O quinteto titular do Bulls em 2026-27, posição a posição
Giddey, Norman Powell, Buzelis, Caleb Wilson e Claxton: o quinteto do Bulls em 2026-27, sob o comando do brasileiro Tiago Splitter.
O Bulls deve abrir 2026-27 com Josh Giddey no comando, Norman Powell ao lado dele, Matas Buzelis na ala, o calouro Caleb Wilson no garrafão e Nic Claxton no pivô. É o primeiro quinteto montado por Tiago Splitter, o primeiro brasileiro a dirigir um time na NBA, e quatro dos cinco chegaram ou mudaram de função no último ano.
- Giddey fechou a temporada passada com 17,0 pontos, 8,3 rebotes e 9,1 assistências.
- Powell assinou por dois anos e US$ 45 milhões, com opção do time em 2027-28.
- Ele vem de 21,7 pontos no Heat e da primeira convocação para o All-Star.
- Claxton chegou do Nets em um negócio que mandou Julius Randle para Brooklyn.
- Splitter substituiu Billy Donovan, que saiu após quatro anos sem playoffs.
Quem começa jogando no Bulls, do armador ao pivô
A ordem abaixo segue a posição em quadra, do armador ao pivô, com o que cada um entregou na temporada passada.
| Titular | PTS | REB | AST |
|---|---|---|---|
Josh Giddey armador · camisa 3 | 17,0 | 8,3 | 9,1 |
Norman Powell ala-armador | 21,7 | 3,5 | 2,5 |
Matas Buzelis ala · camisa 14 | 16,3 | 5,8 | 2,1 |
Caleb Wilson ala-pivo, calouro sem jogo na NBA · camisa 8 | – | – | – |
Nic Claxton pivo | 11,7 | 6,9 | 3,7 |
Powell é o maior pontuador do grupo, com 21,7 por jogo, e Giddey o único que passa de oito rebotes e oito assistências na mesma linha. Claxton entra como o pivô de ofício, com 11,7 pontos e 6,9 rebotes. Caleb Wilson aparece sem número porque nunca jogou uma partida de NBA: ele foi escolhido no draft deste ano e ganhou a vaga de titular na pré-temporada.
Giddey ficou a 0,9 assistência de um triplo-duplo de média
A linha dele em 2025-26 é a de um armador que faz tudo: 17,0 pontos, 8,3 rebotes e 9,1 assistências. Faltaram 0,9 assistência por jogo para ele virar o quinto jogador da história a tirar um triplo-duplo de média em uma temporada inteira.
O ponto de atenção é o tornozelo direito, o mesmo que ele machucou nas Olimpíadas de 2024 e torceu outras vezes desde então. Giddey passou por uma artroscopia em maio e voltou aos coletivos em agosto.
Estou de volta jogando cinco contra cinco. Fiz meu primeiro trabalho de cinco contra cinco na semana passada. Me sinto bem, sem restrição, e vou estar pronto quando o camp chegar.
Powell e Claxton chegaram no mesmo verão, por caminhos opostos
O ala-armador foi a contratação cara da offseason: dois anos e US$ 45 milhões, com opção do time para 2027-28, depois da melhor temporada da carreira no Heat, com 21,7 pontos e a primeira ida ao All-Star aos 33 anos. Foi ele que consumiu o espaço salarial que a franquia tinha guardado.
Claxton veio pelo caminho inverso. O pivô chegou do Nets em um negócio de vários times que levou Julius Randle para Brooklyn, e custou quase nada ao Bulls porque vinha de uma temporada abaixo do próprio nível. É a diferença entre pagar pelo desempenho recente e apostar na recuperação dele.
Caleb Wilson é o único do quinteto que nunca jogou na NBA
O ala-pivô de 20 anos entrou na primeira rodada do draft deste ano e passou por cima de Patrick Williams e Guerschon Yabusele na disputa pela vaga. Quem explicou o porquê foi o armador titular, falando do que viu na Summer League.
“Ele meio que faz de tudo, e obviamente mostrou como sabe arremessar na Summer League, e consegue atacar o aro. É atlético, então não há buracos de verdade no jogo dele”, disse Giddey. É uma aposta de time em reconstrução: Wilson começa jogando porque o Bulls prefere descobrir agora do que no ano que vem.
Splitter é o primeiro brasileiro a comandar um time na NBA
Ele assumiu o Blazers como interino na temporada passada, levou Portland a 42 vitórias e 40 derrotas e à pós-temporada, e virou o primeiro técnico nascido no Brasil na história da liga. Aos 41 anos, chega a Chicago no lugar de Billy Donovan, que deixou o cargo depois de quatro temporadas seguidas fora dos playoffs.
Splitter também foi campeão da NBA como jogador, pelo Spurs em 2014, e é esse currículo duplo que o vestiário cita. “Ele tem sido muito bom, e acho que, como alguém que foi jogador na NBA, ele entende. Consegue ver o jogo pela perspectiva de quem jogou por muito tempo. Conhece muito bem o jogo”, disse Giddey. Para o Brasil, é o técnico brasileiro de maior alcance desde que a liga voltou a ter brasileiros em quadra todos os anos.
O que esse quinteto resolve e o que não resolve
Resolve o arremesso: Powell é o primeiro pontuador de perímetro confiável que a franquia tem desde a saída de DeMar DeRozan, e Claxton devolve ao time um protetor de aro de verdade. Não resolve a experiência. Buzelis tem 21 anos, Wilson tem 20 e Giddey, 23, e os três ocupam três das cinco vagas.
O Bulls não vai aos playoffs desde a temporada 2021-22. O quinteto que Splitter escolheu diz que a franquia parou de tentar consertar isso com veterano caro e passou a montar em volta de quem ainda não chegou ao teto. Em uma franquia com a história que essa tem, é uma aposta que só se julga em abril.
Os quintetos de 2026-27, time a time
A mesma leitura em cada elenco: quem abre como titular, quem perdeu a vaga e o que isso muda na rotação.
- Bucks
- Cavs
- Celtics
- Clippers
- Heat
- Kings
- Knicks
- Lakers
- Nets
- Nuggets
- Rockets
- Sixers
- Spurs
- Suns
- Thunder
- Warriors
- Wolves
Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.








