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Por que o número 1 de Zverev virou polêmica

Zverev vai terminar 2026 como número 1 da ATP com dois Grand Slams, mas Sinner e Alcaraz passaram meses machucados. Entenda as críticas e a defesa.

13 de outubro de 2026 3 min de leitura
Por que o número 1 de Zverev virou polêmica
Pete Staples/USTA
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O número 1 de Alexander Zverev virou polêmica porque ele vai terminar 2026 no topo do ranking num ano em que Jannik Sinner e Carlos Alcaraz passaram meses machucados. A garantia veio no dia 12, com a derrota de Alcaraz em Xangai. Os críticos dizem que faltou rival; os defensores lembram que ele ganhou dois Grand Slams.

Direto ao ponto
  • Zverev começou 2026 sem nenhum Grand Slam e ganhou Roland Garros e o US Open.
  • Ele lidera o circuito com 60 vitórias no ano; os mais próximos têm 44.
  • Será o primeiro alemão a terminar uma temporada como número 1 da ATP.
  • Sinner encerrou o ano com lesão no joelho, e Alcaraz ficou 139 dias fora pelo punho.

Por que o número 1 de Zverev é questionado

O argumento de quem torce o nariz tem dois pontos. O primeiro são as ausências: Sinner, que ainda ocupa o topo do ranking, parou a temporada antes da hora, e Alcaraz passou mais de quatro meses sem jogar. O segundo é o desempenho de Zverev contra os melhores, já que ele teve dificuldade nos jogos contra adversários do top 10 ao longo do ano.

Há ainda um detalhe que o próprio ranking escancara: Zverev ainda não é o número 1. Ele tem a garantia de terminar o ano na frente, mas a primeira data em que pode assumir o topo é 2 de novembro, e só se for campeão em Xangai e chegar longe em Viena. Nesta terça, ele deu mais um passo: venceu Alexander Bublik por 7/6 (6), 4/6 e 7/6 (1) nas oitavas e pega Alex de Minaur nas quartas, na quinta-feira.

Leia também: Entenda por que João Fonseca parou e quando ele volta

Os números que defendem Zverev

Do outro lado estão os resultados. Em junho, Zverev ganhou Roland Garros sobre Flavio Cobolli e virou o primeiro alemão campeão em Paris desde 1937. Em setembro, bateu Ben Shelton na final do US Open e repetiu um feito que só Boris Becker tinha conseguido para a Alemanha, em 1989. No meio do caminho, ainda foi vice em Wimbledon. Nos quatro Grand Slams do ano, venceu 25 jogos e perdeu 2.

Ganhou dois Grand Slam, mas a imprensa e as pessoas sempre encontrarão algo para criticar. Ele foi o melhor jogador, ninguém pode negar isso.

Kim Clijsters, ex-número 1 do mundo, no podcast Love All, em outubro de 2026

Clijsters conhece o tema: ela chegou ao topo do ranking feminino em 2003 sem ter vencido um Grand Slam e passou anos ouvindo que não merecia. Para ela, o que separa Zverev dos rivais em 2026 é ter jogado o ano inteiro com saúde.

O recorde que Zverev vai quebrar

Quando a temporada terminar, Zverev será o mais velho a fechar um ano como número 1 pela primeira vez: terá 29 anos e 217 dias em 23 de novembro, três dias a mais que Andre Agassi em 1999. Ele também será o 30º tenista a chegar ao topo do ranking da ATP. A sequência que levou a isso passou pela vitória de Zizou Bergs sobre Alcaraz, contada em Quem é Zizou Bergs, o belga que eliminou Alcaraz em Xangai.

Para o Brasil, o fim de temporada de Zverev cruza com o de João Fonseca: os dois estão inscritos no Masters 1000 de Paris, em novembro, como mostra a agenda em João Fonseca: próximo jogo, ranking e agenda dos brasileiros.

Títulos, recordes, vitórias e datas conforme a ATP, em 12 de outubro de 2026; fala de Kim Clijsters e lesões de Sinner e Alcaraz conforme o TenisBrasil, em 8 de outubro de 2026.

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