Warriors sem Butler até 2027: quem assume os minutos dele
Jimmy Butler só deve voltar em janeiro de 2027, e o brasileiro Gui Santos fica como único ala de rotação do Warriors até lá. A conta do time.
Jimmy Butler não começa a temporada 2026-27. Seis meses depois de reconstruir o ligamento cruzado anterior do joelho direito, o alvo otimista para a volta dele é janeiro ou fevereiro de 2027, e nem o training camp ele faz por inteiro: abre os trabalhos limitado a sessões individuais e de força, sem contato.
- A lesão aconteceu em 19 de janeiro de 2026, e a cirurgia foi logo depois.
- Aos 36 anos, ele deve perder pelo menos os três primeiros meses de calendário.
- A reabilitação não teve contratempo nenhum até aqui, segundo a ESPN.
- Sem ele e sem Moses Moody, o brasileiro Gui Santos vira o único ala da rotação.
- Rick Celebrini, chefe médico do time, tem fama de liberar tarde e não cedo.
O que a cirurgia de janeiro tirou da temporada
Butler rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em 19 de janeiro e não voltou mais. A informação de agora, do repórter Anthony Slater, é de progresso consistente e nenhum contratempo, com aumento gradual do trabalho de quadra. Ainda assim, a distância entre treinar sozinho e ser liberado para contato é longa.
Quem decide a liberação é Rick Celebrini, chefe de performance do Warriors, conhecido por segurar atleta além do prazo em vez de antecipar. Janeiro é o cenário bom, não o provável.
Quem fica com os minutos de ala até lá
Aqui está o efeito prático da ausência, e ele é maior do que parece. O time perdeu Moses Moody na mesma janela, e sobrou um único ala de rotação para a posição inteira.
| Ala | Minutos projetados |
|---|---|
Gui Santos brasileiro, quarto ano de liga | 26 por jogo |
Will Richard segunda temporada | 14 por jogo |
Gary Payton II especialista defensivo | 8 por jogo |
São 26 minutos por jogo para Gui Santos, quase o dobro do segundo colocado da lista. É a maior janela que um brasileiro tem hoje em um time que disputa playoffs, e ela existe porque ninguém mais na posição está inteiro.
O que Kerr diz que o time perde
O técnico não trata a ausência como detalhe de rotação. Para ele, o que some com Butler e Moody fora é o corpo físico da defesa de perímetro, justamente o que o Warriors passou anos sem ter.
Você sente falta do tamanho e da força nas alas, na defesa. E quando essas lesões afetam também a temporada seguinte, é bem dramático.
A meta que ele estabeleceu para a primeira parte do calendário é modesta e explícita: “temos que ganhar alguns jogos cedo e ficar junto do pelotão”, disse a Monte Poole, da NBC Sports Bay Area. Traduzindo, chegar a janeiro vivo na tabela para que a volta de Butler ainda signifique alguma coisa.
A conta que o Warriors precisa fechar até janeiro
São aproximadamente 40 jogos entre a estreia, em 21 de outubro contra o Lakers, e a janela otimista de retorno. Nesse período o time joga com Stephen Curry aos 38 anos, Draymond Green e Kristaps Porzingis no garrafão, e um ala brasileiro de quarto ano segurando a posição que era do titular mais caro do elenco.
Se o Warriors chegar a janeiro dentro do grupo de playoffs, a temporada vira outra com Butler de volta. Se não chegar, o retorno dele em fevereiro encontra um time já fora da conversa, e aí a pergunta deixa de ser sobre o joelho.








