A Jordan Brand revelou o Air Jordan 41, o quadragésimo primeiro tênis de assinatura de Michael Jordan. A estreia é nesta sexta-feira, 28 de agosto, em lançamento limitado à China, com preço de US$ 205 e oito cores da primeira leva inspiradas em pedras preciosas.
- O lançamento global fica para o segundo semestre e segue entrando em 2027.
- O cabedal usa malha nano print, mais leve que a do modelo anterior.
- O amortecimento junta espuma ZoomX no meio do pé e uma unidade Air Zoom no calcanhar.
- Cada pedra da coleção foi associada a uma característica da carreira de Jordan.
- O modelo anterior, o 40, tinha proposta de resgate histórico, e o 41 vai na direção oposta.
O que muda no pé
A troca principal está na construção. Sai o cabedal mais estruturado do antecessor e entra uma malha de impressão nano, que reduz peso sem abrir mão de contenção lateral, o problema clássico de tênis leve em jogo de verdade.
Embaixo, a marca combinou dois sistemas em vez de escolher um. A espuma ZoomX, que veio da corrida e é a mais leve do catálogo, ocupa o meio do pé, enquanto uma unidade Air Zoom fica no calcanhar para dar resposta na aterrissagem. É uma solução de performance, não de estilo, e coloca o 41 na conversa dos tênis de quadra da temporada.
As oito pedras
A primeira leva de cores não seguiu o caminho habitual de repetir combinações históricas do Bulls. A marca montou um conceito em torno de gemas, ligando cada uma a um traço da trajetória do jogador.
- Rubi
- Quartzo
- Olho de tigre
- Ametista
- Jade
- Meteorito
- Diamante rosa
- Opala
São oito entradas para a mesma silhueta, o que na prática significa que o modelo vai pingar nas prateleiras por meses, e não sumir numa sexta-feira só. Para quem compra, isso costuma ser boa notícia: menos disputa por par e menos ágio.
A virada em relação ao 40
O contraste com o antecessor é o ponto mais interessante do lançamento. O 40 foi construído como celebração, cheio de referências ao passado da linha. O 41 abandona esse tom e se apresenta como sapato de jogo, com discurso de tecnologia em primeiro plano.
A escolha da China para a estreia também não é acaso. É o mercado onde a linha de assinatura mais cresce fora dos Estados Unidos, e abrir por lá antes do lançamento global é um recado sobre onde a marca enxerga volume.
Vale lembrar que a temporada 2026-27 já vem carregada de novidade visual em quadra, com uniformes novos em boa parte da liga. O calçado entra nesse mesmo movimento.
US$ 205 é caro para um tênis de basquete, e é exatamente o preço que a linha vem praticando. A pergunta que fica não é se o 41 vende, porque vende. É se ele volta a aparecer nos pés de quem joga, e não só nos de quem coleciona. A resposta chega em outubro, quando a bola subir.



