O dono que cortou funcionários e lucrou 2,5 bi no Lakers
Mark Walter comprou o Lakers por US$ 10 bilhões, demitiu, subiu o ingresso, perdeu LeBron e vendeu por 12,5 bilhões em 14 meses.
Mark Walter comprou o Lakers por US$ 10 bilhões, cortou funcionários, aumentou o preço do ingresso, perdeu LeBron James e caiu na segunda rodada. Quatorze meses depois de acertar o negócio, vendeu a franquia para Josh Kushner e Bob Iger por US$ 12,5 bilhões. Saiu com 2,5 bilhões de lucro.
- A NBA aprovou a compra dele em 30 de outubro de 2025.
- Os cortes de pessoal aconteceram em maio de 2026.
- Ele levou Lon Rosen, do Dodgers, para presidir a área de negócios.
- Bob Iger disse que o negócio de venda se fechou em três dias.
- Walter é dono do Los Angeles Dodgers desde 2012.
Quatorze meses, contados
A passagem inteira dele cabe numa linha do tempo curta, e é olhando ela em ordem que a conta fica estranha.
| Quando | O que aconteceu | Detalhe |
|---|---|---|
jun/2025 | Walter acerta a compra do Lakers | US$ 10 bilhões, recorde do esporte americano |
out/2025 | A NBA aprova a venda | Jeanie Buss segue governadora, família fica com 15% |
mai/2026 | Cortes amplos de pessoal | No mesmo período em que o ingresso de temporada subiu |
mai/2026 | Eliminação na segunda rodada | Fim da temporada 2025-26 |
jul/2026 | LeBron James assina com o 76ers | Dois anos por salário mínimo |
ago/2026 | Vende para Kushner e Iger | US$ 12,5 bilhões, novo recorde |
São US$ 2,5 bilhões de diferença em quatorze meses, dez deles com a venda já aprovada. Nenhuma decisão de basquete tomada nesse período explica a valorização: ela veio do mercado, não da quadra.
O que ele mexeu fora de quadra
Walter é dono do Los Angeles Dodgers desde 2012 e chegou ao Lakers para aplicar o mesmo manual, que no beisebol deu certo e rendeu títulos.
Trouxe Lon Rosen, executivo do Dodgers, para presidir a área de negócios. Mudou o time da G League para Coachella Valley. Acrescentou uma segunda fileira de cadeiras à beira da quadra na Crypto.com Arena, que é das poucas mudanças que dá para ver na televisão. E aumentou o preço do ingresso de temporada.
Em maio de 2026 veio o corte amplo de pessoal, e é dali que sai o relato mais recente: funcionários que não gostaram da arrogância que veio junto com os métodos do Dodgers. Modernizar uma operação de quase cinquenta anos de família custa emprego, e no Lakers custou antes de qualquer resultado aparecer.
O que ele deixou em quadra
Na única temporada inteira sob o comando dele, o Lakers caiu na segunda rodada. Depois disso perdeu LeBron James para o 76ers e reconstruiu o elenco em volta de Luka Doncic, pagando duas primeiras rodadas sem proteção por Walker Kessler.
É uma aposta que só vai ser julgada em 2031 e 2033, quando aquelas escolhas forem exercidas. Walter não vai estar lá para receber a conta.
Quem entra e o que ainda não acabou
Josh Kushner, dono da Thrive Capital, e Bob Iger, ex-presidente-executivo da Disney, assumem numa operação que lidera a lista das maiores vendas do esporte americano.
O negócio se fechou em três dias.
E a história não terminou no cartório. A família Buss disputa na Justiça a venda dos 17,8% que ainda tinha, e Jeanie Buss perde o comando da franquia se a operação for adiante, porque a NBA exige 15% de participação para alguém ser governador de um time.
O que sobra de tudo isso
Quem comprou o Lakers em 2025 não estava comprando um time de basquete, estava comprando um ativo que valorizou 25% em pouco mais de um ano sem ganhar nada. Os funcionários demitidos em maio e o torcedor que pagou o ingresso mais caro financiaram parte dessa conta, e nenhum dos dois aparece na planilha do negócio.








