Trae Young diz que o Wizards tem o que o Hawks não tinha
No podcast de Michael Porter Jr., Trae Young disse que nunca teve no Hawks um companheiro capaz de atrair marcação dupla. No Wizards, ele vê três.
Trae Young foi ao podcast “Curious Mike”, de Michael Porter Jr., e fez a avaliação mais dura que já tinha feito sobre o tempo em Atlanta. Perguntado sobre o que faltou na passagem dele pelo Hawks, respondeu que não lembra de ter tido um companheiro capaz de puxar marcação dupla, e disse que no Wizards existem três.
- Ele foi negociado em janeiro de 2026, por CJ McCollum e Corey Kispert.
- Em Washington, assinou por quatro anos e cerca de US$ 212 milhões.
- O quarto ano desse contrato é opção do jogador.
- Anthony Davis, Khris Middleton e Deandre Ayton são os veteranos ao lado dele.
- Ele ressalvou na mesma conversa que teve ótimos companheiros em Atlanta.
O que Trae Young disse sobre os companheiros que teve em Atlanta
A pergunta do apresentador foi direta: o que faltava naquele time. A resposta veio sem rodeio e é o trecho que repercutiu.
Não sei se eu já tive um companheiro que consiga atrair marcação dupla.
Young e Porter Jr. se conhecem desde o basquete escolar, jogaram juntos no circuito AAU e a conversa passou por isso antes de chegar ao Hawks. Não foi uma entrevista de confronto, e é justamente por isso que a frase soou como balanço, e não como provocação.
A conta que ele faz: quatro contra três quando a bola sai
O argumento dele não é sobre talento individual dos companheiros, e sim sobre o que acontece na quadra quando ele é cercado. A lógica é de espaçamento.
“Quando te dobram, você passa a bola e o time joga quatro contra três. Eu fui o que era dobrado nos meus primeiros nove anos na liga… é a coisa mais frustrante que eu diria, e a parte mais empolgante também”, afirmou. A leitura é de quem carregou sozinho a criação de jogadas: com só um jogador atraindo dois marcadores, a vantagem numérica sempre nascia do mesmo lugar, e a defesa adversária sabia onde olhar.
Por que ele acha que o Wizards resolve isso
A comparação com o elenco atual foi o outro lado da mesma fala. Ali ele trocou o tom de queixa pelo de expectativa.
“Nós temos três caras que conseguem atrair marcação dupla”, disse sobre o Wizards. O time reúne Anthony Davis, Khris Middleton e Deandre Ayton em volta dele, todos com passagem por finais de conferência ou finais da NBA, em um elenco que ainda se apoia em jogadores jovens.
Como ele saiu do Hawks e o que Atlanta recebeu
A troca aconteceu no meio da temporada passada e mudou o eixo dos dois times. Vale lembrar as peças, porque elas explicam o que cada lado buscava.
Young foi para Washington em janeiro de 2026, e o Hawks recebeu CJ McCollum e Corey Kispert. Em seguida ele assinou com o Wizards por quatro temporadas e cerca de US$ 212 milhões, com opção de jogador no último ano. Do lado de Atlanta, a reconstrução do elenco seguiu nesta offseason, e o time acabou de trocar dois jogadores por Dorian Finney-Smith.
O que a fala cobra do Hawks e do Wizards
Para Atlanta, a frase chega em um momento ruim: o time perdeu o pivô novato Henri Veesaar para a temporada e entra no training camp ajustando rotação. Para Washington, ela vira meta declarada, dita pelo jogador que o time acabou de pagar mais caro.
Young é quatro vezes All-Star e nunca passou da segunda rodada dos playoffs. A conta que ele descreveu no podcast, de quatro contra três toda vez que a bola saía das mãos dele, agora tem três nomes para dividir o peso. Se não der certo com esse elenco, o argumento acaba.
Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.








