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As 7 cláusulas contratuais mais malucas da história da NBA

Thiago Agovino
Thiago Agovino

Antes de começarmos, vale lembrar o que é uma cláusula contratual. O nome é bem bonito, mas nada mais é do que um item, dentro de um contrato, estabelecendo condições específicas entre os contratantes.

Na NBA é algo muito comum, as partes contratantes podem inserir algum item para benefício mútuo ou forma de incentivo para se atingir alguma meta.

Um bom exemplo é quando um jogador que converte 50% dos lances livres vai assinar um contrato ou até renová-lo. Neste novo acordo, o time pode colocar uma cláusula dizendo que pagará mais U$300 mil dólares ao jogador se ele atingir um percentual de conversão ao final da temporada de 65%. Bom pra todos certo?

A questão é que em alguns casos, estas cláusulas parecem um tanto quanto curiosas. Vamos acompanhar 7 delas que foram malucas de diferentes na história da NBA.

Que tal emagrecer e ganhar mais dinheiro?

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Uma das cláusulas mais curiosas são as que se enquadram no item “peso” de alguns jogadores da NBA.

No caso de Glen Davis, carinhosamente apelidado de “Baby” quando ele estava no Celtics foi isso que aconteceu.

Na renovação de seu contrato por mais 2 anos no valor base de U$5 milhões, foi inserida uma cláusula que lhe garantiria com mais U$500 mil a cada temporada se ele atingisse um determinado peso em pontos específicos dos campeonatos.

O MVP improvável

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Uma das cláusulas que seriam mais épicas de acontecerem. Nem especialistas em definir margens de lucros em apostas conseguiriam calcular os ganhos de esta situação acontecer.

Um dos incentivos mais bizarros foi oferecido pelo Oklahoma City Thunder, que no contrato com o ala Nick Collison, colocou uma cláusula que pagaria U$100 mil ao jogador caso ele conquistasse o prêmio de MVP da temporada. Isso mesmo. MVP. E não pense que foi só Collison que ganhou um incentivo assim.

Você acha que vamos falar de Michael Jordan agora? Se enganou. O pivô Adonal Foyle receberia do Golden State Warriors a quantia de U$500 mil se fosse o MVP da temporada e mais U$500 mil se fosse o MVP das Finais. É claro que isso seria muito possível, afinal, durante toda a sua carreira, ele nunca conseguiu ultrapassar a média de 5.9 pontos por partida.

O amor pelo jogo não pode ser limitado

Ter seu melhor jogador atuando fora da temporada regular em qualquer tipo de jogo sempre é um risco. Não é incomum ocorrerem proibições neste sentido, ou seja, o corpo diretivo de uma equipe não permitir que jogadores possam atuar na pós temporada.

Para um jogador em especial, jogar basquete era um caso de amor tão grande que valeu a pena colocar esta vontade numa cláusula contratual. Sim, agora estamos falando do Rei, Michael Jordan.

Devido à esta famosa cláusula que ficou conhecida como Jordan's "Love-of-the-Game Clause", MJ podia participar de jogos de exibição, treinos ou aqueles jogos somente entre amigos, os famosos “pick-ups”, na quadra que quisesse e quando quisesse.

O gerente geral do Bulls, Jerry Krause, comentou na maior sinceridade este item contratual peculiarmente diferente. “Eu jamais vou oferecer algo assim para qualquer jogador”.

Um incentivo à mediocridade?

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Se você acompanha a NBA bem recentemente, pode não ter ciência de que o Los Angeles Clippers sempre foi um dos times mais mal administrados da Liga.

Para você ter uma ideia, o desespero para manter jogadores que trouxessem público era tão grande, que se topava qualquer coisa para ter esperanças de dias melhores.

Em 2010, uma cláusula inserida no contrato do armador Baron Davis chamou à atenção. Geralmente, estes bônus são para serem incentivos para vitórias ou melhoras, e não para ter recordes negativos.

A diretoria do Clippers estava disposta a pagar U$1 milhão se Davis jogasse um mínimo de 70 jogos e o time vencesse 30 deles.

Isso mesmo. Vamos pagar para ter um recorde negativo de 30 vitórias e 52 derrotas e também vamos incentivar um de nossos melhores jogadores a não jogar a temporada toda.

Conclusão, Baron Davis até conseguiu cumprir a primeira parte do objetivo, jogou 75 partidas, porém, o time venceu 29 jogos e por uma vitória a menos ele deixou de receber a grana. 

A ordem dos fatores não altera o produto, mas a soma...

Para um jogador grandalhão, Matt Bonner do San Antonio sempre foi considerado muito mais um grande arremessador do que um jogador de garrafão. Talvez a cláusula contratual que ele teve foi pensando em equilibrar um pouco as coisas.

Em 2010, Bonner receberia um extra de U$100 mil se a soma de seus percentuais de conversão chegasse ao menos à 169. Para um jogador com grande aproveitamento nos arremessos, isso parecia ser brincadeira de criança, mas quem calculou este número levou em conta que Matt nunca conseguiu ultrapassar 167.

Ao final da temporada ele só chegou à 157 e acabou sem levar a grana extra para casa.

As cláusulas quebra-cabeças de Tony Battie

Em 2009, o ala/pivô Tony Battie conseguiu um feito. Suas cláusulas contratuais devem ter confundido tanto a cabeça dos gestores do New Jersey Nets que em algum dado momento eles desistiram e decidiram inserir todas.

A base do contrato seria a quantia de U$ 6.06 milhões, mas ele teria um ganho extra de U$100 mil se jogasse 50 jogos e tivesse média de 8 rebotes. Ele embolsaria mais U$100 mil se jogasse 50 jogos e tivesse média de 5 lances livres cobrados por partida. E não para por aí.

Ele ganharia mais U$100 mil se estivesse em condições de atuar em 50 jogos e o time chegasse aos Playoffs.

Deu cansaço na mente só de pensar em acompanhar todos estes detalhes.

Jordan ganha salário de jogador de basquete para jogar baseball

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Sim, isso aconteceu. Quando Michael Jordan decidiu parar com o Basquete para atuar no Baseball, todo mundo pensou que ele estaria deixando não só o esporte que amava, mas também muita grana para trás.

Bom, o esporte ele deixou, mas a grana o acompanhou. O dono do Chicago Bulls, Jerry Reinsdorf, que também era dono do Chicago White Sox, decidiu pagar à Jordan a bagatela de U$4 milhões que ele teria para receber no Bulls para atuar pelo White Sox.

Nada mal para quem tinha acabado de chegar no time era provavelmente o 846º melhor jogador no ranking da Liga.

Dá um play e confira o que rola no nosso som!