Michael Jordan no filme Air: o que é real na história
O filme Air, que a Globo exibe hoje, mostra como a Nike contratou Michael Jordan em 1984. Veja o que é real, o que foi inventado e quanto o tênis vendeu.
O filme Air conta uma história real: em 1984, a Nike apostou quase todo o seu orçamento de basquete em um novato chamado Michael Jordan e criou o Air Jordan. O contrato, a reunião com a família e o tênis proibido pela NBA aconteceram. O que o roteiro aumentou foi o drama em volta deles.
- O contrato de 1984 pagava US$ 2,5 milhões em cinco anos, mais uma parte das vendas.
- A Nike esperava vender US$ 3 milhões em tênis até o quarto ano do acordo.
- No primeiro ano nas lojas, o Air Jordan faturou US$ 126 milhões.
- Matt Damon faz Sonny Vaccaro, Viola Davis faz Deloris Jordan e Ben Affleck faz Phil Knight.
O que o filme Air conta e é verdade
Sonny Vaccaro existiu e era o homem do basquete na Nike. Em 1984, a empresa vendia corrida e perdia o mercado das quadras para a Converse e a Adidas, e a ideia de concentrar a verba em um jogador só, em vez de dividir entre vários, foi dele. Phil Knight, o cofundador, aceitou o risco.
Jordan acabara de ser a terceira escolha do Draft, pelo Bulls, e o próprio jogador já contou que preferia a Adidas. A virada veio pela família. Vaccaro sempre disse que quem negociou de verdade foi Deloris Jordan, a mãe, e a parte das vendas de cada tênis, que o filme põe na boca dela, entrou no contrato. Na época, era uma cláusula rara para um atleta que ainda não tinha jogado um minuto na NBA.
A briga com a liga também é real. A NBA vetou um tênis preto e vermelho por fugir das regras de uniforme, e a Nike transformou a proibição em comercial, com a frase de que a liga não podia impedir ninguém de usar o modelo.
O que o roteiro de Air inventou ou aumentou
O filme comprime meses de negociação em poucas semanas e transforma cada conversa em cena de virada. O discurso de Vaccaro na reunião com os Jordan, que o filme trata como o momento decisivo, é peça de roteiro, e o papel de Deloris foi ampliado para caber no centro da história. O próprio Vaccaro resumiu assim: o filme “enfeitou algumas coisas”, mas não tem mentiras.
Michael Jordan não aparece de rosto em nenhum momento. Foi escolha de Ben Affleck, diretor do filme, que achou que nenhum ator convenceria no papel. Jordan deu a bênção ao projeto e fez três pedidos: que Viola Davis vivesse a mãe dele e que Howard White e George Raveling, dois amigos dos tempos de Nike, estivessem na história. Os três pedidos foram atendidos, com Chris Tucker e Marlon Wayans nos papéis dos dois.
Quanto o Air Jordan rendeu para a Nike e para Jordan
A conta mais famosa da história é a do primeiro ano. A meta interna era modesta, de US$ 3 milhões até o quarto ano, e o tênis vendeu US$ 126 milhões logo de saída. A linha virou a Jordan Brand, divisão própria da Nike, e a parte das vendas que a família arrancou em 1984 ainda paga Jordan hoje, mais de 20 anos depois da aposentadoria.
Nem todo astro seguiu esse caminho até o fim: Curry, Kyrie e Klay largaram a Nike em busca de marcas próprias. O filme, chamado no Brasil de Air: A História por Trás do Logo, estreou em abril de 2023 e é a atração do Temperatura Máxima da Globo neste domingo.
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Fontes: entrevistas de Ben Affleck e Sonny Vaccaro na estreia do filme, em 2023, e a cobertura da imprensa americana sobre a história do contrato.
Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.









