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Leonard Miller: de 1,88 m no colégio a cestinha contra Jokic

Leonard Miller fez 26 pontos em 22 minutos contra o Nuggets de Jokic. No Wolves, a média dele nunca passou de 5 minutos e 2,3 pontos por jogo.

12 de outubro de 2026 5 min de leitura
Leonard Miller: de 1,88 m no colégio a cestinha contra Jokic
Chicago Bulls
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Leonard Miller fez 26 pontos em 22 minutos no domingo, na derrota do Bulls para o Nuggets por 133 a 128, em Denver, e foi o cestinha de um jogo em que Nikola Jokic fez triple-double. O ala-pivô canadense de 22 anos chegou a Chicago em fevereiro como peça secundária da troca de Ayo Dosunmu.

Direto ao ponto
  • Acertou 11 de 14 arremessos e 4 de 6 de três, todos saindo do banco.
  • Em três jogos de pré-temporada, tem 17,3 pontos em 19,7 minutos.
  • No Wolves, em 49 jogos, a média nunca passou de 5 minutos por noite.
  • O Bulls garantiu em junho o salário de US$ 2,41 milhões dele para 2026-27.

Os 26 pontos de Leonard Miller saindo do banco em Denver

Miller acertou os seis primeiros arremessos e só errou no começo do terceiro quarto. No segundo, marcou 7 pontos na sequência que deu ao Bulls a maior vantagem da noite, 55 a 40. No último, fez 9 pontos em menos de dois minutos e deixou o time a 2 pontos, em 115 a 113. O placar completo e a noite de Jokic estão no resultado de Nuggets x Bulls.

Nenhuma jogada foi desenhada para ele, segundo Sam Smith, colunista do site do Bulls. Os pontos vieram de bola espirrada, rebote, corte pelas costas da defesa e arremesso de canhoto, com uma mecânica pouco ortodoxa. Na transmissão nacional da ESPN, o narrador Drew Carter chegou a sugerir, em uma posse do Bulls: “passem a bola para o número 11”.

A análise do canal Bulls Central sobre a noite de Leonard Miller em Denver.

No colégio, Miller era um armador de 1,88 m sem espaço

A história que Sam Smith contou nesta segunda explica por que quase ninguém prestou atenção nele. Em Ontário, Miller era um armador de 1,88 m que não chamava a atenção de olheiro nenhum. Cresceu até os 2,08 m e continuou sem procura. Foi para a Wasatch Academy, em Utah, onde quase não jogou, e saiu de lá sem oferta de faculdade americana.

Voltou para o Canadá para um ano extra de colégio, na Fort Erie International Academy, e só então as ofertas apareceram. Àquela altura, já tinha idade para se declarar à NBA. Escolheu o G League Ignite em 2022-23, um ano antes de Matas Buzelis, hoje seu companheiro no Bulls, passar pelo mesmo programa. No draft de 2023, saiu na 33ª escolha, pelo Spurs, e foi trocado na hora para o Wolves.

Leonard Miller do Wolves ao Bulls, temporada a temporada

A diferença entre o jogador que Minnesota guardava no fim do banco e o que Chicago colocou em quadra aparece na média de pontos de cada passagem.

PassagemPontos por jogo
Wolves, 2023-24
17 jogos
1,7
3,1 min
 
Wolves, 2024-25
13 jogos
1,5
2,5 min
 
Wolves, 2025-26
19 jogos
2,3
5,0 min
 
Bulls, 2025-26
27 jogos, 12 como titular
11,7
23,1 min
 
Bulls, pré-temporada 2026-27
3 jogos
17,3
19,7 min
 

Em três temporadas no Wolves, foram 49 jogos, e a média de minutos nunca chegou a 6. No Bulls, os minutos passaram de 23, e a média foi para 11,7 pontos, com 55,5% nos arremessos e 35,6% de três. Ele fechou a temporada com dois dígitos em 17 dos últimos 18 jogos. Na pré-temporada, fez 14 contra o Suns, 12 pontos e 11 rebotes contra o Grizzlies e os 26 em Denver: são 21 acertos em 32 arremessos.

As escolhas de draft eram o prêmio da troca de Dosunmu

Em 5 de fevereiro de 2026, o Bulls mandou Ayo Dosunmu e Julian Phillips para o Wolves e recebeu Rob Dillingham, Miller e quatro escolhas de segunda rodada. Em Chicago, a leitura da época era que Dosunmu tinha saído em troca de escolhas, e que Miller era só um nome a mais no pacote. Sam Smith admitiu que deu o canadense como caso perdido naquela manhã, e escreveu agora que “as escolhas eram para ser o prêmio” e que Miller “pode ser a surpresa”.

O Bulls apostou antes de a pré-temporada começar. Em 30 de junho, garantiu o salário de US$ 2,41 milhões de Miller para 2026-27, segundo Michael Scotto, do HoopsHype. A opção era do time, e o Bulls a exerceu sem esperar o training camp.

Splitter precisa de alas altos com o garrafão desfalcado

O Bulls de Tiago Splitter foi a Denver sem Nic Claxton, com lesão na coxa posterior, sem Zach Collins, que trata o quadríceps, e sem o calouro Tobe Awaka, com dor no joelho. Jalen Smith, que tinha ficado fora contra o Grizzlies, voltou e jogou 14 minutos. Depois do jogo, o técnico brasileiro admitiu ao Chicago Sun-Times que a fila no departamento médico “é uma preocupação” e explicou como pretende dividir a posição.

Vamos ter que tomar cuidado com os minutos deles ao longo da temporada. Provavelmente vamos precisar ter, toda noite, uma rotação de três homens na posição 5.

Tiago Splitter, técnico do Bulls, depois da derrota para o Nuggets, em Denver, 11/10/2026

É nesse vazio que Miller ganha minutos. Com 2,08 m e velocidade de ala, ele corre a quadra no ritmo que Splitter quer e briga pelo rebote de ataque, que o técnico usa para compensar o volume de bolas de três: contra o Grizzlies, pegou 7 no ataque. O limite também ficou claro em Denver: defender Jokic e Aaron Gordon não é tarefa para ele, e o Nuggets foi 46 vezes para a linha do lance livre. A situação de Claxton, Collins e Awaka está na página de lesionados da NBA.

O Bulls volta à quadra na quarta, 14 de outubro, contra o Bucks, em Milwaukee, às 21h de Brasília, no penúltimo jogo da pré-temporada. A temporada regular começa em 21 de outubro, contra o Raptors, em Toronto, e o calendário completo está na Tabela da NBA. Miller chega à estreia com o contrato garantido e com dois dígitos em todos os jogos da pré-temporada.

Estatísticas conforme a ESPN e o box score do jogo no NBA.com. A trajetória de Miller está na coluna de Sam Smith no site do Bulls, e as falas de Splitter, no Chicago Sun-Times.

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