Vinte jogadores nascidos no Brasil já disputaram ao menos uma partida na NBA. O primeiro foi Rolando Ferreira, em 1988, pelo Portland. O último a chegar foi Gui Santos, que hoje é o único brasileiro com espaço fixo na rotação de um time, no Warriors.
- Nenê é quem mais durou: 17 temporadas e 965 jogos, entre 2002 e 2019.
- Três brasileiros têm anel: Tiago Splitter, Leandrinho Barbosa e Anderson Varejão.
- Nenhum brasileiro jogou um All-Star Game até hoje.
- Em 2025-26, Gui Santos fez 9,2 pontos em 68 jogos, com 30 como titular.
- O auge foi em 2015-16 e 2016-17, com nove brasileiros na liga ao mesmo tempo.
Os 20 brasileiros que jogaram na NBA
| Jogador | Temporadas | Times | Jogos | Pontos |
|---|---|---|---|---|
| Rolando Ferreira | 1988-1989 | Blazers | 12 | 0,8 |
| Pipoka | 1991-1992 | Mavericks | 1 | 2 no total |
| Nenê | 2002-2019 | Nuggets, Wizards, Rockets | 965 | 11,3 |
| Alex Garcia | 2003-2005 | Spurs, Pelicans | 10 | 4,7 |
| Leandrinho Barbosa | 2003-2017 | Suns, Warriors e outros | 850 | 10,6 |
| Rafael Bábby | 2004-2007 | Raptors, Jazz | 139 | 2,8 |
| Anderson Varejão | 2004-2017 | Cavaliers, Warriors | 627 | 7,3 |
| Marquinhos | 2006-2008 | Pelicans | 26 | 1,9 |
| Tiago Splitter | 2010-2017 | Spurs, Hawks, Sixers | 355 | 7,9 |
| Fab Melo | 2012-2013 | Celtics | 6 | 1,2 |
| Scott Machado | 2012-2013 e 2018-2019 | Rockets, Lakers | 10 | 1,8 |
| Vitor Faverani | 2013-2014 | Celtics | 37 | 4,4 |
| Lucas Bebê | 2014-2018 | Raptors | 141 | 3,2 |
| Bruno Caboclo | 2014-2021 | Raptors, Grizzlies, Rockets | 105 | 4,2 |
| Marcelinho Huertas | 2015-2017 | Lakers | 76 | 3,9 |
| Raulzinho | 2015-2023 | Jazz, Sixers, Wizards, Cavaliers | 435 | 5,7 |
| Cristiano Felício | 2015-2021 | Bulls | 252 | 4,3 |
| Didi Louzada | 2021-2022 | Pelicans, Blazers | 12 | 3,6 |
| Gui Santos | desde 2023 | Warriors | em atividade | 9,2 em 2025-26 |
| Mãozinha Pereira | 2024 | Grizzlies | 7 | 6,9 |
Os números são de carreira, com exceção de Gui Santos, que segue em atividade e aparece com a média da temporada 2025-26.
Nenê, o que foi mais longe
Nenhum brasileiro chegou perto do que Nenê construiu. Foram 17 temporadas e 965 jogos entre Nuggets, Wizards e Rockets, com média de 11,3 pontos e aproveitamento de quadra que passou dos 54%. Ele foi escolhido no Draft de 2002 e virou titular quase imediatamente, algo que nenhum compatriota tinha conseguido.
Mesmo assim, nunca disputou um All-Star Game. Participou de atividades do fim de semana das estrelas em 2003 e 2004, e ficou nisso. É a maior lacuna do currículo brasileiro na liga: em quase quatro décadas, nenhum jogador do país entrou em quadra na partida principal.
Os três anéis
Tiago Splitter foi o primeiro, campeão pelo Spurs em 2014, no time que devolveu a derrota ao Heat de LeBron James. Leandrinho Barbosa veio logo depois, campeão pelo Warriors em 2015. E Anderson Varejão fechou a conta em 2017, também pelo Warriors, depois de treze temporadas de Cleveland sem título.
São três anéis em vinte jogadores. Nenhum deles era peça principal na campanha, mas todos estavam no elenco quando a temporada acabou do jeito certo.
Gui Santos, o único da vez
Revelado pelo Minas, onde jogou seis temporadas no NBB, Gui Santos foi escolhido na 55ª posição do Draft de 2022, quase no fim da segunda rodada. Levou três temporadas para virar rotação de verdade, e conseguiu em 2025-26: 68 jogos, 30 deles como titular, 9,2 pontos, 3,9 rebotes e 2,3 assistências em 20,5 minutos.
O pico veio em 25 de março de 2026, contra o Nets, quando fez 31 pontos acertando 11 dos 16 arremessos e comandou uma virada que terminou 109 a 106. É a terceira maior pontuação de um brasileiro em um jogo da NBA.
O caso Tristan da Silva
Ele não entra na lista dos 20, e a razão é técnica: nasceu em Munique. Mas é filho do ex-boxeador brasileiro Valdemar da Silva, tem as duas nacionalidades e foi escolhido na 18ª posição do Draft, a mais alta já alcançada por alguém com passaporte brasileiro.
Da Silva joga pelo Magic e defende a seleção da Alemanha. É o tipo de caso que a lista tradicional não comporta e que a torcida brasileira reivindica de qualquer jeito, com alguma razão.
O que quase aconteceu em 1976
Doze anos antes de Rolando Ferreira estrear, o pivô Marquinhos Abdalla foi escolhido pelo Portland na 162ª posição do Draft de 1976. Recusou, para seguir defendendo a seleção brasileira, e nunca jogou na liga. Por isso não aparece entre os 20.
Era outra época, em que a NBA pagava pouco e a seleção pesava mais que um contrato. A decisão dele adiou em mais de uma década a primeira aparição brasileira na melhor liga do mundo.
Vinte em trinta e oito anos
A conta é modesta para um país desse tamanho. O Brasil teve nove jogadores simultâneos em 2015-16 e 2016-17, e desde então a curva só desceu, até sobrar um.
Gui Santos, aos 23 anos, carrega sozinho o número. Se a temporada 2025-26 dele virar padrão em vez de exceção, o vigésimo nome da lista pode ser o que reabre a porta.
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