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25 anos do Dream Team da NBA - A formação do elenco

27 de Julho | Ricardo Romanelli

Em 1992, portanto 25 anos atrás, se formou um time de basquete que entrou para a história. Naquele ano, teríamos a Olímpiada de Barcelona durante a offseason da NBA. Uma mudança nas regras dos jogos olímpicos faria com que fosse um ano especial para os fãs de basquete.

Até então, apenas atletas considerados amadores poderiam participar dos jogos. Isso impedia que os jogadores da NBA participassem, e os EUA sempre acabavam mandando jovens jogadores da NCAA para representar o país. No entanto, alguns países tinham definições muito abrangentes para o que seria um atleta amador, e acabavam enviando para os jogos equipes de atletas que não tinham vínculos com times profissionais, mas que se dedicavam exclusivamente a treinos com financiamento do Estado. Os países do Leste Europeu eram praticantes regulares deste expediente.

A primeira Olimpíada com atletas profissionais

Levando isso em consideração, depois que a seleção dos EUA ganhou um bronze na Olímpiada de 1988, o Comitê Olímpico decidiu permitir que atletas profissionais fizessem parte das seleções nacionais a partir de 1992.

A FIBA logo ratificou a normativa, mesmo com protestos de países da antiga União Soviética, e a comissão responsável por montar as seleções de basquete dos EUA logo pediu que a NBA fornecesse jogadores para o time que disputaria a Olímpiada de Barcelona 92.

No início, a liga não se entusiasmou com a ideia. No entanto, a ideia foi ganhando força, e uma capa da revista Sports Illustrated em fevereiro de 1991 tornou a alcunha "Dream Team" popular, o que fez com que diversos patrocinadores percebessem o potencial do nome e passassem a promovê-lo.

A expectativa pelos nomes que fariam parte do time era enorme. Não apenas por ser a primeira seleção profissional que os EUA montariam, mas também pelo momento de ouro que vivia a NBA, praticamente no meio das décadas de 80 e 90, a melhor era da NBA em termos de talento.

Em setembro de 1991, os 10 primeiros jogadores foram anunciados. Michael Jordan (Chicago Bulls), Magic Johnson (L.A Lakers), Larry Bird (Boston Celtics), Scottie Pippen (Chicago Bulls), Karl Malone (Utah Jazz), John Stockton (Utah Jazz), Patrick Ewing (New York Knicks), Chris Mullin (Golden State Warriors), David Robinson (San Antonio Spurs) e Charles Barkley (Philadelphia 76ers).

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A maioria destes jogadores estava em seu auge atlético, com exceção de Bird e Magic. O ala do Boston Celtics sofria com problemas nas costas que o fariam se aposentar logo em seguida, enquanto que Magic estava formalmente aposentado após o anúncio de ter contraído o vírus HIV. A seleção para o Dream Team e sua boa performance na Olímpiada, inclusive, foram descritas por Magic como muito importantes, pois naquele momento ficou claro para ele que poderia ainda ter um vida e ser produtivo, mesmo com a doença.

Restavam duas vagas a serem preenchidas, e o comitê de seleção se comprometeu a deixar uma delas para um jogador da NCAA, em homenagem ao processo de seleção das olímpiadas anteriores. Para esta vaga, houve uma disputa entre Shaquille O'neal, da Universidade de Lousianna, e Christian Laettner, da Universidade de Duke. Uma carreira de maior destaque na NCAA e o fato de jogar por uma universidade de maior prestígio fizeram com que Laettner fosse o selecionado, e este entrou para a história como o único erro do Dream Team, tendo em vista as carreiras diametralmente opostas que os dois atletas tiveram na NBA. Além deles, outros atletas da NCAA foram considerados como Alonzo Mourning, Jimmy Jackson e Harold Miner. O'neal acabou sendo a primeira escolha do Draft de 92, mas Laettner havia sido bicampeão da NCAA em 1991 e 92, tendo inclusive convertido a cesta que venceu a final de 92.

Isiah Thomas o preterido

Para a última vaga, a disputa ficou entre Clyde Drexler, do Portland Trail Blazers, e Isiah Thomas, do Detroit Pistons. Houve muita polêmica sobre a seleção do último atleta, pois até hoje existem indícios de que Jordan se recusaria a participar do time caso Thomas estivesse no elenco. A inimizade dos dois era antiga. Começou no All-Star Game de 1985, o primeiro de Jordan, onde Thomas liderou um complô de veteranos para que não passassem a bola ao astro do Bulls. Depois, Jordan não gostava das táticas excessivamente físicas e sujas que Isiah e seu Pistons utilizavam contra Jordan e seu Bulls em séries de playoffs nos anos 80. Jordan teria dito a Rod Thorn, membro do comitê de seleção, que não iria caso Isiah fosse. Magic Johnson, no livro "When the game was ours", também faz menção ao episódio, dizendo que ninguém queria Thomas no time.

Assim, Drexler foi o escolhido, e desta forma ficou montado o elenco que abalaria o mundo por gerações:

Pivôs: David Robinson e Patrick Ewing

Alas-pivôs: Karl Malone, Charles Barkley e Christian Laettner

Alas: Larry Bird, Scottie Pippen e Chris Mullin

Alas-armadores: Michael Jordan e Clyde Drexler

Armadores: Magic Johnson e John Stockton

Quer saber mais sobre o Dream Team? Não perca o próximo capítulo da nossa série sobre os 25 anos do Dream Team no Hoop78!

Veja também: 25 anos do Dream Team - O domínio em quadra

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