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Quanto o Kings ainda deve a Ben Simmons após a lesão

Ben Simmons rompeu o Aquiles com um contrato de US$ 3,5 milhões que não era garantido. Entenda por que o Kings vai pagar tudo e o que muda no elenco.

19 de outubro de 2026 5 min de leitura
Quanto o Kings ainda deve a Ben Simmons após a lesão
Foto: AP Photo/Eric Gay
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Ben Simmons rompeu o tendão de Aquiles direito em um treino do Kings no domingo, e o contrato de um ano que ele assinou em setembro não era garantido. Pela regra da NBA, isso não livra o time: como a lesão aconteceu em atividade do Kings, os US$ 3,5 milhões terão de ser pagos de qualquer jeito.

Direto ao ponto
  • A ressonância confirmou a ruptura, e o Kings anunciou cirurgia sem dar prazo de volta.
  • Até 7 de janeiro, contrato não garantido costuma sair de graça; lesão em serviço muda a conta.
  • O Kings tem vaga aberta no elenco e US$ 2,9 milhões de folga até o imposto de luxo.
  • Being Ben, documentário da ESPN sobre a volta dele, estreou às 17h de Brasília do mesmo domingo.

O que o Kings confirmou sobre a lesão de Ben Simmons

A notícia começou com Shams Charania, da ESPN, e foi confirmada pelo próprio Kings no fim da tarde de domingo, 18 de outubro. Simmons se machucou em um exercício em situação de jogo, a ressonância magnética mostrou a ruptura do tendão de Aquiles direito e o time informou que ele será operado. Não houve prazo de recuperação no comunicado, mas a ESPN trata a lesão como o provável fim da temporada dele, como contamos ontem em Ben Simmons sofre lesão grave em treino do Kings.

O momento pesa. Faltavam três dias para a estreia do Kings, na quarta, 21, contra o Clippers, às 23h30 de Brasília. Simmons, de 30 anos, vinha de média de 10,5 pontos em 17,5 minutos nos dois jogos de pré-temporada e era tratado como peça para jogar em várias posições, depois de passar 2025-26 inteira fora por causa das costas.

Leia também: Spurs x Kings: o Kings ficou só 7 segundos na frente

Por que o Kings terá de pagar os US$ 3,5 milhões de Simmons

Na NBA, contrato não garantido funciona como um período de teste. Até 7 de janeiro, a data em que todos os salários da liga passam a ser garantidos, o time pode dispensar o jogador e deixar de pagar o que falta da temporada. É assim que franquias abrem vaga no elenco sem custo durante os primeiros meses.

A exceção é a lesão sofrida a serviço do time. Quando o jogador é dispensado machucado, o time continua pagando até ele se recuperar ou até o fim da temporada, o que vier primeiro. Com uma ruptura de Aquiles, que costuma afastar por bem mais de dez meses, a conta cobre a temporada inteira. Foi a conta que o Hoops Rumors fez no domingo: o contrato de salário mínimo de Simmons não era garantido, mas o Kings terá de pagar o valor integral, dispensando ou não o jogador.

Na prática, os US$ 3,5 milhões continuam contando na folha do Kings em qualquer cenário. A dispensa não devolve espaço salarial nenhum; só liberaria a vaga no elenco.

A vaga e a folga que sobram no elenco do Kings

A boa notícia para Sacramento é que essa vaga já existe. O time tem um lugar aberto no elenco de 15, então pode buscar um substituto sem mexer em Simmons, que segue no elenco enquanto se recupera da cirurgia.

A margem, porém, é curta. Segundo o Hoops Rumors, o Kings está a US$ 2,9 milhões da linha do imposto de luxo, e mais um jogador de salário mínimo deixaria o time a cerca de US$ 438 mil dela. Qualquer reforço acima do mínimo passa a exigir troca. Quem mais está fora no time e no resto da liga aparece na nossa lista de lesionados da NBA, time a time.

O que Ben Simmons escreveu depois da lesão

Simmons falou poucas horas depois, em uma publicação no Instagram. O texto não trata de contrato nem de prazo: é um recado de quem já passou um ano inteiro longe das quadras e diz que vai voltar de novo.

Esta lesão é mais um capítulo da minha jornada, não o fim da minha história.

Ben Simmons, armador do Kings, no Instagram, em 18/10/2026

No mesmo texto, ele escreveu que “nunca é fácil ficar longe do jogo que eu amo, ainda mais depois de tudo o que foi preciso para voltar até aqui” e que “a adversidade não define você; o que define é como você reage a ela”. Fechou com uma promessa: “Já fui derrubado antes e sempre achei um jeito de me levantar. Desta vez não vai ser diferente”.

Being Ben estreou no domingo em que a volta de Simmons parou

A coincidência deixou o domingo mais cruel. O documentário Being Ben, da série E60 da ESPN em parceria com o Andscape, foi ao ar às 16h da Costa Leste, 17h de Brasília, para contar justamente como Simmons voltou à NBA depois de 18 meses parado. O que o filme prometia mostrar, da saída do Sixers à viagem paga do próprio bolso para treinar na Austrália, está em o que Ben Simmons vai contar no documentário da ESPN.

O filme termina com a volta. A temporada de Simmons termina antes da estreia. Com o contrato de um ano, ele chega à free agency de 2027 aos 31 anos, saindo de uma cirurgia no Aquiles e com dois jogos de pré-temporada como amostra mais recente. O Kings, que apostou nele pelo mínimo, vai pagar a temporada inteira sem vê-lo disputar um jogo oficial.

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Fonte: comunicado do Kings de 18/10/2026, reportagem de Anthony Slater na ESPN (18/10/2026), análise contratual do Hoops Rumors (18/10/2026), publicação de Simmons no Instagram reproduzida pela ClutchPoints e pela ABC australiana (18 e 19/10/2026) e comunicado da ESPN sobre Being Ben (12/10/2026). Data e horário da estreia do Kings conferidos no calendário do Hoop78.

Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.

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