Entenda a reclamação de Alcaraz sobre as bolas de Xangai
Alcaraz caiu para Bergs em Xangai e disse que a bola parecia maior e mais lenta. O belga rebateu: são as mesmas bolas usadas em Tóquio.
Carlos Alcaraz perdeu para Zizou Bergs por 7/5 e 7/6 (4) nesta segunda-feira, na 3ª rodada do Masters 1000 de Xangai, e reclamou das bolas: disse que pareciam maiores e mais lentas que na estreia. Bergs discordou e lembrou que são exatamente as mesmas usadas em Tóquio, onde o espanhol foi campeão.
- A estreia, contra Juan Manuel Cerúndolo, foi com o teto fechado; contra Bergs, ao ar livre.
- A derrota encerrou uma sequência de sete vitórias seguidas de Alcaraz, segundo o Tennis TV.
- Bergs admite quique estranho, mas em “um a cada dez ou vinte golpes”.
- Em 2024, Medvedev disse que as bolas de Xangai favoreciam justamente Alcaraz e Sinner.
O que Alcaraz disse sobre as bolas de Xangai
A queixa começou ainda em quadra. Durante o jogo, Alcaraz comentou com a própria equipe que os golpes de Bergs quicavam de um jeito diferente. Na entrevista depois da derrota, ele detalhou o que sentiu e pediu que o torneio olhasse o assunto.
Na primeira rodada, senti que a quadra estava muito rápida. Hoje não tive a mesma sensação. É estranho perceber uma diferença tão grande em apenas dois dias. Na estreia, joguei com o teto fechado e hoje foi ao ar livre. A bola parecia maior e um pouco mais lenta. Não sei por quê. É algo que deveriam verificar.
A diferença que ele aponta é entre dois jogos com dois dias de intervalo: a estreia com o teto da quadra fechado, e o jogo contra Bergs com a quadra aberta. Alcaraz não disse se atribui a mudança à bola, ao teto ou aos dois, e deixou a pergunta para o torneio.
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Por que Bergs diz que as bolas são as mesmas de Tóquio
Bergs, 39º do mundo, foi perguntado sobre a reclamação logo depois da maior vitória da carreira. Ele não negou que a bola às vezes sai do previsto, mas tirou dela a culpa pelo resultado: “As bolas são exatamente as mesmas que usamos no torneio anterior, então não acho que o problema seja esse. É verdade que, de vez em quando, havia algum quique estranho. Percebi isso até no aquecimento. Talvez um a cada dez ou vinte golpes. Não vou negar que acontece, mas acho que, no geral, tanto as quadras quanto as bolas estão muito boas”.
O torneio anterior foi o ATP 500 de Tóquio, e ali os dois viveram semanas opostas. Alcaraz conquistou o bicampeonato. Bergs perdeu na estreia para o tcheco Jiri Lehecka. Ou seja, a mesma bola que deu título ao espanhol uma semana antes é a que ele questionou em Xangai.
Alcaraz admite que jogou mal contra Bergs
O espanhol não pôs a derrota só na conta das bolas. Cabeça de chave 2 e em busca do primeiro título em Xangai, ele reconheceu que o nível caiu: “Não foi uma boa partida para mim. Meu nível foi muito baixo e o dele, muito alto. Mesmo assim, achei um jogo equilibrado. Em alguns momentos importantes, não consegui jogar bem”.
O ponto mais fraco, segundo ele, foi a devolução de saque: “Não encontrei uma boa posição para devolver o saque. Quando conseguia entrar nas trocas de bola, errava muito. Estou decepcionado porque não encontrei uma solução. Cometi erros não forçados demais”. Alcaraz ainda elogiou o adversário, com uma ressalva: “Também acho que ele teve um pouco de sorte em certas situações”.
Bergs contou que entrou em quadra com um plano pronto e conseguiu executá-lo: “Preparamos muito bem a partida, mas uma coisa é ter um plano e outra é executá-lo. Contra jogadores assim, é preciso aproveitar as oportunidades. Também é necessário um pouco de sorte, e hoje tudo isso aconteceu”.
Em 2024, Medvedev reclamou que as bolas de Xangai ajudavam Alcaraz
A bola de Xangai não é assunto novo. Em 2024, Daniil Medvedev levou advertência no torneio por esfregar a bola no próprio corpo, irritado com a qualidade dela, e depois disse que aquelas bolas, mortas e lentas, favoreciam quem consegue gerar potência sozinho. Os dois nomes que ele citou, segundo o Tennis Majors, foram Jannik Sinner e o próprio Alcaraz: “Com essas bolas, eles são os únicos jogadores que conseguem gerar uma potência absurda. É o Jannik e o Carlos. Isso dá a eles uma vantagem a mais”.
Dois anos depois, quem reclama da bola em Xangai é justamente um dos supostos beneficiados. A derrota também tirou de Alcaraz a última chance de terminar 2026 como número 1, posto que ficou garantido para Alexander Zverev.
Bergs enfrenta Tommy Paul nas oitavas de Xangai
Sem Alcaraz na chave, Bergs pega nas oitavas o norte-americano Tommy Paul, cabeça de chave 15, que eliminou o atual campeão, o monegasco Valentin Vacherot, por 6/4 e 6/2. Será o segundo encontro entre os dois: Paul venceu o primeiro, em Indian Wells, neste ano. Para o tênis brasileiro, o foco segue na volta de João Fonseca, como explicamos em Entenda por que João Fonseca parou e quando ele volta.
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Falas de Alcaraz e Bergs, placar e chave conforme o TenisBrasil e o Tennis TV, em 12 de outubro de 2026.








