A melhor dupla da NBA em 2026-27 é a do Thunder: Shai Gilgeous-Alexander e Chet Holmgren. Atrás vêm Victor Wembanyama e Stephon Castle, no Spurs, e Jalen Brunson e Karl-Anthony Towns, no campeão Knicks. A offseason mudou o endereço de Giannis, LeBron e Kawhi, e reorganizou a lista inteira. Estas são as dez.
- O Thunder manteve Gilgeous-Alexander, Holmgren e Jalen Williams presos por extensão.
- Wembanyama assinou cinco anos e US$ 252 milhões, e o Spurs repetiu o elenco inteiro.
- Giannis Antetokounmpo saiu do Bucks para o Heat e formou garrafão com Bam Adebayo.
- LeBron James assinou com o Sixers por dois anos no mínimo, ao lado de Joel Embiid.
- Curry e Butler ficaram fora: Butler não joga a estreia, em 21 de outubro.
1. Shai Gilgeous-Alexander e Chet Holmgren, Thunder
É a dupla mais difícil de atacar da liga. Gilgeous-Alexander resolve posse parada e Holmgren protege o aro atrás de tudo, o que permite ao Thunder pressionar a bola sem medo do que vem depois. O time ganhou 64 jogos e caiu só no jogo 7 da final do Oeste.
A escolha do parceiro é a parte discutível: Jalen Williams tem argumento igual, e é exatamente por isso que Oklahoma City está em primeiro. Quem tem a terceira melhor peça não precisa acertar quem é a segunda.
2. Victor Wembanyama e Stephon Castle, Spurs
O Spurs chegou à final de 2026, perdeu para o Knicks em cinco jogos e venceu oito dos doze duelos diretos com o Thunder na temporada. Wembanyama assinou extensão de cinco anos e US$ 252 milhões, e a diretoria decidiu não mexer em mais nada.
É a dupla mais jovem da lista: Wembanyama tem 22 anos e Castle, 21. Dylan Harper, de 20, é o terceiro nome que ainda pode virar o segundo.
3. Jalen Brunson e Karl-Anthony Towns, Knicks
É a única dupla da lista que já ganhou. O Knicks bateu o Spurs por 4 a 1 e encerrou 53 anos sem título, com Brunson eleito MVP das Finais e uma virada de 29 pontos no jogo 4.
Nova York manteve os cinco titulares sob contrato. A única saída relevante foi Mitchell Robinson, para o Celtics, e Andre Drummond entrou no lugar por uma temporada.
4. Nikola Jokic e Jamal Murray, Nuggets
O bloqueio direto dos dois segue sendo a jogada mais difícil de defender do basquete, e foi ela que rendeu o título de 2023. Nenhuma outra dupla da lista tem esse currículo junta.
O problema não é a dupla, é o que existe em volta dela. Denver caiu na primeira rodada em 2025-26 e chegou ao verão acima do segundo apron, sem escolha de primeira rodada sobrando para negociar.
5. Giannis Antetokounmpo e Bam Adebayo, Heat
A troca que abriu a offseason também criou a melhor defesa de garrafão do Leste. O Heat entregou quatro jogadores e três escolhas de primeira rodada para tirar Giannis do Bucks, na maior das dez trocas do verão.
A dúvida está do outro lado da quadra: nenhum dos dois cria arremesso de fora quando o ataque trava. Giannis chega aos 31 anos e com histórico recente de lesão na panturrilha.
6. LeBron James e Joel Embiid, Sixers
No papel é a dupla mais talentosa da lista. LeBron assinou por dois anos no salário mínimo e encontrou em Embiid o pivô dominante que não teve nos últimos anos em Los Angeles.
Também é a mais frágil. A Filadélfia ainda trouxe Jaylen Brown e já tinha Tyrese Maxey, o que devolve a pergunta de sempre: quantas bolas cabem em quatro criadores, e quantos jogos Embiid consegue jogar.
7. Jayson Tatum e Paul George, Celtics
Boston trocou Jaylen Brown por Paul George e duas escolhas de primeira rodada, o que muda a forma da dupla sem fechar a janela. Tatum vira a primeira opção sem discussão, e George entra como segundo criador com muito menos quilometragem de bola na mão.
O time ainda pegou Mitchell Robinson e Mike Conley no mercado, resolvendo garrafão e armação reserva no mesmo verão.
8. Anthony Edwards e LaMelo Ball, Timberwolves
Minnesota pagou caro: Naz Reid, uma escolha de primeira rodada de 2033 sem proteção, três trocas de posição de primeira e três de segunda foram para o Hornets por Ball e Josh Green.
A lógica está nos números de Edwards. Ele fez 28,8 pontos por jogo sendo dobrado em quase 20% das posses e acertou 49,6% nos três pontos de recebe-e-arremessa. Ball existe para transformar a segunda estatística na principal.
9. Donovan Mitchell e Evan Mobley, Cavaliers
Cleveland chegou à final do Leste, guardou vaga de elenco e espaço salarial esperando LeBron, e viu ele escolher a Filadélfia. O saldo do verão é uma extensão para Mitchell e a confirmação de que Mobley não sai por nada.
A dupla não piorou. O problema é que quatro times do Leste melhoraram, e ficar parado numa conferência que se mexeu é uma forma de andar para trás.
10. Luka Doncic e Austin Reaves, Lakers
Com a saída de LeBron, o Lakers virou o time de Doncic, e Reaves passou a ser o segundo nome por definição. Los Angeles renovou com ele por quatro anos e US$ 185 milhões e pagou quatro escolhas por Walker Kessler.
É a dupla mais dependente de saúde da lista. Sem LeBron, não existe plano B para criar quando Doncic senta ou se machuca.
O que o placar diz, e onde ele discorda da lista
Somar o que os dois marcaram por jogo em 2025-26 dá um ranking diferente do nosso, e a diferença é o argumento da matéria. A dupla do Lakers é a que mais pontua, com 56,8, e aparece em décimo aqui. A do Spurs é a nona em pontos e a segunda na lista.
Pontuar não é a mesma coisa que decidir série de playoff. O Thunder é primeiro com 48,2 somados porque Holmgren entrega defesa de aro, que não aparece nesta conta. E o número do Celtics sai de amostra curta: Tatum jogou 16 jogos na temporada passada.
Quem ficou de fora, e por quê
Stephen Curry e Jimmy Butler, Warriors. A dupla existe, mas não começa junta: Butler não joga a estreia contra o Lakers, em 21 de outubro, depois de romper o ligamento do joelho em janeiro.
Kawhi Leonard e Scottie Barnes, Raptors. A troca segue travada até a NBA encerrar a apuração sobre o Clippers. Se sair, Toronto entra na lista e alguém cai.
Cade Cunningham, Pistons. Sessenta vitórias, a melhor campanha do Leste, e ainda nenhum segundo criador de verdade ao lado. É o único time do topo que não tem dupla para colocar aqui.
O que a lista diz
Os dois primeiros lugares saíram de times que construíram por dentro. Do terceiro para baixo, quase todo mundo comprou. É a mesma divisão que aparece no ranking dos dez melhores times, e outubro decide qual dos dois métodos estava certo.



