Klay Thompson acertou o buyout com o Mavericks nesta sexta-feira e vai assinar com o Heat assim que passar pelo waiver. Miami usa a exceção de nível médio de US$ 8,9 milhões. O Lakers, que disputou o jogador até o fim, ficou sem o reforço que procurava no perímetro.
- Thompson tem 36 anos e deixa Dallas depois de 141 jogos em duas temporadas.
- Ele abriu mão do último ano de US$ 17,4 milhões para virar agente livre.
- Nas duas temporadas por Dallas, média de 12,9 pontos e 38,7% nos arremessos de três.
- São 2.899 bolas de três na carreira, quarto lugar na história da NBA.
- O Heat tinha cerca de US$ 10,6 milhões antes do teto duro do primeiro apron.
O que o Heat pagou
Miami entrou com a exceção de nível médio, US$ 8,9 milhões, e não precisou abrir mão de ninguém do elenco. A franquia tinha cerca de US$ 10,6 milhões de espaço antes de bater no teto duro do primeiro apron, e vinha segurando essa ficha de propósito: recusou gastá-la em Bradley Beal e em DeMar DeRozan ao longo da offseason. Guardou para Thompson.
O Lakers ficou pelo caminho
O Lakers e o Heat foram os dois finalistas desde que o buyout virou possibilidade real. A diferença esteve no caminho: Miami esperava a agência livre, enquanto Los Angeles precisava convencer Dallas a fazer uma troca antes disso. Quando Thompson pediu a rescisão e a decisão passou a ser dele, a espera de Miami virou vantagem.
Não é pouca coisa para quem perdeu. O Lakers passou a offseason inteira atrás de arremesso de perímetro e viu o melhor nome disponível assinar com um rival direto de Leste, num elenco que já tem dois All-Stars.
Dallas resistiu até o jogador pedir
O Mavericks passou semanas recusando o buyout, porque queria trocar Thompson por algum ativo em vez de liberá-lo de graça. Cedeu quando o próprio jogador foi à diretoria pedir a saída.
"Klay é um dos grandes jogadores e competidores da geração dele, e somos gratos por tudo que ele trouxe para a organização do Mavericks", disse Masai Ujiri, presidente da franquia, no anúncio da rescisão.
Um time ficou de fora da disputa antes mesmo de ela começar: o Warriors, que não podia assinar dispensado por estar acima do primeiro apron. A regra que barrou o reencontro está explicada em Warriors quer Klay Thompson, mas a regra proíbe.
Os números que o Heat está comprando
Antes de julgar o tamanho do contrato, vale olhar a linha das três últimas temporadas. Duas coisas caem juntas nela, e uma terceira se recusa a acompanhar.
| Temporada | Pontos por jogo |
|---|---|
2023-24 Warriors, 77 jogos, 29,7 min | 17,9 38,7% de três |
2024-25 Mavericks, 72 jogos, 27,3 min | 14,0 39,1% de três |
2025-26 Mavericks, 69 jogos, 21,7 min | 11,7 38,3% de três |
O minuto em quadra caiu de 29,7 para 21,7 e a pontuação acompanhou, mas o aproveitamento de três oscilou meio ponto percentual em três anos. É o que explica uma exceção de nível médio em vez de algo maior: Miami não está comprando o volume de 2023-24, está comprando a mão, que sobreviveu à queda.
O papel que espera em Miami
A vaga é a de especialista em arremesso de recepção, o mesmo desenho que Ray Allen ocupou nos títulos de Miami entre 2012 e 2014. Thompson não precisa criar jogada nem segurar a bola: precisa estar no canto quando a defesa colapsar sobre Giannis Antetokounmpo e Bam Adebayo.
Ele também reencontra Andrew Wiggins, companheiro de título no Warriors em 2022. E chega com quatro anéis e um currículo de playoffs que o elenco de Miami não tem em abundância, o que pesa tanto quanto o arremesso.
Quero competir por um título, ter a chance de ir atrás de mais um.
Aos 36 anos, com 40,9% de três na carreira, ele aposta que o corpo aguenta mais uma corrida atrás do quinto anel. O Heat aposta US$ 8,9 milhões que sim.



