Por que o pênalti de Cetré foi repetido contra o Flamengo
O pênalti de Cetré foi repetido em Flamengo x Estudiantes por uma regra criada em 2025, depois de um lance de Julián Álvarez. Entenda o que ela diz.
Nos pênaltis de Flamengo x Estudiantes, na quinta (22), Edwuin Cetré escorregou, tocou na bola duas vezes e fez o gol. A cobrança não valeu, mas também não foi contada como erro: o árbitro mandou repetir, como prevê uma regra que a International Football Association Board (IFAB) criou em 2025. Na segunda tentativa, o colombiano chutou para fora.
- Com o placar de 1 x 1 na disputa, um gol valendo deixaria o Estudiantes na frente.
- Pela regra antiga, o toque duplo anularia o gol e a cobrança contaria como perdida.
- A mudança veio depois do pênalti anulado de Julián Álvarez contra o Real Madrid, em 2025.
- Mesmo com o erro de Cetré, o Estudiantes venceu por 3 x 2 e vai à final.
O que aconteceu na cobrança de Cetré
O Flamengo bateu primeiro. Arrascaeta e José Sosa converteram, e Muslera defendeu a cobrança de Jorginho. Com 1 x 1, Cetré, que tinha entrado aos 32 minutos do segundo tempo, foi para a segunda batida do Estudiantes. Na corrida, escorregou e, ao cair, a bola tocou nos dois pés antes de entrar.
O árbitro uruguaio Gustavo Tejera não validou o gol e mandou a cobrança ser batida de novo. Na repetição, Cetré mandou por cima do travessão. O Flamengo desperdiçou a chance de passar à frente: Paquetá parou em Muslera logo depois.
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O que diz a regra do toque duplo no pênalti
O texto das regras do futebol sempre proibiu o batedor de tocar na bola de novo antes de outro jogador. Em 2 de junho de 2025, a IFAB, que escreve as regras, publicou a circular nº 31 para separar o toque de propósito do toque acidental, como o de quem escorrega. A interpretação vale desde as competições iniciadas em 1º de julho de 2025, segundo o beIN Sports e o El Comercio. Ficaram três cenários:
- Toque duplo acidental e a bola entra: o gol não vale, e o pênalti é repetido.
- Toque duplo acidental e a bola não entra: na disputa de pênaltis, conta como cobrança perdida, sem repetição.
- Toque duplo de propósito: a cobrança é punida, e na disputa também conta como perdida.
Fora da disputa, durante o jogo, o toque duplo que não termina em gol dá tiro livre indireto para o time que defende. A ideia da IFAB é que o segundo toque pode mudar a trajetória da bola e enganar o goleiro, então o gol não pode valer; mas quem escorrega sem querer não deve ser punido como quem age de propósito.
O lance de Julián Álvarez que mudou a regra
A circular saiu por causa de um pênalti nas oitavas da Champions League de 2024-25. Em 12 de março de 2025, na disputa entre Atlético de Madrid e Real Madrid, Julián Álvarez escorregou na segunda cobrança do Atlético, encostou na bola com o pé de apoio e fez o gol. O VAR viu o toque duplo, o gol foi anulado e a cobrança contou como perdida. O Real Madrid venceu por 4 x 2 e avançou. A UEFA defendeu a decisão, mas pediu à IFAB que revisse a regra.
Antes de Álvarez, casos parecidos tinham terminado do mesmo jeito: Riyad Mahrez, pelo Leicester, contra o Manchester City, em 2017, e Aleksandar Mitrovic, pelo Fulham, contra o Newcastle, em 2023, tiveram gols anulados depois de escorregar. Com a regra nova, André Silva, do Elche, tocou na bola com os dois pés em fevereiro de 2026, contra o Athletic Bilbao, viu o pênalti ser repetido e marcou na segunda chance.
A regra nova ajudou o Estudiantes
Pela regra antiga, a primeira cobrança de Cetré seria anulada e contada como perdida, e o Flamengo teria a mesma chance de passar à frente. A circular de 2025 deu ao Estudiantes uma segunda tentativa, que Cetré desperdiçou. No fim, não fez diferença: depois do erro de Paquetá, Mancuso, Léo Pereira e Tiago Palacios converteram, Muslera defendeu a cobrança de Bruno Henrique, e o Estudiantes venceu por 3 x 2.
O placar, a expulsão de Baltasar Rodríguez e as falas de Leonardo Jardim estão em Flamengo x Estudiantes: quanto foi o jogo e quem vai à final. Antes do jogo, mostramos por que o Flamengo era favorito contra o Estudiantes.
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Ordem das cobranças conforme a ESPN; árbitro conforme o Lance!; regra conforme a circular nº 31 da IFAB, de 2 de junho de 2025, nos relatos de beIN Sports e El Comercio; caso Julián Álvarez conforme a AFP e a Sports Illustrated.
Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.









