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Zion quer derrubar o processo de até 50 milhões de dólares

Zion Williamson respondeu na Justiça ao processo por agressão sexual, negou todas as acusações e pediu que o caso inteiro seja extinto.

23 de setembro de 2026 5 min de leitura
Zion quer derrubar o processo de até 50 milhões de dólares
Foto: NBA
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Zion Williamson respondeu formalmente na Justiça ao processo movido contra ele por uma mulher identificada como Jane Doe. Em contestação apresentada nesta semana, o ala do Pelicans nega todas as acusações, descreve o que houve entre os dois como uma relação sexual casual e pede que o caso seja extinto sem julgamento.

Direto ao ponto
  • O processo foi aberto em maio de 2025, na Corte Superior de Los Angeles.
  • A autora pede entre US$ 18 milhões e US$ 50 milhões em indenização.
  • A petição inicial descreve um relacionamento de 2018 a 2023, iniciado em Duke.
  • A defesa alega prescrição e diz que a lei da Califórnia não alcança os fatos.
  • Williamson tem duas temporadas em um contrato perto de US$ 200 milhões.

A versão de Williamson: relação casual, encerrada em maio de 2023

Na peça, Williamson sustenta que os dois nunca moraram juntos e que o contato entre eles era, nas palavras do documento, “amigável e casual”. Ele afirma que as interações foram agradáveis e consensuais, que em várias ocasiões foi a autora quem procurou por sexo enquanto ele estava fora da cidade ou indisponível, e que a relação já estava encerrada em maio de 2023.

A contestação nega, uma a uma, as acusações de agressão, agressão sexual, violência doméstica e perseguição. Não há no documento admissão de nenhum dos episódios descritos pela autora.

Os dois argumentos que a defesa usa para pedir a extinção

Antes de discutir o que teria acontecido, a defesa tenta derrubar a ação por motivos formais. São dois caminhos, e cada um ataca uma parte diferente do processo.

O primeiro é a prescrição: Williamson argumenta que os prazos legais para acusações de agressão, agressão sexual, violência doméstica e perseguição já venceram. O segundo é a competência territorial. Ele sustenta que as leis da Califórnia sobre esses crimes não alcançam fatos que teriam ocorrido na Carolina do Norte, no Texas e na Louisiana, e acrescenta que nada disso ocorreu em nenhum desses estados nem em qualquer outro lugar.

O que a ação de 2025 acusa e quanto a autora pede

O processo não é novo, e o que mudou agora foi só o lado da defesa. Vale recuperar o que está escrito na petição inicial.

A ação foi protocolada em maio de 2025 na Corte Superior de Los Angeles. A autora descreve um relacionamento entre 2018 e 2023, iniciado quando Williamson era calouro em Duke, e acusa abuso sexual, físico, emocional e financeiro. A petição situa dois episódios de estupro em Beverly Hills, em setembro e outubro de 2020, e pede indenização entre US$ 18 milhões e US$ 50 milhões, incluindo danos punitivos.

Levamos essas acusações com a maior seriedade, e nós as negamos de forma inequívoca.

Michael A. Balascio, advogado de Williamson, em maio de 2025

Na mesma ocasião, a defesa descreveu a relação como “consensual e casual” e afirmou que Williamson havia levado à polícia o que chamou de “tentativas de extorsão” por parte da mulher. É importante marcar a data: essa fala é de maio de 2025, quando o processo foi aberto. O documento desta semana é uma peça processual, sem declaração pública nova do jogador ou dos advogados.

A cronologia do caso, de Duke até a contestação

As duas versões discordam do que aconteceu, mas coincidem em boa parte das datas. Postas em ordem, elas mostram o intervalo que a defesa quer usar a seu favor.

O que consta nos autosQuando
A autora diz que o relacionamento começou
no primeiro ano dele em Duke
2018
A petição situa dois episódios de estupro
em Beverly Hills, na Califórnia
Set e Out 2020
Williamson afirma que a relação terminou
versão apresentada na contestação
Maio 2023
A ação chega à Corte Superior de Los Angeles
pedido de US$ 18 mi a US$ 50 mi
Maio 2025
Williamson contesta e pede a extinção do caso
prescrição e competência territorial
Set 2026

São sete anos entre o início do relacionamento descrito na ação e a contestação desta semana. E são dois anos entre o fim que Williamson aponta, em maio de 2023, e o protocolo do processo, em maio de 2025. É sobre esse intervalo de dois anos que o argumento de prescrição se apoia.

A divergência sobre em quais estados os fatos teriam ocorrido

Um detalhe separa as duas peças e pode decidir o caso antes de o mérito ser discutido. As listas de lugares não são a mesma.

A petição inicial situa episódios na Califórnia e na Louisiana. A contestação responde nomeando Carolina do Norte, Texas e Louisiana, e é daí que sai o pedido para afastar a lei californiana. Se o tribunal aceitar que os fatos não ocorreram na Califórnia, as regras que a autora invocou deixam de valer, e a ação perde a base sobre a qual foi construída.

O que acontece agora

O passo seguinte é a decisão do tribunal sobre o pedido de extinção. Se ele for negado, o processo segue para a fase de provas, com depoimentos e documentos das duas partes. Se for aceito, no todo ou em parte, a ação encolhe ou acaba antes de chegar a julgamento.

Não é a única disputa fora de quadra com cifra de oito dígitos em torno de um astro da NBA neste ano. A ex-noiva de Luka Doncic pediu US$ 50 milhões e levou o caso para outro país antes de qualquer decisão judicial.

Nada disso mexe com o calendário: o Pelicans abre o training camp em 29 de setembro. O que existe nos autos, por enquanto, são duas versões opostas e nenhuma decisão do tribunal sobre qual delas se sustenta.

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