Foi pênalti em Flamengo x Atlético-MG? O que diz a regra
O pênalti nos acréscimos de Flamengo x Atlético-MG deu a vitória por 3 x 2 e a liderança ao Flamengo. O que dizem a regra e o próprio Renan Lodi.
Pela regra, foi pênalti: o próprio Renan Lodi admitiu, ainda no gramado do Maracanã, que chutou o pé de Léo Pereira na área, e chute no adversário é falta mesmo sem força. O Atlético-MG também reclama do relógio, porque a falta saiu depois do acréscimo indicado, e ali a regra também ampara o árbitro.
- O árbitro foi Rodrigo José Pereira de Lima, e o VAR confirmou a marcação.
- A falta foi aos 51min10 do segundo tempo, dez segundos depois dos 6 minutos indicados.
- Carrascal cobrou no canto, e o goleiro Gabriel Delfim chegou a tocar na bola.
- Com 70 pontos, o Flamengo voltou à liderança, um à frente do Palmeiras.
O que Renan Lodi disse sobre o pênalti em Léo Pereira
O lance nasceu de um contra-ataque do Flamengo aos 50min58, depois de uma perda de bola do Atlético no campo de ataque. Na área, Lodi e Léo Pereira disputaram a mesma bola, e o zagueiro do Flamengo caiu. O árbitro marcou na hora. Na saída de campo, o lateral do Atlético, que tinha feito o gol de empate aos 14 do segundo tempo, não defendeu o próprio lance:
Primeiro, no lance com o Léo, a bola estava em disputa. Eu acabei chutando o pé dele, assumo, fiz o pênalti.
Na mesma resposta, ele tentou separar a falta do resto da noite: “Mas isso não demonstra o que o nosso time fez durante o jogo”. Nas redes, a reação foi a oposta: torcedores do Atlético e de rivais acusaram a arbitragem de favorecer o Flamengo, e o lance virou o assunto do dia no Brasileirão.
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O que a regra 12 diz sobre chutar o pé do adversário na área
A regra 12 do futebol, a das faltas, manda marcar tiro livre direto quando o jogador chuta ou tenta chutar o adversário de forma imprudente, temerária ou com força excessiva. Dentro da própria área, o tiro livre direto vira pênalti. Imprudente, no texto da IFAB, que escreve as regras, é o lance em que o jogador age sem cuidado ou sem precaução na disputa, e ele não exige cartão.
É esse o ponto que encerra a discussão do contato. A bola estar em disputa não livra a falta: se o pé do defensor acerta o pé do atacante em vez da bola, a infração existe, mesmo leve. Quem achou pouco para um pênalti está discutindo intensidade, e a regra não pede intensidade para esse tipo de falta.
O VAR, por sua vez, só pode mudar a decisão de campo em erro claro e óbvio. Com o contato visível e confirmado pelo próprio Lodi, não havia erro para corrigir, e a marcação ficou.
Por que o jogo não acabou aos 51 minutos
A outra queixa do Atlético é com o relógio. O quarto árbitro mostrou 6 minutos de acréscimo, e a falta aconteceu aos 51min10, quando eles já tinham terminado. O técnico Eduardo Domínguez resumiu a reclamação: “Foi uma lástima o último lance. O árbitro não apitou quando tinha que apitar no final”.
A regra 7, a da duração da partida, responde a isso de duas formas. O acréscimo anunciado é o mínimo, e o árbitro pode aumentar o tempo, mas nunca reduzir. E o tempo perdido durante o próprio acréscimo, com substituição, atendimento ou comemoração de gol, também é compensado. Pela regra, encerrar a partida no meio de um ataque não é obrigação do árbitro, e um contra-ataque que começou aos 50min58 podia seguir.
O que o pênalti muda na briga pelo título
Sem o pênalti, o Flamengo empataria e ficaria um ponto atrás do Palmeiras. Com ele, chegou a 70 pontos e 21 vitórias, contra 69 pontos e 20 vitórias do Palmeiras, e o número de vitórias é o primeiro critério de desempate. As contas da reta final estão em Palmeiras x Flamengo: entenda a briga pelo título.
Até a publicação, a CBF não tinha divulgado o áudio do VAR do lance, e o Atlético não tinha anunciado pedido formal de revisão. Pelo que a regra e o próprio Lodi dizem, a marcação dificilmente muda: o que fica para discutir é o critério, não o fato.
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Fontes: fala de Renan Lodi reproduzida pelo O Seringal e fala de Eduardo Domínguez pelo Diário Local, em 27/10/2026; minuto do lance, árbitro e confirmação do VAR conforme a cobertura do jogo; regras 7 e 12 conforme as Regras do Jogo da IFAB.
Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.









