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O pivô do Pistons que achou que a NBA tinha acabado

Ugonna Onyenso, pivô nigeriano de 22 anos, se viu fora da NBA depois de Kansas State. Foi a escolha 53 do draft e abre a temporada hoje no Pistons.

20 de outubro de 2026 5 min de leitura
O pivô do Pistons que achou que a NBA tinha acabado
Foto: Brian Sevald/NBAE via Getty Images via ESPN
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Ugonna Onyenso, pivô nigeriano de 22 anos do Pistons, contou à ESPN que deu a NBA como perdida depois de uma temporada apagada em Kansas State. Um ano em Virginia o devolveu ao radar dos olheiros, ele foi a escolha 53 do draft de 2026 e abre a temporada nesta terça-feira no elenco de Detroit, com contrato two-way.

Direto ao ponto
  • Por Kansas State, em 2024-25, fez 2,8 pontos e 0,9 toco, titular em 2 de 24 jogos.
  • Em Virginia, deu 2,9 tocos em 18,6 minutos e entrou no time ideal de defesa da ACC.
  • O Bucks avisou o agente que o escolheria na 60ª posição, a última do draft.
  • O acordo vale US$ 1,43 milhão em dois anos, com US$ 182 mil garantidos.

A temporada em Kansas State que tirou Onyenso do radar da NBA

Onyenso nasceu em Owerri, no sudeste da Nigéria, e passou pela NBA Academy Africa, no Senegal, antes de cruzar o Atlântico para a Putnam Science Academy, em Connecticut. Aos 17 anos, virou o jogador mais jovem a defender a seleção nigeriana. Chegou a Kentucky em 2022 como promessa, teve um primeiro ano discreto e começou o segundo machucado no pé. Transferiu-se para Kansas State atrás de minutos, e a temporada 2024-25 foi a pior da carreira universitária.

Depois de Kansas State, achei que não tinha mais nenhuma chance de entrar na NBA. Quando saí de Kansas State, achei que iria para uma universidade pequena da primeira divisão, mas, como Deus quis, tive a sorte de ir para Virginia. Foi ali que recuperei a esperança de que talvez tivesse uma chance.

Ugonna Onyenso, pivô do Pistons, em entrevista à ESPN publicada em 20 de outubro de 2026

Ele conta que a virada veio quando os técnicos de Virginia o deixaram arremessar, e que o plano B estava pronto: “Se não tivesse chegado à NBA, provavelmente teria ido jogar no exterior”, disse à ESPN.

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Tocos por jogo de Onyenso em Kentucky, Kansas State e Virginia

A dúvida é se o defensor desapareceu em Kansas State ou se foi o espaço em quadra que encolheu.

TemporadaTocos por jogo
2022-23
Kentucky, 16 jogos
1,0
6,9 min por jogo
 
2023-24
Kentucky, 24 jogos, 14 como titular
2,8
18,6 min por jogo
 
2024-25
Kansas State, 24 jogos, 2 como titular
0,9
11,1 min por jogo
 
2025-26
Virginia, 36 jogos
2,9
18,6 min por jogo
 

Os números da ESPN mostram que o toco nunca sumiu. Mesmo depois da lesão no pé, Onyenso deu 2,8 por jogo em Kentucky, em 18,6 minutos. Em Kansas State, o tempo de quadra caiu para 11,1 minutos e os tocos, para 0,9. Em Virginia, com os mesmos 18,6 minutos de Kentucky, voltou a 2,9, a segunda melhor marca da primeira divisão universitária, e ainda fez 6,5 pontos e pegou 4,9 rebotes.

Por que Onyenso esperava a 60ª escolha, ou nem ser escolhido

Na noite do draft, Onyenso ainda não sabia se jogaria nos Estados Unidos ou fora deles. “Achei que não seria escolhido ou que sairia na 60ª. O Bucks já tinha mandado mensagem para o meu agente dizendo que, se eu estivesse disponível na 60, me escolheria na 60”, lembrou à ESPN.

O nome saiu sete posições antes, chamado pelo Rockets, que repassou os direitos ao Knicks. O Pistons comprou a escolha do Knicks em troca de dinheiro. “Ouvi meu nome ser chamado e eles não mandaram mensagem para o meu agente nem nada. Não sei se você viu, mas eu nem tive reação quando chamaram meu nome”, contou o pivô.

O tocador que o Pistons perdeu com a saída de Isaiah Stewart

A vaga que Onyenso mira é a de Isaiah Stewart, trocado com o Grizzlies por três futuras escolhas de segunda rodada. Perguntado sobre como quer ser lembrado pela torcida de Detroit, respondeu sem rodeio: “Acho que a minha defesa, o que eu levo para a quadra na defesa, porque eles perderam um tocador e quero que saibam que vou trazer de volta essa capacidade de dar tocos para eles”.

Ele admite que ainda se ajusta à velocidade da liga: “O ritmo é a maior diferença. Meus tocos precisam ter outro tempo, e ainda estou descobrindo isso”. Quem acompanha esse ajuste é o senegalês Assane Sene, assistente da G League que passou a pré-temporada com os pivôs do Pistons e, como Onyenso, começou no basquete africano e jogou por Virginia. “Sinto que ele está fazendo um ótimo trabalho para não ficar confortável demais. Ele tem muita fome e quer continuar melhorando”, disse Sene, em declaração reproduzida pela ESPN.

O contrato two-way de Onyenso e a estreia contra o Celtics

Onyenso assinou em 2 de julho um contrato two-way de dois anos, com US$ 678.882 nesta temporada e US$ 749.083 na próxima, segundo o Salary Swish. Esse tipo de acordo não conta no teto salarial e divide o jogador entre o Pistons e o Motor City Cruise, o time da franquia na G League. Ele passou pelos cortes da pré-temporada: o Pistons dispensou John Ukomadu e Brice Williams em 17 de outubro, e o elenco listado pela ESPN tem 18 nomes, com Onyenso de camisa 34.

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A disputa por minutos é dura. Jalen Duren renovou e é o titular, Paul Reed vem logo atrás, e Onyenso jogou só 7 minutos na pré-temporada, contra o Wolves, em Minneapolis, com 4 rebotes e nenhum ponto. A estreia é contra o Celtics, nesta terça-feira, às 16h de Brasília, na Little Caesars Arena, como mostra o pré-jogo de Pistons x Celtics. Quatro meses depois de esperar a última escolha do draft, Onyenso chega à noite de abertura com a camisa 34 e uma vaga no elenco.

Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.

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