Lakers: ranking dos reforços, da maior à menor expectativa
Walker Kessler, Quentin Grimes e mais oito reforços: quem o Lakers contratou sem LeBron James, quanto cada um custou e o tamanho da cobrança na estreia.
O Lakers trocou LeBron James por dez caras novas e concentrou o dinheiro em um nome só: Walker Kessler, o pivô que chegou por troca com o Jazz e assinou o maior contrato do pacote. Depois dele a cobrança cai rápido, e os últimos da fila chegaram no salário mínimo ou em contrato two-way.
- O Jazz levou as primeiras rodadas de 2031 e 2033 e trocas de escolha em 2028 e 2030.
- Os cinco contratos plurianuais somam US$ 277,5 milhões, e Kessler sozinho responde por 129,5.
- Grimes assinou quatro anos e US$ 60 milhões depois de marcar 13,4 pontos por jogo no Sixers.
- Mamukelashvili levou US$ 52 milhões para ocupar a vaga que Rui Hachimura deixou no banco.
- Looney, Thybulle e Ziaire Williams assinaram um ano cada, no mínimo e com salário garantido.
O Lakers perdeu LeBron James e chamou dez jogadores para o lugar dele
A temporada 2026-27 é a primeira em oito anos que o Lakers começa sem LeBron James, que assinou com o Sixers. Junto dele saíram Deandre Ayton, Jaxson Hayes, Rui Hachimura, Luke Kennard e Marcus Smart. Não foi uma reforma de pontas: foi o banco inteiro trocado de uma vez.
O que entrou tem uma lógica clara. O Lakers gastou alto em um pivô defensivo, gastou médio em dois nomes de rotação e quase nada nos outros sete, apostando que Luka Doncic e Austin Reaves resolvem o ataque sozinhos. A ordem abaixo é a da cobrança que cada contratação carrega na estreia, e não a do talento de carreira.
Quanto o Lakers comprometeu em contrato com cada reforço
Nem toda contratação pesa igual na folha, e entre a primeira e a última a diferença não é de grau. Cinco dos dez assinaram contrato plurianual, e é neles que o dinheiro de verdade foi parar.
| Contratação | Total em US$ milhões |
|---|---|
Walker Kessler 4 anos, troca com o Jazz | 129,5 US$ 32,4 mi por temporada |
Quentin Grimes 4 anos, veio do Sixers | 60,0 US$ 15,0 mi por temporada |
Sandro Mamukelashvili 4 anos, maior contrato da carreira | 52,0 US$ 13,0 mi por temporada |
Collin Sexton 2 anos, com opção do jogador | 19,2 US$ 9,6 mi por temporada |
Cameron Carr 4 anos, escolha 24 do draft | 16,8 US$ 4,2 mi por temporada |
Kessler leva mais do que Grimes e Mamukelashvili somados, e por temporada a conta dele chega a US$ 32,4 milhões contra os 15,0 de Grimes. Isso faz do pivô o terceiro maior compromisso do elenco, atrás só de Doncic e de Reaves, que renovou por quatro anos e US$ 180 milhões. E o preço não parou no dinheiro: o Lakers entregou ao Jazz as primeiras rodadas de 2031 e 2033 para fechar a troca.
Os cinco reforços que o Lakers contratou para jogar todo dia
A lista de dez mistura quem vai decidir jogo com quem vai assistir a ele. O primeiro grupo é o que chega com minuto garantido antes mesmo de o training camp abrir.
| Reforço | PTS | REB | AST |
|---|---|---|---|
Walker Kessler pivô · 4 anos | 14,4 | 10,8 | 3,0 |
Quentin Grimes ala-armador · 4 anos | 13,4 | 3,6 | 3,3 |
Sandro Mamukelashvili ala-pivô · 4 anos | 11,2 | 4,9 | 1,9 |
Collin Sexton armador · 2 anos | 14,2 | 1,9 | 3,7 |
Ziaire Williams ala · 1 ano | 10,2 | 2,4 | 1,1 |
Kessler é o único do grupo com double-double de média, 14,4 pontos e 10,8 rebotes, e pega mais rebote sozinho do que Grimes, Sexton e Ziaire Williams somados. Grimes e Sexton chegam quase empatados no placar de pontos, 13,4 contra 14,2, com funções opostas: um para defender e abrir a quadra, o outro para criar quando Doncic senta. Quem começa jogando ainda está em aberto, e o quinteto titular do Lakers tem pelo menos duas vagas em disputa.
Os três reforços de banco que custaram quase nada
O segundo grupo responde por uma função só, cada um. Nenhum deles precisa marcar ponto para justificar a vaga que ocupa.
| Reforço | PTS | REB | AST |
|---|---|---|---|
Matisse Thybulle ala · 1 ano | 5,8 | 2,0 | 0,9 |
Kevon Looney pivô · 1 ano | 2,8 | 5,6 | 1,6 |
Jaden Hardy ala-armador · troca | 6,9 | 1,4 | 0,9 |
Looney pegou 5,6 rebotes por jogo e é o segundo melhor reboteiro entre os oito reforços com passagem pela NBA, atrás apenas de Kessler. Thybulle fez 5,8 pontos e não vai ser cobrado por isso: ele é o único perimetral do elenco que aguenta marcar o armador adversário a noite inteira. Hardy, com 6,9 pontos, é o único do trio que chega disputando minuto de verdade.
1. Walker Kessler
É outro patamar de cobrança, e não por pouco. O Lakers pagou quatro anos e US$ 129,5 milhões, mais quatro escolhas de draft, por um pivô que perdeu a maior parte de 2025-26 com lesão no ombro esquerdo. Ele precisa ancorar a defesa, dominar o rebote defensivo, armar o bloqueio para Doncic e, de preferência, desenvolver o arremesso de três. Qualquer coisa abaixo disso transforma a troca em problema.
Na apresentação, Kessler tratou o ombro como assunto encerrado e falou em jogar ao lado de Doncic como a parte fácil do trabalho. O NBA.com registrou a chegada dele como a maior movimentação do Lakers no verão.
2. Quentin Grimes
Quatro anos e US$ 60 milhões, com opção do jogador no último, é o tipo de contrato que ninguém assina para ser o nono homem da rotação. Grimes chega do Sixers vindo de 13,4 pontos, 3,6 rebotes e 3,3 assistências saindo do banco, e agora precisa repetir isso como terceira opção de ataque, defendendo o melhor perimetral adversário e acertando o arremesso de canto.
3. Sandro Mamukelashvili
É o maior contrato da carreira dele, quatro anos e US$ 52 milhões, e vem com uma tarefa nomeada: ocupar a vaga que Rui Hachimura levou para o Clippers. Mamukelashvili fez 11,2 pontos e 4,9 rebotes na temporada passada, números de reserva útil, não de titular. O Lakers está pagando pela versão que ainda não existiu.
4. Collin Sexton
Dois anos e US$ 19,2 milhões parece barato ao lado dos três de cima, mas foi o dinheiro que sobrou depois do resto, e isso fecha a porta para outras opções. Sexton vem de 14,2 pontos e 3,7 assistências, e a função é específica: segurar o ataque nos minutos em que Doncic e Reaves descansam. Se o segundo quinteto continuar travando, a cobrança cai nele antes de cair em qualquer outro.
5. Ziaire Williams
Assinou um ano no mínimo e mesmo assim tem caminho livre para o quinteto titular, porque o Lakers não repôs a ala grande depois que Jonathan Kuminga fechou com outro time. Williams fez 10,2 pontos em 2025-26. Contrato curto com vaga aberta é a combinação que mais costuma render, e também a que mais frustra.
6. Matisse Thybulle
Contrato mínimo, expectativa nada mínima. Thybulle entra como o especialista defensivo que o elenco não tinha, e vai ser chamado no primeiro jogo em que alguém precisar apagar um incêndio no perímetro. Quinze minutos por noite já justificam o gasto. Ataque não entra na conta.
7. Cameron Carr
Escolha 24 do draft, adquirida em troca com o Knicks, com quatro anos e US$ 16,8 milhões e os dois primeiros garantidos. Novato de fim de primeira rodada em time que quer ganhar agora costuma ver o ano de fora, e é isso que se espera dele. Se aparecer na rotação, é bônus, não obrigação.
8. Kevon Looney
Campeão três vezes pelo Warriors, contratado por um ano no mínimo para ser o pivô reserva e a voz experiente do vestiário. Oito a dez minutos por jogo, rebote de ataque e nenhum arremesso fora do garrafão. O Lakers sabe exatamente o que comprou, e é pouco de propósito.
9. Jaden Hardy
Chegou em troca com o Wizards, acompanhado de duas escolhas de segunda rodada, e caiu em um elenco que já tem Doncic, Reaves, Sexton e Grimes na frente dele. Hardy fez 6,9 pontos na temporada passada. O contrato dele é o mais fácil de mover do grupo, o que faz dele tanto um reforço quanto uma peça guardada para a janela de trocas de fevereiro.
10. AK Okereke
Não foi escolhido no draft de 2026 e assinou contrato two-way, o formato que divide a temporada entre a NBA e a G League. A expectativa para 2026-27 é praticamente zero, e isso não é crítica: two-way existe para desenvolver jogador longe da pressão. Se ele entrar em dez jogos, já terá superado o que o Lakers projetou.
O que já dá para cobrar na pré-temporada
Kessler é o único nome desta lista cuja avaliação não pode esperar dezembro. O Lakers abriu mão de duas primeiras rodadas da década que vem por ele, e um pivô que chega de lesão no ombro precisa mostrar que aguenta 30 minutos antes de mostrar qualquer outra coisa. Os jogos de pré-temporada do Lakers começam em outubro, e é lá que a conta começa a ser feita.
Ranking de expectativas publicado originalmente por Svyatoslav Rovenchuk no Lake Show Life. Valores de contrato conferidos no Hoops Rumors e no NBA.com; médias de 2025-26 apuradas na ESPN.








