Caitlin Clark se volta contra torcedores racistas do Fever
Caitlin Clark condenou quem usa o nome dela para espalhar racismo e saiu em defesa de Kelsey Mitchell. Veja o que ela disse e a polêmica com a torcida.
Caitlin Clark condenou os torcedores que usam o nome dela para espalhar racismo. “Quanto às pessoas que me usaram para demonstrar ódio ou discurso racista, isso não é algo que eu defendo. Nunca foi”, disse a estrela do Fever na entrevista de fim de temporada, nesta quinta. A fala veio depois de a companheira Kelsey Mitchell contar o peso de jogar ao lado dela.
- O Fever caiu na primeira rodada dos playoffs, ao perder para o Aces por 2 a 1.
- Mitchell, há nove temporadas no Fever, disse receber mensagens de ódio por jogar com Clark.
- A gerente-geral Amber Cox defendeu a torcida e disse que ninguém violou o código de conduta.
- Brianna Turner, ex-Fever e hoje no Aces, chamou a nota da gerente de “insincera”.
O que Kelsey Mitchell disse sobre jogar com Caitlin Clark
Na própria entrevista de fim de temporada, depois da eliminação para o Aces, Mitchell desabafou. “Não acho que as pessoas entendam o quanto a gente aguenta. Se eu mostrasse minhas mensagens, o ódio, é muita coisa”, disse. Ela ligou parte da pressão à fama da companheira: “Jogando com ela e com os olhos que estão sobre ela, a gente leva muita pancada só por estar no time dela.”
A armadora também deu a entender que pode não voltar. “Aparecer todo dia para competir para torcedores que podem gostar ou não de você é difícil. Tenho que ser egoísta sobre o rumo da minha carreira”, afirmou. Mitchell será agente livre.
A resposta de Caitlin Clark
Clark falou por quase 20 minutos e ficou do lado da companheira. “Como colega de time, isso te deixa chateada, porque você se importa muito com suas companheiras”, disse. Sobre o futuro de Mitchell, foi direta: “Vamos tentar recrutá-la o máximo que pudermos. Precisamos dela.” Para Clark, renovar com a armadora é a prioridade número um do Fever, que teve o melhor ataque da liga, mas sofreu com a defesa irregular.
A torcida do Fever no centro da discussão
A gerente-geral Amber Cox rebateu as críticas à torcida. Disse que os “ataques à nossa torcida não têm base na realidade e precisam parar”, que nenhum torcedor violou o código de conduta da WNBA nesta temporada e que “é uma vantagem de jogar em casa por um motivo”. A ex-jogadora do Fever Brianna Turner respondeu que as atletas já fizeram várias reclamações sobre a torcida e chamou a declaração de insincera.
A eliminação foi no jogo 3 contra o Aces, como o Hoop78 mostrou em Aja Wilson faz 36 e Aces elimina o Fever. A relação da WNBA com críticas de fora da liga também apareceu em WNBA responde a Enes Kanter.
Falas de Caitlin Clark e Kelsey Mitchell nas entrevistas de fim de temporada do Fever, conforme o ClutchPoints, o Yahoo Sports e a CBS Sports, em 8 de outubro de 2026. Declarações de Amber Cox e Brianna Turner conforme a CBS Sports.








