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Por que Kerr tirou a bola das mãos de Draymond Green

Draymond Green vai jogar mais nos cantos e menos com a bola no Warriors de 2026-27. O motivo são as perdas de bola, e ele contou por que aceitou a mudança.

18 de outubro de 2026 5 min de leitura
Por que Kerr tirou a bola das mãos de Draymond Green
Foto: Getty Images
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Steve Kerr mudou o lugar de Draymond Green no ataque do Warriors para 2026-27. O veterano vai puxar menos o jogo do topo do garrafão e passar mais tempo nos cantos e nas alas, porque o técnico quer cortar as perdas de bola. Draymond aceitou a mudança e resumiu o motivo em uma palavra: confiança.

Direto ao ponto
  • A relação entre assistências e erros dele caiu para 2,1 em 2025-26, a pior desde 2013-14.
  • Na pré-temporada, foram 6,3 assistências e 1,5 erro por jogo.
  • Na sexta (16), deu 10 assistências em 24 minutos na vitória por 128 x 118 sobre o Blazers.
  • Com Porzingis fora sem prazo, Kerr se diz “muito confortável” em abrir a temporada com ele de pivô.

O que muda para Draymond Green no ataque do Warriors

Por mais de uma década, Draymond foi quem trazia a bola atrás da jogada e organizava o ataque do alto da quadra. No sistema novo de Kerr, com cinco jogadores abertos, ele precisa correr para a frente e ocupar a ala ou o canto logo no início da posse. A ideia é que a defesa tenha de escolher entre segui-lo, proteger o garrafão ou perseguir a bola.

A mudança já aparece no treino. Na terça (13), em Las Vegas, Draymond ficou de fora da vitória sobre o Lakers e usou a noite para trabalhar arremessos das alas e dos cantos na quadra quase vazia da T-Mobile Arena, ao lado do assistente Jacob Rubin. É a 15ª temporada dele na NBA, e o San Francisco Chronicle descreve a troca de função como a maior no ataque dele desde a chegada de Kevin Durant, em 2016.

Leia também: Warriors x Blazers: o que Horford fez em 15 minutos

Por que Kerr quer menos bola nas mãos de Draymond

O motivo é estatístico. Em 2025-26, Draymond deu 2,1 assistências para cada bola perdida, a pior relação dele desde 2013-14, quando ainda era reserva, no segundo ano de NBA. Kerr transformou as perdas de bola em prioridade desde o media day e já tinha tirado de Curry e Draymond a licença para errar passes. Internamente, o Warriors acredita que ele pode ser mais eficiente se deixar de forçar o passe difícil.

No começo, ele não gostou. Depois da estreia na pré-temporada, contra o Clippers, em 4 de outubro, Draymond passou boa parte dos 14 minutos longe da jogada e foi seco ao ser perguntado sobre a nova função: “Querendo ou não, isso vai acontecer”.

O que Draymond disse sobre confiar em Kerr

Uma semana depois, em Las Vegas, o tom era outro. Ao Chronicle, ele explicou o que muda na cabeça de quem sempre teve a bola: “Você sempre esteve em posição de fazer a jogada. E agora você está em posição de, às vezes, fazer a jogada, ou de alguém fazer a jogada para você, ou de você fazer o corte que permite a outro fazer a próxima jogada. No fim, acho que tudo se resume a confiança”.

Se ele acha que isso é o melhor, eu vou confiar. E acho que, se tivessem me ensinado isso mais novo na carreira, eu não teria confiado. Mas nesta altura da minha carreira, com a nossa trajetória? Se ele diz alguma coisa, eu confio.

Draymond Green, ala-pivô do Warriors, ao San Francisco Chronicle, em Las Vegas, em 13 de outubro de 2026

Ele comparou com 2016, quando a mudança no ataque veio junto com Durant. “Eu não precisava confiar. Eu tenho olhos”, disse. “O difícil é quando não está claro. Com o Kevin Durant, até a minha avó confiaria”.

Os números de Draymond Green na pré-temporada

Até aqui, a função nova tem funcionado. Kerr disse na quinta (15) que Draymond está “totalmente envolvido” na mudança. Das alas, ele achou cortes de Stephen Curry, Brandin Podziemski, Yaxel Lendeborg e Georges Niang, e quase não errou as leituras no pick-and-roll com Curry, quando recebe a bola no meio do caminho para a cesta. Terminou a pré-temporada com 6,3 assistências e 1,5 erro por jogo.

O melhor exemplo veio na sexta (16), no último jogo antes da temporada: 10 assistências em 24 minutos na vitória por 128 x 118 sobre o Blazers, no Chase Center. Kerr usou a noite para explicar o que espera dele.

Ele entende que precisamos fazer algumas mudanças. E a chave para o Draymond é achar o ponto certo entre ser agressivo e decisivo, como foi hoje, e evitar algumas das jogadas mais arriscadas que o nosso time inteiro fez no ano passado.

Steve Kerr, técnico do Warriors, depois da vitória sobre o Blazers, em 16 de outubro de 2026

Draymond de pivô enquanto Porzingis não volta

A mudança no ataque chega junto com mais peso na defesa. O Warriors preferia pôr Draymond ao lado de um pivô de verdade, mas Kristaps Porzingis segue fora sem prazo, Al Horford, aos 40 anos, deve ficar perto de 20 minutos por noite saindo do banco, e Charles Bassey, de 25, quase não jogou com ele. Kerr disse estar “muito confortável” em começar a temporada com Draymond de pivô. “Agora a gente tem que se adaptar um pouco. O Draymond vai ter que jogar de 5, eu vou jogar de 5, o Bassey também”, disse Horford.

Draymond tem 36 anos e está no último ano de contrato, de um ano e US$ 27,7 milhões. A estreia é contra o Lakers, na quarta-feira (21), às 23h de Brasília, em Los Angeles (veja a abertura da NBA 2026-27). Será o primeiro jogo valendo com ele nos cantos e no garrafão ao mesmo tempo.

Veja também: Jogos da NBA hoje: horários e onde assistir

Com informações de Luca Evans, do San Francisco Chronicle, em reportagem de 17 de outubro de 2026.

Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.

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