Leonard Miller: de 1,88 m no colégio a cestinha contra Jokic
Leonard Miller fez 26 pontos em 22 minutos contra o Nuggets de Jokic. No Wolves, a média dele nunca passou de 5 minutos e 2,3 pontos por jogo.
Leonard Miller fez 26 pontos em 22 minutos no domingo, na derrota do Bulls para o Nuggets por 133 a 128, em Denver, e foi o cestinha de um jogo em que Nikola Jokic fez triple-double. O ala-pivô canadense de 22 anos chegou a Chicago em fevereiro como peça secundária da troca de Ayo Dosunmu.
- Acertou 11 de 14 arremessos e 4 de 6 de três, todos saindo do banco.
- Em três jogos de pré-temporada, tem 17,3 pontos em 19,7 minutos.
- No Wolves, em 49 jogos, a média nunca passou de 5 minutos por noite.
- O Bulls garantiu em junho o salário de US$ 2,41 milhões dele para 2026-27.
Os 26 pontos de Leonard Miller saindo do banco em Denver
Miller acertou os seis primeiros arremessos e só errou no começo do terceiro quarto. No segundo, marcou 7 pontos na sequência que deu ao Bulls a maior vantagem da noite, 55 a 40. No último, fez 9 pontos em menos de dois minutos e deixou o time a 2 pontos, em 115 a 113. O placar completo e a noite de Jokic estão no resultado de Nuggets x Bulls.
Nenhuma jogada foi desenhada para ele, segundo Sam Smith, colunista do site do Bulls. Os pontos vieram de bola espirrada, rebote, corte pelas costas da defesa e arremesso de canhoto, com uma mecânica pouco ortodoxa. Na transmissão nacional da ESPN, o narrador Drew Carter chegou a sugerir, em uma posse do Bulls: “passem a bola para o número 11”.
A análise do canal Bulls Central sobre a noite de Leonard Miller em Denver.
No colégio, Miller era um armador de 1,88 m sem espaço
A história que Sam Smith contou nesta segunda explica por que quase ninguém prestou atenção nele. Em Ontário, Miller era um armador de 1,88 m que não chamava a atenção de olheiro nenhum. Cresceu até os 2,08 m e continuou sem procura. Foi para a Wasatch Academy, em Utah, onde quase não jogou, e saiu de lá sem oferta de faculdade americana.
Voltou para o Canadá para um ano extra de colégio, na Fort Erie International Academy, e só então as ofertas apareceram. Àquela altura, já tinha idade para se declarar à NBA. Escolheu o G League Ignite em 2022-23, um ano antes de Matas Buzelis, hoje seu companheiro no Bulls, passar pelo mesmo programa. No draft de 2023, saiu na 33ª escolha, pelo Spurs, e foi trocado na hora para o Wolves.
Leonard Miller do Wolves ao Bulls, temporada a temporada
A diferença entre o jogador que Minnesota guardava no fim do banco e o que Chicago colocou em quadra aparece na média de pontos de cada passagem.
| Passagem | Pontos por jogo |
|---|---|
Wolves, 2023-24 17 jogos | 1,7 3,1 min |
Wolves, 2024-25 13 jogos | 1,5 2,5 min |
Wolves, 2025-26 19 jogos | 2,3 5,0 min |
Bulls, 2025-26 27 jogos, 12 como titular | 11,7 23,1 min |
Bulls, pré-temporada 2026-27 3 jogos | 17,3 19,7 min |
Em três temporadas no Wolves, foram 49 jogos, e a média de minutos nunca chegou a 6. No Bulls, os minutos passaram de 23, e a média foi para 11,7 pontos, com 55,5% nos arremessos e 35,6% de três. Ele fechou a temporada com dois dígitos em 17 dos últimos 18 jogos. Na pré-temporada, fez 14 contra o Suns, 12 pontos e 11 rebotes contra o Grizzlies e os 26 em Denver: são 21 acertos em 32 arremessos.
As escolhas de draft eram o prêmio da troca de Dosunmu
Em 5 de fevereiro de 2026, o Bulls mandou Ayo Dosunmu e Julian Phillips para o Wolves e recebeu Rob Dillingham, Miller e quatro escolhas de segunda rodada. Em Chicago, a leitura da época era que Dosunmu tinha saído em troca de escolhas, e que Miller era só um nome a mais no pacote. Sam Smith admitiu que deu o canadense como caso perdido naquela manhã, e escreveu agora que “as escolhas eram para ser o prêmio” e que Miller “pode ser a surpresa”.
O Bulls apostou antes de a pré-temporada começar. Em 30 de junho, garantiu o salário de US$ 2,41 milhões de Miller para 2026-27, segundo Michael Scotto, do HoopsHype. A opção era do time, e o Bulls a exerceu sem esperar o training camp.
Splitter precisa de alas altos com o garrafão desfalcado
O Bulls de Tiago Splitter foi a Denver sem Nic Claxton, com lesão na coxa posterior, sem Zach Collins, que trata o quadríceps, e sem o calouro Tobe Awaka, com dor no joelho. Jalen Smith, que tinha ficado fora contra o Grizzlies, voltou e jogou 14 minutos. Depois do jogo, o técnico brasileiro admitiu ao Chicago Sun-Times que a fila no departamento médico “é uma preocupação” e explicou como pretende dividir a posição.
Vamos ter que tomar cuidado com os minutos deles ao longo da temporada. Provavelmente vamos precisar ter, toda noite, uma rotação de três homens na posição 5.
É nesse vazio que Miller ganha minutos. Com 2,08 m e velocidade de ala, ele corre a quadra no ritmo que Splitter quer e briga pelo rebote de ataque, que o técnico usa para compensar o volume de bolas de três: contra o Grizzlies, pegou 7 no ataque. O limite também ficou claro em Denver: defender Jokic e Aaron Gordon não é tarefa para ele, e o Nuggets foi 46 vezes para a linha do lance livre. A situação de Claxton, Collins e Awaka está na página de lesionados da NBA.
O Bulls volta à quadra na quarta, 14 de outubro, contra o Bucks, em Milwaukee, às 21h de Brasília, no penúltimo jogo da pré-temporada. A temporada regular começa em 21 de outubro, contra o Raptors, em Toronto, e o calendário completo está na Tabela da NBA. Miller chega à estreia com o contrato garantido e com dois dígitos em todos os jogos da pré-temporada.
Estatísticas conforme a ESPN e o box score do jogo no NBA.com. A trajetória de Miller está na coluna de Sam Smith no site do Bulls, e as falas de Splitter, no Chicago Sun-Times.








