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O significado por trás dos números da camisa de 5 astros da NBA

Ricardo Romanelli
Ricardo Romanelli

Alguns atletas não ligam muito para números de camisa. Outros apenas copiam os números de seus ídolos ou gostam de um número que lhes é assinalado aleatoriamente no começo da carreira, ficando com ele até o final de sua trajetória.

Alguns, no entanto, possuem histórias impressionantes por trás dos números, carregadas de significado e emoção. Contamos algumas aqui.

Kevin Durant - 35

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O pai de Kevin Durant abandonou o atleta e sua mãe quando ele ainda era uma pequena criança. Uma figura paterna muito presente na juventude de KD foi Charles “Big Chucky” Craig, o primeiro técnico de basquete que o jogador teve, aos 8 anos de idade. A mãe de Durant, Wanda, estava sempre atolada de trabalho para poder sustentar o filho, e com isso Craig era quem passava muito tempo com ele, levando o garoto ao cinema, em passeios e cuidando dele enquanto a mãe de Durant não podia estar com o filho.

Em 30 de abril de 2005, quando Durant tinha 16 anos, Craig foi assassinado com vários tiros em Laurel, Maryland, quando saía de um bar de esportes após uma discussão. Ele tinha 35 anos quando morreu, e então KD resolveu adotar o número em seu uniforme como homenagem ao mentor.

Dwyane Wade – 3

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Originalmente, o número 3 representava a fé do católico Wade na Santíssima Trindade, mas desde então, numa série de coincidências bizarras, acabou por se tornar um número que definiu sua vida.

Ele foi draftado em 2003, mesmo ano em que liderou Marquette ao Final Four da NCAA. Foi 3 vezes campeão da NBA, demorou 3 anos para ganhar seu primeiro título e ser MVP das Finais e teve 3 filhos. Perto do final da carreira, também jogou por 3 times na NBA.

Chris Paul - 3

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O armador ficou conhecido pelo apelido que junta suas iniciais e seu número – CP3 – por causa da excelente sonoridade. Mas o que quase ninguém sabe é o quanto este apelido representa a vida pessoal do atleta.

Seu pai se chama Charles Edward Paul, conhecido também pela inicial CP, e seu irmão mais velho é Charles “C.J” Paul, ou seja, também conhecido por CP. Isso fez com que Chris Paul fosse o terceiro “CP” de sua família, então o número 3 na camisa, e a consequente transformação em CP3 foram perfeitas.

Tony Parker – 9

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O padrinho de Parker, Jean-Pierre Staelens, foi uma figura bastante importante na vida do jogador. Técnico de basquete que iniciou o astro do Spurs no esporte, ele também foi um grande atleta, tendo anotado 71 pontos em um jogo em 1967, no campeonato francês de basquete.

Parker nasceu em Bruxelas, na Bélgica, filho de um jogador de basquete norte-americano (Tony Parker Sr.) e uma modelo holandesa (Pamela Firestone). Os pais de Parker se divorciaram quando ele era criança, e Staelens se tornou a grande influência na vida do garoto. Foi por causa disso que o atleta, nascido na Bélgica, com pai dos EUA e mãe holandesa, decidiu pedir a cidadania francesa aos 15 anos de idade, para ser igual ao padrinho que idolatrava.

Staelens faleceu no primeiro dia de 1999, e desde então, Parker adotou sua camisa número 9 como tributo ao mentor falecido.

Michael Jordan – 23 e 45

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Michael Jordan usou dois números em sua carreira: 23 e 45, e a história de ambos está interligada. Quando começou a praticar o esporte, ainda muito pequeno, Jordan utilizava a camisa número 45 em homenagem a seu irmão Larry, que usava o mesmo número. Quando ele e o irmão ficaram no mesmo time no colégio, Jordan precisou escolher outro número. Ele então dividiu 45 por 2 (22,5), e arredondou o resultado para 23. O número ficou e ele se tornou uma lenda do basquete com ela.

Quando ele se aposentou para jogar baseball, em 1993, resolveu voltar às origens e utilizar o número 45 no novo esporte. Ao voltar para a NBA, em 1995, Jordan resolveu manter o número 45 no uniforme do Bulls, por motivos ligados ao controverso assassinato de seu pai, pouco antes dele parar com o basquete em 1993:

“Quando eu voltei, não queria jogar com o último número que meu pai tinha me visto usar. Porque ele não estava mais aqui, eu pensei no meu retorno como um recomeço”. Michael Jordan, em sua autobiografia.

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A mudança durou, ironicamente, 22 jogos, e Jordan voltou para a camisa número 23 em sua 23ª partida de volta na NBA. O catalisador da mudança foi o famoso roubo de bola de Nick Anderson, do Orlando Magic, nos playoffs de 1995, que culminou com a derrota do Bulls. Após o jogo, Anderson declarou que o número 45 não era o número 23, e que ele não teria conseguido fazer aquilo com o lendário camisa 23.

Jordan percebeu a importância do símbolo que sua camisa representava, e voltou a usar a camisa 23. O Bulls, no entanto, foi multado em US$ 25 mil por jogo pela mudança com a temporada em andamento, pagando um total de US$ 100 mil em multas. Na temporada seguinte, Jordan retornou oficialmente à lendária camisa número 23.

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