Entenda as apostas que a NBA proibiu nesta temporada
A NBA mandou as casas de apostas parceiras tirarem do ar quatro tipos de aposta, e uma delas é a combinação usada nos casos de Jontay Porter e Rozier.
A NBA proibiu as casas de apostas parceiras de oferecer quatro tipos de aposta na temporada 2026-27, segundo um memorando enviado na sexta-feira (16) e obtido pela ESPN. A principal é a múltipla com o “menos” de várias estatísticas do mesmo jogador, o formato que aparece nos processos de Jontay Porter e Terry Rozier.
- A aposta de Porter era de US$ 80 mil, com prêmio de cerca de US$ 1,1 milhão.
- As parceiras da liga somam mais de 99% do mercado legal dos Estados Unidos.
- Charles Tillman, ex-NFL e ex-agente do FBI, vai treinar os times.
- Desde o caso Porter, jogador two-way já não podia ter aposta no “menos”.
As quatro apostas que saem do ar na NBA
O memorando foi distribuído a operadoras como DraftKings e FanDuel, que têm acordo com a liga. A NBA usa esses contratos para dizer o que pode e o que não pode ser oferecido. A lista desta temporada tem quatro itens:
| Aposta proibida | Tipo |
|---|---|
Múltipla com o “menos” de várias estatísticas do mesmo jogador pontos, rebotes e assistências abaixo da linha, juntos | Múltipla |
Quem ganha o salto inicial a bola ao alto que abre o jogo | Lance |
Arremessos específicos que o jogador vai errar aposta no erro de um lance determinado | Lance |
“Menos” para quem deve jogar menos de 12 minutos reservas de pouca rotação | Jogador |
As linhas alternativas de “menos” com pagamento maior também saem do ar. O memorando chama esse grupo de apostas de “baixa probabilidade e alto pagamento”. Todas têm o mesmo ponto fraco: dependem de algo que um único jogador controla sozinho em quadra.
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Por que a NBA mirou a múltipla do “menos”
É o formato que aparece nos dois casos federais de apostas que envolvem jogadores da liga. Jontay Porter admitiu na Justiça que saiu de jogos mais cedo de propósito para favorecer apostadores quando tinha contrato two-way com o Raptors, em 2023-24. Segundo a denúncia, um dos apostadores pôs US$ 80 mil em uma múltipla com o “menos” de pontos, rebotes, assistências, bolas de três, roubos e tocos de Porter em um jogo contra o Kings, em março de 2024. O prêmio seria de cerca de US$ 1,1 milhão. Porter saiu de quadra com três minutos jogados.
A promotoria diz que a mesma receita foi usada um ano antes com Terry Rozier, então no Hornets, em um jogo contra o Pelicans em que ele saiu com cerca de nove minutos. Rozier se declarou inocente e nega as acusações.
O que diz a NBA sobre o mercado ilegal
A liga tentou cortar o que vê como risco sem empurrar o apostador para fora do mercado regulado. Quem explicou a conta foi Scott Kaufman-Ross, vice-presidente executivo da NBA, à ESPN.
Existe um equilíbrio entre garantir que estamos removendo os tipos de aposta problemáticos e garantir que não vamos só empurrar essa atividade para o mercado ilegal. E onde chegamos agora, achamos, é o equilíbrio certo entre esses dois objetivos.
Ele também disse que os casos de Porter e Rozier pesaram na decisão. “Ver onde tivemos problemas no passado é uma das informações que usamos para definir o que pode ser problemático”, afirmou. Depois do caso Porter, a liga já tinha proibido apostas no “menos” de jogadores com contrato two-way.
As outras medidas da NBA contra fraude e assédio de apostador
Os times também receberam um memorando com regras novas. O ex-jogador da NFL Charles Tillman, que depois virou agente do FBI, vai dar treinamento presencial sobre as regras de apostas. A liga reforçou a plataforma interna, baseada em inteligência artificial, que procura movimentos estranhos de aposta em jogos.
Para proteger jogadores, técnicos e funcionários de ameaças de apostadores, a NBA atualizou o código de conduta do torcedor, fechou parceria com a Social Protect, um serviço que apaga mensagens de assédio nas redes de quem aderir, e criou um canal por mensagem de texto para denúncias. A DraftKings disse que parte das restrições já fazia parte das regras dela.
O limite da regra nova da NBA
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A proibição vale para as casas que têm contrato com a NBA, que a liga calcula em mais de 99% do mercado legal americano. Os mercados de previsão, que funcionam fora desse modelo, ficam de fora: a liga não tem parceria com nenhum deles, e Kaufman-Ross admitiu que, sem acordo, fazer valer as restrições ali pode ser difícil.
Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.









