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NBA: 7 free agents de peso que seguem sem time

Kuminga, Harden, DeRozan, Westbrook, Duren, Watson e Mathurin seguem sem contrato. Veja o que trava cada negociação da free agency da NBA.

31 de julho de 2026 8 min de leitura
NBA: 7 free agents de peso que seguem sem time
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A free agency da NBA passou de um mês e sete nomes de peso continuam sem contrato. Jonathan Kuminga, Jalen Duren, James Harden, DeMar DeRozan, Russell Westbrook, Peyton Watson e Bennedict Mathurin seguem no mercado, travados por três motivos: teto de proposta, segundo apron e uma investigação da liga que congelou uma franquia inteira.

Resumo rápido
  • All-NBA destravou o máximo de Duren: cinco anos e US$ 287,1 milhões.
  • Pistons abriram a negociação perto de cinco anos e US$ 180 milhões.
  • Nuggets ofereceram US$ 70 milhões em cinco anos a Peyton Watson.
  • Kuminga mira menos de US$ 20 milhões por ano, acima da mid-level.
  • Westbrook fez 15,2 pontos e 6,7 assistências em 28,9 minutos na 2025-26.

Jalen Duren: os dois lados em campos opostos

O Pistons e Duren seguem distantes. A vaga no Terceiro Time da All-NBA destravou o critério de máximo maior: o pivô pode assinar cinco anos e US$ 287,1 milhões, começando em US$ 49,5 milhões na 2026-27, e só o Pistons tem permissão de oferecer esse pacote. Sem o All-NBA, o teto dele pararia em cinco anos e US$ 239,3 milhões. Duren mira pelo menos essa faixa, na vizinhança dos cinco anos e US$ 251 milhões que Victor Wembanyama assinou. A franquia começou a conversa na casa dos US$ 35 milhões por temporada, algo em torno de cinco anos e US$ 180 milhões.

A única alavanca do jogador é a qualifying offer de US$ 9,5 milhões, que o levaria ao mercado sem restrição em 2027. Shams Charania, da ESPN, resumiu o clima no NBA Today: “Parece que os dois lados estão firmes na posição. O Pistons tem um teto definido para Jalen Duren, e Duren claramente quer mais do que isso. Não surpreenderia ninguém se isso for até setembro. O prazo real é o media day.”

O contexto ajuda a explicar a distância. Na temporada regular, Duren fez 19,5 pontos e 10,5 rebotes por jogo e defendeu o garrafão em nível de elite. Nos playoffs, caiu para 10,2 pontos e sumiu por longos trechos.

Jonathan Kuminga: dois pretendentes, a mesma conta apertada

Cavaliers e Lakers são os dois principais interessados no ala de 23 anos, segundo Charania, com Bucks e Clippers sondando por fora. Os dois finalistas travaram o teto perto de US$ 18 milhões por temporada, abaixo do que o ala pedia, e em Cleveland a urgência caiu ainda mais depois da chegada de Mario Hezonja no fim de julho, por um ano e US$ 2,8 milhões que só ficam garantidos se ele passar de 15 de novembro no elenco. O problema é matemático. Kuminga começou mirando algo perto da opção de equipe de US$ 23,4 milhões que o Hawks não exerceu. Hoje a meta parece estar abaixo de US$ 20 milhões por ano, mas acima da mid-level de US$ 15 milhões.

Um salário desse tamanho só sai via sign-and-trade, e aí começa a complicação. O Lakers ofereceu um pacote com Jarred Vanderbilt e ativos de draft, mas Vanderbilt ganha US$ 12,4 milhões na próxima temporada, bem abaixo do que o ala quer receber. Toda operação de sign-and-trade exige contrato de no mínimo três anos, e Kuminga quer o contrário: se aceitar menos dinheiro, quer vínculo curto para voltar ao mercado logo. A proposta de dois anos e US$ 20 milhões foi considerada baixa, já que Kuminga vinha de um contrato de dois anos e US$ 48,5 milhões com o Warriors.

No Cavaliers a conta é pior. O time pode montar o pacote com Max Strus (US$ 16 milhões) ou Dennis Schroder (US$ 14,7 milhões), mas flerta com o segundo apron e ainda precisa pagar Harden. Do outro lado, o Hawks tem 17 jogadores no elenco e está a US$ 4,9 milhões do luxury tax: qualquer salário que voltar na troca joga a franquia no imposto e obriga a novos movimentos. Atlanta só entra se a compensação em picks valer o incômodo.

James Harden e Draymond Green: o efeito colateral da novela LeBron

Os dois abriram mão das opções de jogador para dar folga salarial aos seus times na caçada por LeBron James. Green já resolveu a dele: renovou com o Warriors por um ano e US$ 27,7 milhões, praticamente o mesmo valor de que tinha aberto mão. Harden segue pendente. O Cavaliers está cerca de US$ 35,5 milhões abaixo do segundo apron com 13 vagas preenchidas e pode entregar boa parte disso ao armador, mas quer usar quase US$ 8 milhões da mid-level para atrair Kuminga, o que come o espaço de Harden. Charania projetava os dois acordos fechados dentro de uma semana. Pelo que apurou Jake Fischer, o contrato do armador não deve passar de dois anos garantidos, com a chance de o valor ser diluído em três temporadas se o Cavaliers precisar de mais folga para outros movimentos.

DeMar DeRozan: quatro interessados, pouca verba

Heat, Nuggets, Cavaliers e Wizards demonstraram interesse, todos times que ficaram de fora da disputa por LeBron. Miami tem cerca de US$ 8 milhões de mid-level, mas prioriza Klay Thompson caso o buyout em Dallas se confirme. Denver é o único time acima do segundo apron hoje e só pode oferecer o mínimo. Cleveland tem mais do que isso para gastar, mas está ocupado com Kuminga. Aos 36 anos, DeRozan ainda entrega: foram 18,4 pontos e 4,1 assistências por jogo na última temporada. O Sacramento acabou dispensando o veterano e ficou com US$ 10 milhões na folha, de um contrato total de US$ 26,7 milhões. Ele é o 16º maior pontuador da história, com 26.711 pontos, à frente de Stephen Curry.

Peyton Watson: a proposta que o Nuggets não consegue subir

O caso lembra o de Duren, com um agravante. Segundo Tony Jones, do The Athletic, o Nuggets ofereceu US$ 70 milhões por cinco temporadas ao ala, média de US$ 14 milhões por ano, abaixo até da mid-level. Um ano antes, a mesma diretoria deu cinco anos e US$ 125 milhões a Christian Braun, e foi Watson quem assumiu a função dele na temporada passada.

A trava é o segundo apron, onde Denver entrou ao igualar a oferta do Thunder por Jones. Pagar US$ 23 milhões por ano a Watson levaria a conta de luxury tax a US$ 231 milhões, calculou Bobby Marks, da ESPN. Bucks, Hawks e Clippers sondaram um sign-and-trade, e o pedido caiu de dois picks de primeira rodada mais duas trocas de escolha para uma primeira rodada mais um jogador de nível. Aqui, a qualifying offer de US$ 6,5 milhões é uma saída bem mais plausível do que no caso de Duren.

Bennedict Mathurin: refém de uma investigação

Os direitos de Mathurin pertencem ao Clippers, que ficou com ele na troca de Ivica Zubac. O time quer renovar com o ala, autor de 17,4 pontos e 5,5 rebotes em 26 jogos pela franquia na temporada passada. O impedimento é externo: praticamente tudo está parado enquanto a liga e o escritório de advocacia contratado concluem a investigação da Aspiration envolvendo Kawhi Leonard. E o prazo pode ser bem pior do que parece. Como apurou Baxter Holmes, da ESPN, qualquer punição por burla de teto precisa passar por um árbitro neutro, com direito a recurso: se Leonard ou a franquia contestarem, o caso atravessa a temporada e pode chegar a 2027. A própria troca do ala para o Raptors segue suspensa enquanto a ameaça de punição não se resolve. Enquanto isso, o Pelicans demonstrou interesse, segundo Marc Stein, e Bulls, Bucks e Mavericks entraram na fila. Nova Orleans só tem a taxpayer mid-level de US$ 6 milhões, o que empurra qualquer acordo para um sign-and-trade. A qualifying offer de Mathurin é de US$ 8,8 milhões.

Russell Westbrook: 27 mil pontos e nenhuma vaga

O nome que entrou na lista depois de todos os outros. Russell Westbrook é o 14º maior pontuador da história da liga, com 27.176 pontos, ex-MVP e dono de quatro temporadas com triplo-duplo de média em 18 anos de carreira. Nada disso tem servido de moeda: o último All-Star dele foi em 2019-20, e de lá pra cá passou por Wizards, Lakers, Clippers, Nuggets e Kings.

Em 2025-26, com contrato mínimo não garantido em Sacramento, jogou 28,9 minutos por noite e registrou 15,2 pontos e 6,7 assistências. Como apurou Eric Pincus, do Bleacher Report, lesões e problemas no elenco o empurraram para um papel bem maior do que o planejado. Ainda assim, ele segue no mesmo lugar de sempre desde 2021: esperando alguém abrir uma vaga de mínimo.

O prazo real

Nada disso é urgente, e essa é a chave para entender agosto. Não há multa por demorar: o limite prático é o media day, quando o elenco precisa estar fechado para a pré-temporada. Duren e Watson podem arrastar a conversa sem perder nada. Mathurin é o único que não controla o próprio relógio: o dele depende de uma decisão que pode nem sair este ano. Kuminga, Harden, DeRozan e Westbrook dependem de um espaço salarial que só aparece quando alguém se mexer primeiro. O mês tende a ser de silêncio, e aí tudo se resolve em poucos dias.

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