Jonathan Kuminga perdeu os dois times que lideravam a disputa por ele. O Lakers gastou o espaço salarial que tinha e agora só consegue contratá-lo por sign-and-trade. O Cavaliers virou a atenção para Peyton Watson. O ala de 23 anos segue livre, e o preço que ele pede vem caindo.
- A oferta do Lakers, de dois anos por US$ 20 milhões, saiu da mesa.
- Com Collin Sexton e Quentin Grimes contratados, o Lakers ficou sem espaço salarial.
- Jake Fischer disse em 11 de agosto que o Cavaliers priorizou Peyton Watson.
- O pedido de Kuminga caiu de cerca de US$ 25 milhões por ano para US$ 15 milhões.
- Os direitos seguem com o Hawks, que pediu a escolha de 2032 do Lakers.
O Lakers gastou o dinheiro que era dele
A conta mudou em Los Angeles. O time fechou com Collin Sexton, que fez 15,4 pontos, 3,3 assistências e 2,3 rebotes por jogo na temporada passada, e com Quentin Grimes, reserva do 76ers com 13,4 pontos e 3,6 rebotes. Com as duas assinaturas oficializadas, acabou a margem para pagar os cerca de US$ 10 milhões por temporada que estavam na mesa.
Na prática, a proposta de dois anos por US$ 20 milhões, que já era considerada baixa pelo jogador no começo do mês, deixou de existir na forma original. Para levar Kuminga agora, o Lakers precisa montar um sign-and-trade com o Hawks, que detém os direitos.
E esse caminho tem pedágio. O Hawks pediu a escolha de primeira rodada de 2032, a única que Los Angeles pode negociar, e o Lakers recusou. Sem essa peça, a conversa trava nos mesmos termos de três semanas atrás.
O Cavaliers entrou na fila de outro nome
O outro finalista também esfriou. Em 11 de agosto, o repórter Jake Fischer disse ao vivo no Bleacher Report que "Cleveland está, eu acho, priorizando um esforço por Peyton Watson em comparação a Jonathan Kuminga neste momento".
Não é desistência formal. O Cavaliers pode voltar a Kuminga se não fechar com Watson, restrito do Nuggets. Mas a ordem da fila mudou, e ela mudou por um motivo que não tem nada a ver com o jogador: depois que LeBron James decidiu assinar com o 76ers, Cleveland reorganizou as prioridades do elenco.
O preço caiu, e isso conta a história
A trajetória do que Kuminga pede é o melhor termômetro do que aconteceu com ele neste verão americano. Em julho, o noticiário de bastidores falava em algo perto de US$ 25 milhões por temporada. No começo de agosto, o número virou cerca de US$ 20 milhões. Agora, os relatos falam em pelo menos US$ 15 milhões.
São dez milhões de dólares por ano evaporados em pouco mais de um mês, sem que ele jogasse uma única partida. O contrato anterior, com o Warriors, foi de dois anos e US$ 48,5 milhões.
O que trava não é só o valor. Kuminga quer vínculo curto, para voltar ao mercado logo, e o formato de sign-and-trade exige contrato de no mínimo três temporadas. As duas coisas não cabem juntas, e é por isso que ele aparece na mesma lista de impasses de Jalen Duren e James Harden.
Quem sobrou na disputa
Com Lakers e Cavaliers recuados, os nomes que seguem ligados a ele são o Timberwolves e o Clippers. O Timberwolves esbarra no mesmo problema de sempre: só tem a exceção de meio nível, perto de US$ 6 milhões, muito abaixo do que o jogador aceita.
A temporada começa em 20 de outubro. Kuminga tem até lá para escolher entre receber menos do que imaginava ou aceitar o prazo longo que ele vinha recusando. Pelo andar das últimas três semanas, uma das duas vai ter que ceder, e não parece que serão os times.
Bleacher Report



