Os 10 melhores alas-armadores da história da NBA
Jordan lidera com dez títulos de cestinha, Kobe vem atrás e quatro da lista nunca ganharam um anel. Os 10 melhores alas-armadores da história.
Michael Jordan é o maior ala-armador da história da NBA, e a distância para o segundo é a maior de qualquer posição. São seis títulos, seis prêmios de MVP das finais e dez vezes cestinha da liga, um recorde que ninguém ameaçou desde então. Kobe Bryant vem em segundo.
- Jordan nunca perdeu uma final: foram seis, e ganhou as seis.
- Kobe marcou 81 pontos num jogo, a segunda maior marca da história.
- Jerry West é a silhueta do logotipo da NBA.
- Quatro dos dez nunca ganharam título: Harden, Iverson, Gervin e Miller.
- Allen Iverson e George Gervin foram cestinhas quatro vezes cada.
Os dez melhores alas-armadores, do primeiro ao décimo
A ordem abaixo é a que este texto defende, com a marca que sustenta cada nome e o rosto de quem jogou.
| # | Jogador |
|---|---|
1 | Michael Jordan seis títulos e seis MVPs das finais |
2 | Kobe Bryant cinco títulos e a noite de 81 pontos |
3 | Dwyane Wade MVP das finais de 2006 |
4 | James Harden MVP de 2018, três vezes cestinha |
5 | Jerry West a silhueta do logotipo da liga |
6 | Allen Iverson MVP de 2001 com 1,83 metro |
7 | Clyde Drexler campeão em 1995, ao lado de Hakeem |
8 | Ray Allen o arremesso de três que salvou 2013 |
9 | George Gervin quatro vezes cestinha da NBA |
10 | Reggie Miller decidiu jogos grandes sem nunca ser campeão |
Jordan é o único da lista com seis títulos, e três dos dez nunca levantaram taça: Jerry West perdeu oito finais antes de ganhar uma, Gervin não chegou a nenhuma e Reggie Miller parou em 2000, sem título. A posição também é a mais aberta em tamanho: Iverson jogou a 1,83 metro e Ray Allen a 1,96, e os dois estão aqui pelo mesmo motivo, arremesso que decide jogo.
1. Michael Jordan
Seis finais, seis títulos, seis prêmios de MVP das finais. Nenhum outro jogador da lista chega perto desse aproveitamento, e a média de 30,1 pontos por jogo na carreira segue sendo a maior da história da liga.
O dado que resume a diferença: ele foi cestinha da NBA dez vezes. O segundo colocado nesse quesito, dentro e fora desta lista, tem quatro.
2. Kobe Bryant
Cinco títulos, dois deles como o melhor jogador do próprio time, e a noite de 81 pontos contra o Raptors, que segue como a segunda maior pontuação individual de todos os tempos. Vinte temporadas na mesma franquia, o que ninguém mais fez com esse nível.
A comparação com Jordan o acompanhou a vida inteira e nunca foi justa com ele: ser o segundo nessa posição é lugar de honra, não de consolo.
3. Dwyane Wade
Três títulos e o MVP das finais de 2006, numa série em que carregou o Heat sozinho contra o Mavericks. Wade jogava a posição como se fosse pivô baixo: entrava no garrafão sabendo que ia levar falta e ia converter mesmo assim.
Foi também o melhor defensor entre os dez, com bloqueios em números que nenhum ala-armador do tamanho dele registrou.
4. James Harden
MVP de 2018 e três vezes cestinha da liga, em sequência. Harden reinventou o que a posição pode fazer com a bola na mão: passou anos com uso ofensivo perto do teto do que a estatística registra, e ainda assim liderou a liga em assistências.
O que o segura em quarto não é o ataque, é o que aconteceu nos playoffs.
5. Jerry West
A silhueta do logotipo da NBA é ele. Perdeu oito finais e ganhou uma, em 1972, e é o único jogador da história a levar o prêmio de MVP das finais jogando pelo time derrotado, em 1969.
Se anel medisse jogador, ele não estaria em quinto. Estaria fora.
6. Allen Iverson
MVP de 2001 e quatro vezes cestinha da liga com 1,83m, que é o menor corpo a fazer isso na posição. Levou um 76ers sem outro grande nome à final daquele ano e ganhou o primeiro jogo contra o Lakers de Shaq e Kobe.
Nunca ganhou título, e mesmo assim mudou como uma geração inteira se vestiu e driblou.
7. Clyde Drexler
Campeão em 1995, ao lado de Hakeem Olajuwon no Rockets, depois de duas finais perdidas com o Blazers. Drexler foi dez vezes All-Star e é um dos raros jogadores com mais de 20 mil pontos, 6 mil rebotes e 6 mil assistências.
8. Ray Allen
Dois títulos, com Celtics e Heat, e o arremesso de três do canto no sexto jogo das finais de 2013, que salvou o Heat quando a arena já estava sendo isolada para a comemoração do Spurs.
Foi o maior arremessador de três da história até Stephen Curry passá-lo, e a mecânica dele continua sendo o modelo que se ensina.
9. George Gervin
Quatro vezes cestinha da NBA, empatado com Iverson como o segundo maior número da lista atrás de Jordan. O Iceman marcava com uma calma que parecia desinteresse, e a bandeja rodada dele virou assinatura antes de virar item de manual.
10. Reggie Miller
Nunca ganhou título e mesmo assim entra, porque poucos jogadores da história decidiram tantos jogos grandes. Os oito pontos em nove segundos contra o Knicks, em 1995, seguem sendo a sequência mais absurda já feita num playoff.
A posição que mais produziu cestinha
Ala-armador é onde a liga historicamente pôs quem tinha licença para arremessar, e a conta de títulos de cestinha mostra isso melhor do que qualquer adjetivo.
| Jogador | Vezes cestinha da NBA |
|---|---|
Michael Jordan entre 1987 e 1998 | 10 1º da lista |
Allen Iverson entre 1999 e 2005 | 4 6º da lista |
George Gervin entre 1978 e 1982 | 4 9º da lista |
James Harden entre 2018 e 2020 | 3 4º da lista |
Kobe Bryant 2006 e 2007 | 2 2º da lista |
Jerry West 1970 | 1 5º da lista |
Dwyane Wade 2009 | 1 3º da lista |
Clyde Drexler nunca liderou | 0 7º da lista |
Ray Allen nunca liderou | 0 8º da lista |
Reggie Miller nunca liderou | 0 10º da lista |
São 25 títulos de cestinha entre dez jogadores, e Jordan sozinho tem dez deles. Mas a coluna também desmente a leitura preguiçosa: os três últimos da tabela nunca lideraram a liga em pontos e entram na lista assim mesmo, porque a posição não se resume a quem faz mais cesta.
Quem ficou de fora e por quê
Manu Ginóbili tem quatro títulos e saía do banco por escolha, o que a estatística nunca soube medir direito. Vince Carter jogou tanto tempo entre as duas posições que aparece com mais frequência entre os alas. E Tracy McGrady teve o pico mais alto de todos os que ficaram fora, num corpo que não aguentou.
Dos que jogam hoje, Devin Booker e Anthony Edwards são os que têm caminho para entrar, e a conta deles recomeça quando a temporada 2026-27 começar, em 20 de outubro.
Se a comparação por posição interessa, o mesmo exercício já foi feito com os armadores e com os pivôs.








