Warriors: os 10 maiores da história, de Chamberlain a Curry
De Chamberlain e Rick Barry a Curry e Klay: os 10 maiores jogadores da história do Warriors, com títulos, recordes e quem ficou de fora.
O Warriors é uma das três franquias fundadoras que nunca mudaram de nome, e a lista dos seus dez maiores atravessa oitenta anos, três cidades e duas dinastias. Stephen Curry lidera, mas o segundo lugar pertence ao homem que marcou 100 pontos em uma noite.
- A franquia tem sete títulos: 1947, 1956, 1975, 2015, 2017, 2018 e 2022.
- Curry ganhou quatro deles e é o maior arremessador de três pontos da história.
- Wilt Chamberlain fez os 100 pontos em 1962, ainda com a camisa da Filadélfia.
- Seis camisas estão penduradas no ginásio, e nenhuma delas é a de Curry, que segue em quadra.
1. Stephen Curry
Mudou o desenho do jogo, e isso não é elogio de torcedor: depois dele, a NBA inteira passou a arremessar de onde antes só ele arremessava. São quatro títulos, dois prêmios de MVP, o único unânime da história da liga em 2016, e a marca de maior arremessador de três pontos de todos os tempos. Chegou em 2009 como um armador franzino de tornozelo frágil e virou o eixo da década mais vencedora da franquia.
2. Wilt Chamberlain
Jogou pela franquia quando ela ainda era da Filadélfia e depois no começo da era de São Francisco. Foi novato do ano e MVP na mesma temporada, em 1960, e na temporada 1961-62 fez média de 50,4 pontos por jogo, um número que ninguém chegou perto de repetir. Em 2 de março de 1962, contra o Knicks, marcou os 100 pontos que continuam sendo o recorde de uma partida.
3. Rick Barry
O homem do título de 1975, o mais improvável dos sete. Levou um time sem estrela reconhecida a varrer o favorito Bullets na final e saiu de lá como MVP da decisão. Em 1966-67 foi o maior pontuador da liga, com 35,6 pontos por jogo, e arremessava lance livre por baixo, de mãos juntas, com um aproveitamento que quase ninguém alcança arremessando do jeito convencional.
4. Klay Thompson
O outro lado do Splash Brothers, e o dono de duas das noites mais absurdas que a estatística registra: 37 pontos em um único quarto, em 2015, e 14 cestas de três em um jogo, em 2018. Ganhou os mesmos quatro títulos de Curry. Foi também o melhor defensor de perímetro da dinastia, o que sempre ficou escondido atrás dos arremessos.
5. Nate Thurmond
O pivô que segurou a franquia na transição entre Chamberlain e Barry, e um dos melhores defensores que a liga já teve antes de existir estatística para medir isso. Sete vezes All-Star, camisa 42 pendurada no ginásio. Rebote e marcação individual eram o trabalho dele, e ele fazia os dois contra os maiores pivôs de uma era que tinha Russell e Abdul-Jabbar em quadra.
6. Draymond Green
Escolha 35 do draft de 2012, e o motor defensivo dos quatro títulos. Melhor defensor do ano em 2017, e o jogador que permitiu ao time usar um pivô de 2,01 metro sem perder a área pintada. A leitura de jogo dele é o que transforma um time de arremessadores em um time campeão, e nenhuma das quatro decisões foi ganha sem ele em quadra.
7. Kevin Durant
Ficou três temporadas e saiu com dois títulos e dois prêmios de MVP das finais, em 2017 e 2018. É a passagem mais curta desta lista e também a mais eficiente: nos dois anos em que esteve inteiro, o time simplesmente não teve adversário. A discussão sobre o que aquilo significou para o legado da dinastia nunca terminou, mas os números não estão em disputa.
8. Paul Arizin
Campeão de 1956, quando a franquia ainda jogava na Filadélfia, e duas vezes o maior pontuador da NBA, em 1952 e 1957. Popularizou o arremesso com os dois pés fora do chão em uma época em que quase todo mundo ainda arremessava com os pés plantados. Perdeu duas temporadas inteiras servindo o exército e mesmo assim terminou a carreira entre os grandes pontuadores do seu tempo.
9. Chris Mullin
O melhor jogador dos anos em que a franquia não ganhou nada, o que torna a permanência dele nesta lista mais impressionante, e não menos. Cinco vezes All-Star, integrante do Dream Team de 1992 e dono de um dos arremessos mais bonitos que a liga já viu. A camisa 17 está pendurada, e ele voltou depois como dirigente do time.
10. Tim Hardaway
O armador do trio que ficou conhecido como Run TMC, ao lado de Mitch Richmond e do próprio Mullin, no fim dos anos 1980 e começo dos 1990. O drible de mudança de direção dele virou nome próprio e continua sendo copiado. Aquele time nunca passou da segunda rodada, mas foi ele que ensinou a Baía a gostar de basquete de ritmo alto, que é exatamente o que voltaria vinte anos depois.
As camisas que o Warriors tirou de circulação
A lista de quem está pendurado no ginásio não coincide com a lista dos dez maiores, e a diferença entre as duas conta a história de como a franquia escolhe quem homenageia.
| Quem está pendurado no ginásio | Camisa |
|---|---|
Wilt Chamberlain pivô, era da Filadélfia e de São Francisco | 13 |
Tom Meschery ala, seis temporadas pela franquia | 14 |
Al Attles armador e treinador do título de 1975 | 16 |
Chris Mullin ala, cinco vezes All-Star pelo time | 17 |
Rick Barry ala, MVP das finais de 1975 | 24 |
Nate Thurmond pivô, sete vezes All-Star pelo time | 42 |
São seis camisas, e cinco delas são de antes de 1980. A dinastia de Curry, Klay e Draymond ainda não tem uma única homenagem no teto, porque a franquia só pendura camisa de quem já parou, e os três ou ainda jogam ou pararam há pouco. Al Attles é o nome fora da lista dos dez: entrou pelo conjunto da obra como jogador, treinador campeão e dirigente, em cinco décadas de casa.
Quem ficou de fora e por quê
Mitch Richmond, Sleepy Floyd, Neil Johnston e Andre Iguodala têm argumento, e Iguodala é o caso mais barulhento: foi MVP das finais de 2015 saindo do banco, o que nenhum outro jogador da franquia fez. Ficaram de fora por tempo de casa ou por peso relativo dentro do próprio elenco. A régua aqui foi simples: o quanto cada um mudou o que o time era antes dele, e por isso a discussão entre Curry e Klay nem chega a existir no topo, enquanto no meio da lista quase todo nome é discutível.








