A liga da NBA na Europa: cidades, formato e quando começa
A NBA e a FIBA lançam em outubro de 2027 uma liga com 16 times na Europa. As 12 cidades candidatas, o formato e os lances bilionários.
A NBA vai ter uma liga própria na Europa, em parceria com a FIBA, com estreia marcada para outubro de 2027. Serão 16 times, 12 deles donos de vaga permanente e quatro abertos por mérito a cada temporada. As propostas finais foram entregues em 30 de junho, e os primeiros donos de franquia começam a ser anunciados neste outono.
- Mais de 20 grupos apresentaram propostas fechadas, em 12 cidades de sete países.
- Os lances partiram de US$ 500 milhões e alguns passaram de US$ 1 bilhão.
- A EuroLeague ameaça ir à Justiça se times dela romperem contrato para entrar.
- O jogo de Londres no Prime Video teve audiência 90% maior que a de 2019.
Como a liga vai funcionar
O desenho combina o modelo americano com o europeu, e é essa mistura que torna o projeto diferente de tudo que já existiu no basquete do continente. Doze franquias compram o lugar e não caem, como acontece na NBA. As outras quatro vagas são conquistadas em quadra, por times de qualquer país que se classifiquem pelos torneios da FIBA, como acontece no futebol europeu. A liga não será uma filial: terá calendário próprio, times próprios e elencos próprios, sem participação das equipes da NBA americana.
As 12 cidades que disputam as vagas permanentes
A lista mistura mercados enormes com praças que já têm tradição de basquete, e explica a lógica geográfica do projeto.
| Cidade candidata | País |
|---|---|
Manchester City, United, RedBird e o fundo saudita disputam | Inglaterra |
Londres a cidade que já recebe jogos oficiais da NBA | Inglaterra |
Paris sede de jogos de temporada regular desde 2020 | França |
Lyon a segunda praça francesa da lista | França |
Madri casa do Real, potência da EuroLeague | Espanha |
Barcelona outro peso-pesado do basquete europeu | Espanha |
Milão mercado italiano com tradição no basquete | Itália |
Roma a segunda praça italiana da lista | Itália |
Munique onde o Bayern mantém time de basquete | Alemanha |
Berlim recebeu jogo da NBA na pré-temporada | Alemanha |
Atenas berço do Panathinaikos e do Olympiacos | Grécia |
Istambul mercado de 16 milhões de habitantes | Turquia |
São sete países para 12 vagas, com Inglaterra, França, Espanha, Itália e Alemanha aparecendo duas vezes cada. Nenhuma cidade do leste europeu entrou na lista final, e nenhuma vaga foi reservada a país que não estivesse entre os maiores mercados de televisão do continente. O caso de Manchester é o mais disputado, com cinco candidatos para uma vaga.
O dinheiro que já está na mesa
Os lances entregues em junho partiram de US$ 500 milhões por franquia, e mais de um passou de US$ 1 bilhão. Para comparar: nenhum time da EuroLeague, a liga mais forte da Europa hoje, foi avaliado perto disso. É dinheiro de dono de time de futebol, de fundo soberano e de fundo de investimento americano, entrando em um esporte que na Europa nunca foi o primeiro da fila.
A EuroLeague está no caminho
O projeto tem um obstáculo que não se resolve com dinheiro: os melhores times europeus já têm contrato com a EuroLeague, e ela avisou que vai à Justiça se algum deles romper o compromisso para entrar na liga nova. As conversas entre as duas partes continuam, e a posição da NBA é pública.
É nossa esperança que a gente consiga encontrar um jeito de integrar essas operações com a EuroLeague, mas nós vamos em frente de um jeito ou de outro.
O que muda para quem assiste no Brasil
Muda o horário, antes de tudo. Jogo em Madri às 20h locais cai às 15h de Brasília, ou seja, basquete de alto nível no meio da tarde, sem madrugada. Muda também o destino dos jogadores: um ala brasileiro que hoje escolhe entre NBB e um time médio europeu passa a ter uma terceira porta, com salário de liga nova querendo se firmar. E muda a rota de quem não é escolhido no draft, porque a liga nasce com dinheiro para brigar por jogador que antes só teria a liga de desenvolvimento americana como plano B.
O calendário até a bola subir
Os anúncios de franquia começam neste outono e devem sair aos poucos, cidade por cidade, e não todos de uma vez. Depois vêm elenco, técnico, arena e calendário, tudo dentro de 2027. Enquanto isso, a NBA americana segue usando a Europa como vitrine: são seis jogos fora dos Estados Unidos nesta temporada, incluindo dois na Europa. Cada um deles funciona como teste de público para a liga que vem em 2027.








