O Warriors quer Klay Thompson de volta, mas não pode contratá-lo agora. Ao renovar com Draymond Green, o time passou do primeiro apron, e o CBA barra quem está nessa faixa de assinar jogador dispensado que ganhe acima da exceção de nível médio. A volta só fica viável em 2027.
- O Warriors passou do primeiro apron de US$ 209 milhões ao renovar com Draymond Green.
- Klay Thompson recebe US$ 17,4 milhões em 2026-27, último ano do contrato com o Mavericks.
- Time acima do apron não pode assinar dispensado que ganhe mais de US$ 15 milhões.
- O Mavericks resiste ao buyout e busca troca; Heat e Lakers aparecem na fila.
- O Warriors venceu 37 jogos e caiu no play-in pela segunda vez em três anos.
A conta que fecha a porta
O primeiro apron da temporada 2026-27 está em US$ 209 milhões. O Warriors cruzou essa linha quando Draymond Green aceitou um contrato de um ano e US$ 27,7 milhões. A folha chegou a cerca de US$ 213 milhões com 12 jogadores, o que deixa a franquia presa ao mínimo veterano para fechar o elenco.
É aí que a regra morde. Time acima do primeiro apron não pode assinar jogador dispensado cujo salário original passe da exceção de nível médio para quem não paga imposto, hoje em US$ 15 milhões. Thompson tem US$ 17,4 milhões a receber. São US$ 2,4 milhões de diferença que valem uma temporada inteira de espera.
O recado do insider é direto
Brett Siegel, da ClutchPoints, resumiu o cenário sem deixar margem para interpretação criativa.
"Um reencontro entre o Klay e o Warriors só poderia acontecer se ele virasse agente livre, e isso não é por buyout. Estamos falando da próxima offseason, quando o Warriors não for um time de primeiro apron nem de segundo apron. Se ele for dispensado do contrato agora, o Warriors não pode assiná-lo por causa das regras do CBA."
Dallas segura o passe e tem fila na porta
O Mavericks não quer simplesmente liberar o jogador. A franquia insiste em achar uma troca que devolva algum ativo, e resiste ao buyout mesmo com o veterano fora do cronograma da reconstrução. Se a troca não sair, o aperto de vagas no elenco pode acabar forçando a mão.
- Heat e Lakers são vistos como favoritos caso ele chegue ao mercado, por estarem mais perto do título.
- O Warriors receberia o ídolo "de braços abertos", segundo fontes do time, mas só numa agência livre limpa.
- Thompson segue como arremessador de elite, com criação ocasional no perímetro.
A janela real se chama 2027
O contrato de Thompson termina no fim de 2026-27. A partir daí ele vira agente livre pelo caminho normal, sem a trava que o buyout cria, e a folha do Warriors ganha espaço para movimentos maiores no verão de 2027. É a primeira data em que o reencontro deixa de ser fantasia de torcedor e vira decisão de basquete.
Enquanto isso, Golden State corre 2026-27 praticamente com o mesmo grupo que ganhou 37 jogos e caiu no play-in pela segunda vez em três anos. Curry, Green, Porzingis, Horford, Melton e Gary Payton II de novo. O reforço que a torcida pede tem nome, tem interesse mútuo e tem até vaga no vestiário. Só não tem permissão.



