Paul George chega ao Celtics com 3 dúvidas
Jeff Goodman listou três dúvidas sobre Paul George no Celtics: a saúde aos 36 anos, a pressão de Boston e o papel que sobra ao lado de Tatum.
Paul George chega ao Celtics aos 36 anos, vindo da temporada com menos jogos da carreira, e já entra no vestiário com três perguntas abertas. Quem as listou foi o analista Jeff Goodman, no podcast que divide com Bob Ryan: saúde, cabeça e papel. Nenhuma delas é sobre talento.
- George jogou 37 partidas em 2025-26, com 17,3 pontos e 39,2% nas bolas de três.
- Ele não passa de 70 jogos em uma temporada desde 2023-24.
- Veio do Sixers na troca que mandou Jaylen Brown para a Filadélfia.
- O Celtics recebeu ainda duas escolhas de primeira rodada e duas de segunda.
- Goodman falou em 18 de setembro, três dias depois da apresentação oficial.
A primeira dúvida é quantos jogos ele consegue disputar
Goodman abriu pela pergunta mais simples de fazer e mais difícil de responder antes de outubro.
O Paul George consegue jogar partidas suficientes, primeiro de tudo? Ele consegue se manter saudável na idade dele?
A temporada passada dá a medida do problema. Foram 37 aparições, pouco menos da metade do calendário, em um ano em que o Sixers precisava dele em quadra ao lado de LeBron James e Joel Embiid. O aproveitamento continuou de primeira linha, mas aproveitamento não substitui presença.
O que os números dizem sobre a queda de George
Comparar o ano passado com a média recente e com a carreira inteira separa o que caiu do que continua de pé.
| # | Recorte | PTS | 3P% | JOGOS |
|---|---|---|---|---|
1 | Carreira 16 temporadas, 945 jogos | 20,5 | 38,4% | 59 |
2 | Últimas quatro temporadas Clippers e Sixers, 208 jogos | 20,7 | 38,8% | 52 |
3 | Temporada 2025-26 Sixers, o último ano antes da troca | 17,3 | 39,2% | 37 |
A pontaria não se mexeu: 38,4% de três na carreira, 38,8% nas últimas quatro temporadas e 39,2% no ano passado, o melhor dos três recortes. O que desabou foi a presença, de 59 jogos por temporada na média histórica para 37. A coluna PTS cai junto, de 20,5 para 17,3, e boa parte dessa queda vem de minutos e não de eficiência.
A segunda dúvida é como ele reage à cobrança de Boston
Goodman lembrou a passagem pela Filadélfia, onde George virou alvo permanente de uma torcida impaciente, e disse não ter certeza de que Boston seja um ambiente mais leve. O próprio jogador tratou do assunto na apresentação, em 15 de setembro, quando ouviu que parte da torcida já chegou decidida contra a troca. Ele respondeu que a leitura é justa.
A comparação com a Filadélfia tem um detalhe a favor dele. Lá, George foi contratado para ser terceiro nome de um trio que quase nunca jogou junto. Em Boston, o desenho é outro.
A terceira dúvida é o tamanho do papel que sobra
Para Goodman, o encaixe só funciona se George aceitar ser defensor e pontuador de apoio, na faixa de 15 a 17 pontos por noite, em vez de tentar puxar o ataque. É exatamente a média que ele entregou na temporada passada, o que transforma a exigência em algo próximo do que ele já faz.
O Celtics manteve Jayson Tatum como primeira opção e contratou veteranos para funções definidas. A pergunta que sobra não é se George sabe jogar esse papel, e sim quantas noites por temporada ele vai estar disponível para jogá-lo. Foram 37 no ano passado, e nenhuma das três dúvidas se resolve antes de 20 de outubro.
Análise publicada no Bob Ryan & Jeff Goodman Podcast em 18 de setembro e repercutida pelo ClutchPoints. Médias de carreira e das últimas quatro temporadas apuradas na ESPN.








