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Bares de esporte feminino viram febre nos Estados Unidos

Em 2021 não havia nenhum, hoje são 27 bares de esporte feminino nos Estados Unidos, com a WNBA nas telas, marcas como Dove e Stanley e plano de virar rede.

1 de outubro de 2026 4 min de leitura
Bares de esporte feminino viram febre nos Estados Unidos
Front Office Sports
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Os bares de esporte feminino viraram negócio nos Estados Unidos. Em 2021 não existia nenhum, e hoje são pelo menos 27 abertos, com outros 12 em obra, segundo a Front Office Sports. A WNBA ajuda a lotar essas casas, e a rede pioneira já vendeu franquias em Indianápolis e Las Vegas, as cidades de Fever e Aces.

Direto ao ponto
  • O número de bares desse tipo quadruplicou entre o começo e o fim de 2025.
  • Só um fechou até agora, em Austin, porque o imóvel foi desapropriado para uma obra de trem.
  • Dez ligas profissionais femininas começaram a jogar nos Estados Unidos desde 2024.
  • A franquia do The Sports Bra custa US$ 55 mil a quem quer abrir uma unidade.

Do primeiro bar em Portland aos 27 abertos hoje

O formato nasceu em 2022, no noroeste do país, com dois bares abertos com poucos meses de diferença: o The Sports Bra, em Portland, e o Rough & Tumble, em Seattle. A ideia é simples: as telas passam só, ou primeiro, competições femininas, da WNBA ao futebol da NWSL e ao hóquei da PWHL. O salto veio em 2025, quando o número de casas quadruplicou em doze meses.

Muitos desses bares já passaram dos 18 meses, que é a vida média de um bar nos Estados Unidos. Em Minneapolis, o A Bar of Their Own abriu no começo de 2024 depois de uma vaquinha de mais de US$ 200 mil, e a dona conta que a casa deixou de depender de jogo grande para encher.

A gente dependia quase 100% de evento. Se tinha jogo grande passando, a casa lotava; se não tinha, ficava vazia. Isso mudou, com certeza. (…) O esporte feminino passa praticamente o ano inteiro agora, então a novidade passou um pouco, mas isso é bom.

Jillian Hiscock, dona do A Bar of Their Own, em Minneapolis

Em Seattle, Jen Barnes abriu a segunda unidade do Rough & Tumble em dezembro de 2025 e diz que, em 2026, “a comunidade vê o bar como uma segunda casa”. Com mais ligas no ar e com contratos de TV maiores, o bar quase não precisa mais assinar um streaming diferente para cada campeonato, a dor de cabeça que mais pesava no começo.

O plano do The Sports Bra: 40 bares e US$ 75 milhões até 2030

A rede de Portland é a mais ambiciosa do setor, e a expansão foi sendo anunciada em etapas, cada uma com uma fonte diferente de dinheiro.

O que aconteceuQuando
Abre o primeiro bar, com 40 lugares, em Portland
fundado por Jenny Nguyen
Abr 2022
Recebe aporte da 776 Foundation, de Alexis Ohanian
cofundador do Reddit e marido de Serena Williams
2024
Anuncia franquias em Boston, Indianápolis, St. Louis e Las Vegas
a primeira rodada da expansão
Jun 2025
Anuncia a quinta franquia, em Portland, no Maine
a primeira fora das quatro cidades iniciais
Mar 2026
Vaquinha bate US$ 1,25 milhão para a sede em Portland
meta atingida com três semanas de folga
Meio de 2026

Nenhuma das cinco franquias tinha data de abertura firme em setembro, mas Nguyen diz que quatro devem abrir até o fim de 2026. A sede nova vai servir de escola para os franqueados, e a meta declarada é chegar a 40 bares e US$ 75 milhões de faturamento anual em 2030. Hoje a rede tem quatro funcionários em tempo integral no escritório.

O The Sports Bra cresce enquanto as vendas da casa de Portland caem

A expansão convive com números ruins em casa. As vendas do bar de Portland caíram cerca de 10% em relação ao ano passado, e documentos da própria empresa mostraram uma queda de 18% entre 2024 e 2025, com prejuízo operacional crescente, segundo o jornal The Oregonian. Nguyen atribui o rombo aos custos de virar uma rede nacional e diz que o cliente continua indo, mas gasta menos.

“O pessoal continua vindo, mas talvez não peça o segundo drinque, ou pegue uma entrada em vez de um prato principal”, contou ela à Front Office Sports. Barnes, do Rough & Tumble, põe a conta na mesa: para fechar a margem, o hambúrguer com fritas da casa deveria custar uns US$ 40, “mas a gente simplesmente não pode fazer isso”.

Dove e Stanley levaram as marcas para dentro dos bares

Os eventos viraram a outra fonte de receita. O A Bar of Their Own fez uma festa para a final feminina do US Open patrocinada pela Dove, e prepara outra com Natasha Howard, ala do Lynx, para o lançamento do livro de memórias dela. A Stanley 1913, a marca dos copos térmicos, deu bolsas a cinco bares abertos ou em obra, pela parceria com a Togethxr, a empresa de mídia de esporte feminino fundada por Sue Bird, Alex Morgan, Chloe Kim e Simone Manuel.

Nesta quinta, às 22h de Brasília, Fever e Aces decidem a série dos playoffs em Las Vegas, e as duas cidades estão entre as franquias anunciadas pelo The Sports Bra, que espera abrir quatro delas até dezembro. O calendário seguinte ajuda o negócio: a Copa do Mundo feminina de 2027 e os Jogos de Los Angeles em 2028, os primeiros com um pouco mais de mulheres do que de homens entre os atletas.

Números, falas e a cronologia do The Sports Bra conferidos na reportagem da Front Office Sports de 25 de setembro de 2026.

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