Oito extensões de contrato seguem em aberto na NBA a pouco mais de dois meses do início da temporada 2026-27. A maior delas é a de Anthony Davis, elegível a 4 anos e US$ 275 milhões no Wizards. A mais próxima de sair é a de Stephen Curry, que fica elegível em 29 de agosto.
- Anthony Davis ficou elegível em 6 de agosto a 4 anos e US$ 275 milhões.
- Wizards e Davis combinaram reavaliar depois dos primeiros 20 jogos.
- Curry fica elegível em 29 de agosto a 2 anos e US$ 136,7 milhões.
- Karl-Anthony Towns tem US$ 272 milhões disponíveis, mas não deve receber o máximo.
- Zion Williamson está elegível e o Pelicans não pretende oferecer agora.
1. Anthony Davis, Wizards: US$ 275 milhões
Davis ficou elegível em 6 de agosto a uma extensão de 4 anos, e os dois lados decidiram adiar a conversa. O plano combinado é reavaliar a situação depois dos primeiros 20 jogos da temporada.
O primeiro ano da extensão substituiria a opção de jogador de US$ 62,8 milhões que ele tem para 2027-28. Ou seja, não é uma decisão que o Wizards precise tomar agora, e o adiamento é tão informativo quanto uma assinatura seria.
2. Karl-Anthony Towns, Knicks: US$ 272 milhões
O número disponível é de 4 anos e US$ 272 milhões, mas quase ninguém em Nova York acredita que ele saia inteiro. Segundo James Edwards III, do The Athletic, o Knicks pretende fazer uma oferta e ela não deve ser a máxima.
A lógica é a mesma que Jalen Brunson aceitou: um desconto do jogador compra elenco em volta dele. Towns foi peça do primeiro título do Knicks em 53 anos, conquistado em 2026, o que torna a conversa mais delicada do que aritmética.
3. Amen Thompson, Rockets: US$ 251 milhões
O teto do contrato de calouro dele chega a 5 anos e cerca de US$ 251 milhões. A expectativa da liga é que o Rockets ofereça bem abaixo disso, na faixa de 20% a 23% do teto salarial, que é o padrão de negociação da franquia.
Escolha número 4 do draft de 2023, Thompson entrou no Primeiro Time de Defesa em 2024-25. É o tipo de jogador que a franquia quer travar cedo, e o desconto costuma ser o preço da segurança.
4. Ausar Thompson, Pistons: US$ 162 milhões
O irmão está elegível desde 6 de julho a uma extensão de 5 anos e US$ 162 milhões, e a negociação não anda por um motivo alheio a ele: o Pistons precisa resolver antes a situação de Jalen Duren, para saber quanto sobra.
A expectativa é de um acordo na faixa de US$ 30 a 35 milhões por ano. Ausar liderou a liga em roubos de bola em 2025-26 e foi finalista de Defensor do Ano, então o mercado dele não é o problema, o calendário é.
5. Stephen Curry, Warriors: US$ 136,7 milhões
Curry fica elegível em 29 de agosto a uma extensão de 2 anos, que o levaria até 2028-29. A decisão, na prática, é dele: o Warriors sinalizou que paga o valor cheio se ele quiser, e que aceita um desconto se ele preferir dar folga na folha.
Ele termina a temporada 2026-27 com 39 anos, e sem acordo vira agente livre no ano que vem. Os detalhes do que a franquia já colocou na mesa estão na nossa matéria sobre a proposta do Warriors.
6. Cason Wallace, Thunder: US$ 108 milhões
A projeção de US$ 108 milhões é de Keith Smith, do Spotrac, com o contrato de Dyson Daniels, de 4 anos e US$ 100 milhões, como referência de mercado. Wallace entra na última temporada do contrato de calouro, uma opção de equipe de US$ 7,4 milhões.
A troca de Lu Dort, que tirou o Thunder do segundo apron, foi lida na liga como preparação exatamente para essa assinatura. O próprio jogador tirou pressão do assunto: "Não sou movido por dinheiro. Quero competir. Esse é o foco principal para mim."
7. Brandin Podziemski, Warriors: US$ 22 a 24 milhões por ano
O Warriors trabalha com essa faixa anual, enquanto parte da análise da liga coloca o valor justo dele entre US$ 17 e 20 milhões. A diferença parece pequena e não é: ela decide se a franquia consegue montar elenco em volta de Curry.
É um salto grande para quem ganhou média de US$ 4 milhões por ano no contrato de calouro, de 4 anos e US$ 16,2 milhões. Sem acordo até o fim do prazo, ele entra na temporada rumo à agência livre.
8. Zion Williamson, Pelicans: nenhuma oferta à vista
Williamson está elegível, e essa é a única informação confortável da lista. O Pelicans não pretende oferecer nada antes do início da temporada e quer ver uma temporada inteira dele em quadra antes de assumir qualquer compromisso longo.
Restam dois anos do contrato atual, de 5 anos e US$ 197 milhões. Ele mesmo já colocou a hipótese em voz alta: "Eu posso ser trocado. É simplesmente o realismo da coisa."
O que observar até o fim de agosto
Duas datas organizam o resto do mês: 29 de agosto, quando Curry abre a janela dele, e o fim do prazo de extensão de calouro, que fecha o caso dos dois Thompson, de Wallace e de Podziemski. Os casos de Davis, Towns e Zion, esses já foram empurrados para depois da bola subir.
Repare no padrão: em quase todos, o time tem o número máximo disponível e escolhe não pagá-lo. Com o segundo apron mordendo folha salarial em toda a liga, virou mais barato correr o risco de perder o jogador do que travar o teto com ele.
The Athletic



