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A bola da NBA ganhou um chip, e nem os jogadores sabem

A NBA testa na pré-temporada a Wilson X, bola com sensor de 1 grama, sem avisar os jogadores. Veja como funciona e o que o chip pode mudar na arbitragem.

13 de outubro de 2026 3 min de leitura
A bola da NBA ganhou um chip, e nem os jogadores sabem
Foto: NBA
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A NBA está testando na pré-temporada uma bola com chip, a Wilson X, e faz isso sem avisar os jogadores. Em alguns jogos, quem está em quadra não sabe se arremessa a bola oficial ou a conectada. O sensor pesa 1 grama, fica na válvula de ar e coleta dados que um dia podem ajudar a arbitragem.

Direto ao ponto
  • O sensor equivale a cerca de 1/600 do peso total da bola.
  • A NBA anunciou o teste em 5 de outubro, e os dados não valem para nenhuma marcação.
  • Os árbitros também testam um relógio de pulso ligado à central de replay.
  • Nenhuma das duas tecnologias vai para a temporada regular, que começa em 20 de outubro.

Como funciona o teste cego da bola com chip

Por fora, a bola conectada é igual à oficial: mesma marca, mesmo couro, mesmo peso na mão. A diferença é o sensor Bluetooth escondido na válvula, que registra impactos em tempo real. A NBA alterna as duas em jogos selecionados da pré-temporada e depois pergunta aos jogadores se notaram algo diferente.

Estamos fazendo um estudo cego, então os jogadores não sabem se estão usando a bola conectada ou a bola oficial comum, e a opinião deles nos diz se a tecnologia muda a sensação ou o desempenho da bola.

Tom Ryan, chefe de pesquisa e desenvolvimento de basquete da NBA, à Fast Company, em outubro de 2026

Segundo a liga, até agora nenhum jogador relatou diferença no toque. O nome Wilson X não é novo: a fabricante já vendia uma bola conectada para treino de arremesso, com aplicativo no celular. A versão da NBA é outra coisa, feita junto com a liga para medir o jogo, e não o treino de quem compra.

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O que a bola com chip pode mudar na arbitragem

Nada do que a bola registra entra nas decisões dos jogos de agora. O objetivo é juntar dados e cruzá-los com as imagens de vídeo para treinar modelos de inteligência artificial. Os lances que a NBA tem em mente são os que mais param o jogo: a bola que sai pela lateral, quem tocou por último antes de sair, o momento exato do arremesso no estouro do cronômetro e as falhas do relógio.

O relógio de pulso dos árbitros segue a mesma lógica. Ele liga o juiz direto à central de replay em revisões, mudanças no placar e problemas no cronômetro, e já tinha sido testado com sucesso na Summer League. A NBA não deu prazo para levar nenhum dos dois à temporada regular.

O futebol já usou bola com chip, e Cristiano sabe disso

O caminho foi aberto pela Fifa. A bola da Copa de 2022, a Al Rihla, da Adidas, tinha um sensor no centro que ajudava o impedimento semiautomático. Foi ela que tirou de Cristiano Ronaldo um gol contra o Uruguai: os dados mostraram que ele não tocou na bola, e o gol ficou com Bruno Fernandes. A bola da Copa de 2026 manteve a tecnologia, como explica o vídeo abaixo.

Cristiano, aliás, segue rendendo assunto fora de campo, como contamos em O banco que tirou Cristiano Ronaldo da seleção de Portugal. No basquete, a diferença é o volume: a bola troca de mãos centenas de vezes por jogo, e cada saída pela lateral hoje depende do olho do árbitro ou do replay. A temporada começa sem o chip, e o calendário da estreia está em Abertura da NBA 2026-27: jogos, datas e onde assistir.

Veja também: Jogos da NBA hoje: horários e onde assistir

Teste e fala de Tom Ryan conforme a Fast Company; anúncio, relógio dos árbitros e prazos conforme a ESPN e a Associated Press, em 5 de outubro de 2026.

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