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NBA em Manchester: City, United e a Arábia disputam a vaga

City, United, a RedBird do Liverpool e o fundo saudita disputam a franquia da NBA em Manchester. As licenças saem neste outono.

8 de setembro de 2026 4 min de leitura
NBA em Manchester: City, United e a Arábia disputam a vaga
Foto: NBA
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A NBA decide neste outono quem fica com a franquia de Manchester na liga europeia que estreia em outubro de 2027. São cinco candidatos: o Manchester City, o Manchester United, a RedBird Capital, que investe no Liverpool, o fundo soberano da Arábia Saudita e o Manchester Basketball, o único que já joga basquete.

Direto ao ponto
  • A liga terá 16 times, 12 vagas permanentes e 4 abertas por mérito a cada ano.
  • Mais de 120 investidores se apresentaram, com ofertas de US$ 500 milhões a 1 bilhão.
  • As 12 cidades vão de Londres e Paris a Atenas, Istambul e Munique.
  • O jogo de Londres no Prime Video teve audiência 90% maior que o de 2019.
  • Em 17 de janeiro a NBA leva Spurs contra Pelicans a Manchester, com Wembanyama.

Cinco candidatos disputam a vaga de Manchester

A lista revela o critério que a NBA vem usando na Europa. Vale olhar quem são os interessados e o que cada um já tem de basquete.

CandidatoO que éJá tem basquete
Manchester BasketballSherwood Family Investment Officesim
Manchester Citymarca de futebol globalnão
Manchester Unitedmarca de futebol globalnão
RedBird Capitalfundo investidor do Liverpoolnão
PIFfundo soberano da Arábia Sauditanão

Quatro dos cinco chegariam do zero, e é exatamente isso que a NBA procura. A liga vem conversando com marcas de futebol de torcida grande que ainda não tenham time de basquete, e o mesmo raciocínio aparece em Madri, Barcelona e Munique. O Manchester Basketball é a exceção da lista: ele já disputa a Super League Basketball, o topo do basquete britânico, e foi comprado há dois anos pelo Sherwood Family Investment Office, sediado nos Estados Unidos. Segundo o presidente Ben Pierson, os Sherwood conversam com o JPMorgan e com a NBA desde o começo do processo.

Por que um time com a marca do City perderia metade de Manchester

Pierson resume em uma frase o problema de entregar a franquia a um dos dois times de futebol da cidade.

Se você é um time de basquete de marca azul-clara, você não perde metade da cidade, porque o torcedor do United não vai aos seus jogos? Existe uma lógica para um terceiro entrar.

Ben Pierson, presidente do Manchester Basketball

O argumento tem peso porque a NBA quer encher arena semana após semana, não vender uma camisa por ano. Manchester é uma cidade dividida ao meio há mais de um século, e uma franquia que nasce pintada de azul ou de vermelho começa com metade do público fechada para ela. É o oposto do que aconteceu em Berlim e em Londres, onde o público foi ver a NBA, não um time local.

A NBA já jogou em Berlim e Londres e bateu recorde de audiência

Em janeiro de 2026 a liga levou dois jogos de temporada regular à Europa, dentro de um pacote de três anos. Em Berlim, no dia 15, o Magic virou 20 pontos de desvantagem e ganhou do Grizzlies por 118 a 111. Em Londres, no dia 18, o Grizzlies devolveu com 126 a 109. A transmissão de Londres no Prime Video foi a mais vista de um jogo da NBA na Europa, com audiência 90% acima da última partida em Londres, em 2019. Em janeiro de 2027 a rota inclui Paris no dia 14 e Manchester no dia 17, com o Spurs de Wembanyama contra o Pelicans.

As licenças da NBA Europa são concedidas neste outono

Adam Silver disse em julho que o projeto estava “totalmente dentro do cronograma” e falava em fechar acordos nas semanas seguintes. A concessão das licenças está marcada para este outono no hemisfério norte, ou seja, agora. A liga nasce em parceria com a FIBA, com 12 franquias fixas e quatro vagas decididas por desempenho, e as ofertas que chegaram vão de meio bilhão a um bilhão de dólares por cidade.

Vale lembrar o que a Europa já ensinou sobre esse casamento. O Real Betis manteve um time de basquete por quase dez anos, comprou por um euro, vendeu, retomou e passou adiante, e a seção terminou em processo de insolvência em abril. Marca de futebol grande não sustenta basquete sozinha. Em Manchester, quem decide isso não é a torcida nem a Super League: é uma assembleia da NBA, e ela vota nas próximas semanas.

Apurado em 8 de setembro de 2026 nos comunicados da NBA sobre os jogos de Berlim e Londres, no balanço da liga europeia e na imprensa britânica.

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