Durante muito tempo na NBA, imperou uma velha máxima: grandes pivôs fazem grandes times. Isso porque é inegável a dominância que um jogador de maior estatura consegue exercer em quadra, desde que tenha habilidade.
No entanto, desde o declínio de Shaquille O’neal, Tim Duncan e outros desta geração, o basquete da NBA se viu carente de grandes jogadores da posição. Por um tempo, o limitado Dwight Howard foi considerado o melhor pivô da liga, muito pela falta de opções. Isso aconteceu porque o basquete mudou e aqueles pivôs mais brutos, sem refino técnico e principalmente sem chute de fora não tinha mais lugar nas rotações. A palavra de ordem em todos os esquemas táticos modernos é espaçamento, e ter um jogador sem capacidade de arremesso em quadra compromete demais o espaçamento.
Mas, alguns anos depois, a nova geração de jogadores se adaptou. Hoje vemos jovens pivôs com repertório ofensivo completo e que de maneira lenta, porém muito determinada, vêm conquistando espaço no topo da liga.
Se num passado recente tínhamos uma liga onde era difícil escolher pelo menos 5 pivôs de elite, hoje a tarefa difícil é restringir a lista dos melhores pivôs da liga.
DeMarcus Cousins, Karl-Anthony Towns, Joel Embiid, Andre Drummond, Rudy Gobert, Hassan Whiteside, DeAndre Jordan e Marc Gasol são jogadores fora de série que inúmeras franquias gostariam de ter em seu plantel. Além deles, temos atletas que vem fazendo temporadas de crescimento como Myles Turner e Jonas Valanciunas.
Se abandonarmos apenas a categoria dos pivôs de ofício e considerarmos os atletas que atuam primariamente dentro do garrafão, temos mais outra gama de jogadores espetaculares que atuam dentro da área pintada e podem ser considerados produtos desta nova leva de jogadores altos, como Blake Griffin, Anthony Davis, Kristaps Porzingis e até mesmo Kevin Love.
Não muito tempo atrás, era muito difícil ter um pivô confiável que conseguisse algo como 10 pontos e 10 rebotes de média, com boa defesa. Isso gerou a onda do Small Ball, primeiro com times como o Phoenix Suns de Steve Nash, depois com o Miami Heat dos “super amigos” LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh, e atualmente com o Golden State Warriors.
Hoje o difícil é achar um bom pivô jovem que em alguns anos não vá ter média de 25 pontos, 10 rebotes e o status de franchise player. Muitos consideram os anos 90, de Hakeem Olajuwon, Patrick Ewing, David Robinson e Alonzo Mourning, entre outros, a Era de Ouro dos pivôs na NBA. Será que estamos diante de uma geração capaz de roubar este título?
Bora curtir alguns lances de alguns pivôs que mencionamos na matéria.



