falando em aposentadoria, o que passa na cabeça de Kyrie sobre abandonar a vida do basquete na NBA?

 “O engraçado é que eu realmente conversei com ele sobre isso. O basquete é um ótimo veículo para ir à diferentes lugares na sua vida, e acho que este valor... para alguns indivíduos pode mudar com o tempo”, disse Irving. “Fica realmente redundante por vezes, responder as mesmas perguntas toda vez que começa uma temporada. Tudo de novo e de novo. Depois de um tempo, você acaba se dedicando a se aperfeiçoar no ofício ao invés de se encantar com o estilo de vida de ser um jogador da NBA. Acho que esta é uma parte de não querer ser necessariamente mais um jogador da NBA”.

Dificilmente paramos para imaginar quanto da rotina deve ser chata para um jogador mesmo. Porque jogar é o que amam fazer, mas tudo o que vem junto com isso, a parte do negócio, interesses comerciais, o lado burocrático, não estar na quadra deve ser penoso em vários momentos. Acompanhar coletivas de imprensa pode ser um bom exercício para entender o que diz Irving. Quantas perguntas desnecessárias e que pouco agregam valor são feitas aos jogadores? Não é à toa que alguns deles proporcionam momentos de pouca paciência com a mídia, por exemplo.

Na vida pós-basquete, o que gostaria de fazer Kyrie Irving, além de atuar em filmes e outras atividades?

“Eu quero voltar para a escola. Quero realmente, realmente me engajar com cultura e sociedade e influenciar nas mudanças”.

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