Knicks campeão trava a extensão de Karl-Anthony Towns
Towns pode assinar até US$ 276 milhões, mas o Knicks fala em US$ 45 a 50 milhões por ano e trava no segundo apron. A conversa parou antes do camp.
A negociação da extensão de Karl-Anthony Towns com o Knicks parou, segundo Shams Charania e Vincent Goodwill, da ESPN, e um acordo antes do training camp é improvável. Towns pode assinar até quatro anos e US$ 276 milhões, mas a conversa em Nova York começa bem abaixo disso.
- Segundo Ian Begley, da SNY, o Knicks discutiu salários iniciais de US$ 45 a 50 milhões por ano.
- Fontes da liga dizem à ESPN que Towns aceita receber menos que o máximo.
- Nos playoffs do título, ele teve 15,9 pontos, 10,6 rebotes e 55% nos arremessos.
- O pivô completa 31 anos em meados de novembro.
- Mitchell Robinson já saiu para o Celtics, vítima da mesma conta salarial.
Quanto o Knicks oferece e quanto Towns pode receber
A distância entre as duas pontas fica mais clara quando os valores entram na mesma escala, a de milhões de dólares por temporada.
| Valor | Por temporada |
|---|---|
Teto da extensão quatro anos e US$ 276 milhões | US$ 69 mi média anual |
Opção de jogador em 2027-28 último ano do contrato atual | US$ 61 mi se ele exercer |
Salário em 2026-27 o que ele recebe nesta temporada | US$ 57 mi garantido |
Proposta discutida pelo Knicks primeiro ano, segundo a SNY | US$ 45 a 50 mi salário inicial |
O teto da extensão dá média de US$ 69 milhões por ano. A faixa que o Knicks pôs na mesa começa entre US$ 19 e 24 milhões abaixo disso, e até US$ 12 milhões abaixo do salário que Towns já recebe nesta temporada. É por isso que a conversa emperrou: o que se discute não é se ele fica, é o tamanho do desconto.
O que dizem os repórteres que acompanham a negociação
A ESPN descreve as conversas como extensas durante a offseason e cordiais, mas sem movimento recente. Begley, da SNY, acrescenta que o tom segue positivo e que a diretoria deixou claro que quer Towns por muito tempo. Nenhum dos lados rompeu, e a janela não fecha com o training camp: a negociação pode seguir durante a temporada.
O que é o segundo apron e por que Dolan não aceita entrar nele
O segundo apron é a linha de gasto mais alta da NBA, acima do teto salarial e do imposto de luxo, e quem passa dela perde ferramentas de montar elenco: não pode juntar salários em uma troca, não usa a exceção de nível médio e pode ver a escolha de primeira rodada empurrada para o fim da fila. O dono do Knicks, James Dolan, já avisou em junho que não paga esse preço.
Existem certas coisas na NBA que você teria que ser suicida para fazer. Uma delas é o segundo apron.
Na mesma entrevista, dias depois do título, ele deixou a regra ainda mais explícita: “Eu vou fazer o maior cheque possível, mas não posso fazer um cheque que entre no segundo apron”. O Knicks terminou 2025-26 apenas US$ 200 mil abaixo da linha, segundo a ESPN, e já perdeu Mitchell Robinson para o Celtics por causa dessa margem.
Towns já disse que o dinheiro não é o principal
O argumento do Knicks se apoia em uma fala antiga do próprio jogador. Em dezembro de 2025, quando o assunto era a extensão que ele poderia assinar naquela época, Towns falou ao New York Post sobre ficar em Nova York: “Com certeza eu quero ficar aqui… Isso significa mais do que o dinheiro”. E completou que gostaria que a relação continuasse.
De lá para cá, ele virou campeão. O Knicks venceu 16 dos 19 jogos dos playoffs, bateu o Spurs em cinco na final e ganhou o primeiro título em 53 anos, com Towns como segundo pilar ao lado de Jalen Brunson. É esse currículo que ele leva para a mesa, contra um dono que já fixou o limite antes de a conversa começar.
Hart, Brunson e Anunoby são as próximas contas do Knicks
A extensão de Towns não é a única na fila. Josh Hart já está elegível e também deve receber bem menos que o teto. Brunson e OG Anunoby ficam elegíveis na próxima offseason, e a NBC Sports lembra que os novos contratos de Brunson, Hart e Anunoby começariam todos em 2028-29, o mesmo ano em que a extensão de Towns já estaria correndo.
Cada dólar a mais para Towns sai do espaço desses três. O time que tenta quebrar a sequência de oito anos sem bicampeão entra no training camp com o maior salário do elenco sem extensão assinada e com a opção de US$ 61 milhões nas mãos dele, e não do Knicks.








