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Josh Hart reage ao contrato que o Knicks não quer dar

Hoop78 24 de Agosto de 2026

Josh Hart ficou elegível a uma extensão de até US$ 132 milhões com o Knicks, mas não vai receber nada perto disso. A conversa real em Nova York é de três temporadas e algo entre US$ 60 e 62 milhões. Ele respondeu ao assunto com deboche.

Direto ao ponto
  • Ele passou a poder assinar a extensão em 10 de agosto, ao completar o tempo exigido de contrato.
  • O teto da regra é de quatro anos e US$ 132 milhões, ou US$ 33 milhões por temporada.
  • Na temporada passada foram 12,0 pontos, 7,4 rebotes e 4,8 assistências em 66 jogos.
  • Ele acertou 41,3% dos arremessos de três, melhor marca da carreira dele em Nova York.

A resposta que ele deu

Quando a diferença entre o teto e a oferta apareceu na imprensa, Hart não reclamou nem cobrou. Fez piada com o próprio valor, e a frase rodou mais que a notícia original.

Que pena, eu esperava aqueles 132. Aceito 131.

Josh Hart, ala do Knicks

A brincadeira funciona porque todo mundo entende a conta. Um jogador que faz o serviço sujo de um time campeão sabe exatamente onde está na hierarquia salarial, e sabe também que ninguém paga máximo para quem pega rebote defensivo e corre em transição.

O tamanho da diferença

A distância entre o que a regra permite e o que a franquia pretende pagar não é detalhe de negociação, é outra faixa de jogador.

CenárioValor por temporada
Teto da extensão
quatro anos, US$ 132 milhões
US$ 33,0 mi
o que a regra permite
 
Oferta esperada
três anos, cerca de US$ 61 milhões
US$ 20,3 mi
o que se fala em Nova York
 

São cerca de 60% do teto, e mais de US$ 12 milhões de diferença por temporada. Num time que já opera perto das travas do teto salarial, esses milhões são exatamente o que separa manter a rotação inteira de precisar dispensar alguém.

Por que o Knicks segura o valor

Hart vive de energia e de rebote, não de arremesso criado. É o tipo de jogador cujo valor cai rápido quando as pernas caem, e o histórico da NBA está cheio de contratos longos assinados com alas de esforço que viraram peso morto no terceiro ano.

Do outro lado, ele foi peça do time que quebrou um jejum de 53 anos em junho, batendo o Spurs por 4 a 1 na final, e substituir isso no mercado custaria mais que a diferença discutida. É a tensão de sempre entre o que o jogador vale para o time e o que ele valeria para outro time.

O que acontece se não assinar

Sem acordo agora, o assunto volta na próxima offseason em condições piores para os dois lados: ele chega ao mercado com um ano a mais e o Knicks perde a chance de travar o valor antes que a concorrência apareça.

Por isso a piada do Hart diz mais do que parece. Ele não está pedindo os 132, está avisando que sabe da conta, e que vai assinar sabendo. É a diferença entre aceitar menos e aceitar menos calado.

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