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O que o Lakers ofereceu por Kuminga que o Hawks recusou

Hoop78 18 de Agosto de 2026

O Lakers ofereceu a Jonathan Kuminga um contrato bem maior que o do Timberwolves, segundo Shams Charania em 14 de agosto. O negócio não anda por um motivo que quase não aparece nas manchetes: Kuminga é agente livre do Hawks, não do Warriors, então todo caminho depende de um sign-and-trade que Atlanta vem recusando.

Direto ao ponto
  • Kuminga pede entre US$ 15 e 20 milhões por temporada.
  • O Bucks tem exceção de troca de US$ 25,5 milhões vinda do negócio do Giannis.
  • O Kings só se sente confortável oferecendo o salário mínimo.
  • Cleveland precisa abrir espaço salarial antes de propor qualquer coisa.
  • A troca de quatro times que circulou é proposta de site, não negociação.

Por que tudo passa pelo Hawks

Este é o dado que muda a leitura do caso. Kuminga foi trocado pelo Warriors para o Hawks na data-limite de fevereiro de 2026. Como agente livre, quem detém os direitos para assinar e trocar é Atlanta, e um time sem espaço salarial só consegue ficar com ele por sign-and-trade.

Ou seja, não basta Kuminga e o comprador combinarem valor. O Hawks precisa gostar do que recebe em troca, e é aí que trava. Eric Pincus relatou em 11 de agosto que Atlanta não tem interesse em Jarred Vanderbilt, que é justamente a peça que o Lakers tem para oferecer.

O sinal da camisa 0

Em 10 de agosto, Lu Dort apareceu com a camisa 0 do Hawks, que era a de Kuminga, segundo Etienne Catalan. Dort chegou a Atlanta em 19 de julho, numa troca de três times envolvendo Thunder e Mavericks, e usava a 5 em Oklahoma City.

Vale dar a esse detalhe o tamanho certo: é sinal, não prova. Time redistribui número o tempo todo, e se Kuminga voltar ele simplesmente escolhe outro. O que dá peso ao gesto é o contexto, porque foi o próprio Hawks que não exerceu a opção de contrato dele no começo da janela, e foi isso que o empurrou para a agência livre. Atlanta abriu mão do jogador e depois entregou o número dele.

O que o Lakers colocou na mesa

Aqui vale separar o que se sabe do que não se sabe, porque o relato de Shams Charania não traz cifra fechada. Sabe-se que a proposta do Lakers é bem maior que a do Timberwolves e que a moeda de troca disponível em Los Angeles é Jarred Vanderbilt mais escolhas de Draft. Não se sabe o valor exato nem a duração, e ninguém que publicou um número até agora tinha fonte para ele.

O que dá para afirmar com precisão é o que o regulamento obriga. Num sign-and-trade o contrato tem que ser de três ou quatro anos, com o primeiro ano integralmente garantido, e precisa ser assinado antes do primeiro dia da temporada regular, que começa em 20 de outubro. Não existe acerto de um ano para destravar agora e revisar depois: quem entra, entra por três temporadas no mínimo.

A mesma regra explica por que só Atlanta pode fazer esse negócio. O jogador precisa ter terminado a temporada anterior no elenco do time que assina, e Kuminga terminou 2025-26 no Hawks. Não é preferência de ninguém, é a única porta que existe.

A cronologia, com quem disse o quê

Seis meses de novela, do dia da troca até agora
FEVEREIRO DE 2026
Kuminga deixa o Warriors e vai para o Hawks na data-limite de trocas.
21 DE JULHO
Evan Sidery relata interesse renovado do Bucks, que tem uma exceção de troca de US$ 25,5 milhões vinda do negócio do Giannis.
5 DE AGOSTO
Anthony Slater diz que o Kings segue interessado, mas só se sente confortável com o salário mínimo.
10 DE AGOSTO
Lu Dort aparece com a camisa 0, que era de Kuminga, segundo Etienne Catalan.
11 DE AGOSTO
Eric Pincus relata que Kuminga ficou decepcionado com as primeiras ofertas do Lakers e que o Hawks não quer Vanderbilt.
14 DE AGOSTO
Shams Charania relata que o Lakers ofereceu bem mais que o Timberwolves e que o Cavaliers segue na disputa.
17 DE AGOSTO
Marc Stein diz que Cleveland busca espaço salarial para perseguir Kuminga ou Peyton Watson.

O que cada pretendente pode fazer

São quatro times na conversa e nenhum deles consegue resolver sozinho. O Lakers tem a oferta mais alta, mas não tem a moeda de troca que Atlanta quer. Cleveland aparece nos relatos de Shams e de Marc Stein, e precisa abrir espaço antes de propor qualquer coisa, com Kuminga virando alvo principal se Peyton Watson não sair.

O Bucks é o caso mais curioso. Milwaukee ficou com uma exceção de troca de US$ 25,5 milhões quando mandou Giannis Antetokounmpo para o Heat, e essa exceção dá um caminho limpo de sign-and-trade com o Hawks, sem precisar casar salário na unha. Já o Kings segue por perto oferecendo o mínimo, o que não conversa com um jogador que pede acima de US$ 15 milhões.

O que é relato e o que é invenção de internet

Vale separar, porque nesta novela as duas coisas circulam juntas e com a mesma cara de manchete.

É relato: a oferta do Lakers acima da do Timberwolves (Shams), a recusa do Hawks a Vanderbilt (Pincus), o interesse do Bucks e a exceção de US$ 25,5 milhões (Sidery), e a busca de espaço em Cleveland (Stein).

Não é relato: a troca de quatro times mandando Kuminga ao Lakers por US$ 77,4 milhões, com Dalton Knecht ao Bulls e Jaden Hardy ao Nets. Isso é proposta montada por um analista, não negociação em curso. E o contrato de três anos e US$ 45 milhões que virou manchete também não é oferta: foi um meio-termo hipotético sugerido por Jovan Buha em julho.

O efeito dominó que já dura meses

Enquanto ele não assina, gente abaixo dele na fila fica sem saber quanto sobra. O Hoop78 já mostrou como Duren, Kuminga e Harden travaram a free agency uns aos outros, e esse nó continua atado.

Uma correção ao que publicamos aqui: em 13 de agosto esta cobertura disse que Lakers e Cavaliers tinham saído da disputa. Era o que se sabia naquele dia, e o relato do Shams no dia seguinte mostrou o contrário: os dois seguem na mesa. O acompanhamento do que continua em aberto fica na nossa página de rumores e negociações.

Datas e autoria de cada relato conferidas na cronologia do Hoops Rumors, em 18 de agosto de 2026.

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