Porter Jr. subiu para 24 pontos e o Nets se preocupou
Michael Porter Jr. saiu de 18,2 para 24,2 pontos ao trocar Denver por Brooklyn, e a mira caiu junto. O Nets respondeu trazendo Julius Randle.
Michael Porter Jr. marcou 24,2 pontos por jogo na primeira temporada em Brooklyn, seis a mais do que fazia em Denver. E acertou menos: o aproveitamento de quadra caiu de 50,4% para 46,3%. O Nets leu os dois números juntos e passou a offseason inteira buscando quem tirasse peso das costas dele.
- Julius Randle chegou de troca, junto com a 28ª escolha do Draft.
- Keon Ellis e Moritz Wagner também entraram no elenco.
- Nic Claxton, Ochai Agbaji e Ziaire Williams saíram.
- Porter Jr. entra no último ano de contrato, a US$ 40,8 milhões.
- O Rockets tem direito de troca sobre a primeira escolha do Nets em 2027.
O que os números dizem sobre a temporada dele
Volume e eficiência costumam andar em direções opostas quando um jogador vira a primeira opção de um time ruim. Foi exatamente o que aconteceu na travessia de Denver para Brooklyn.
| Temporada | Acerto de quadra |
|---|---|
2024-25, no Nuggets 18,2 pontos e 39,5% nas bolas de três | 50,4% |
2025-26, no Nets 24,2 pontos e 36,3% nas bolas de três | 46,3% |
Foram 52 jogos em cada uma das duas temporadas, o que torna a comparação honesta. Ao lado de Nikola Jokic, Porter Jr. recebia a bola já no lugar certo e quase sempre com vantagem. Em Brooklyn ele passou a criar o próprio arremesso, e o preço apareceu nos quatro pontos percentuais de acerto e nos três que sumiram da linha de três.
O que ele fez quando a mão entrou
A leitura fria dos percentuais esconde o outro lado, que é o motivo de o Nets não querer se desfazer dele.
Em dezembro ele virou o primeiro jogador da história do Nets a emendar três partidas seguidas com 30 pontos, 5 rebotes e 5 bolas de três, segundo a própria liga. Marcou 35 duas vezes na temporada. Foram também os melhores números de pontos, rebotes e assistências da carreira dele.
Por que o Nets comprou ajuda em vez de vender
Com um contrato terminando em US$ 40,8 milhões e um time em reconstrução, ele era a peça mais fácil de negociar do elenco. Brooklyn foi para o lado contrário.
Julius Randle chegou de troca, e a operação ainda rendeu a 28ª escolha do Draft. Keon Ellis e Moritz Wagner entraram para dar rodízio. Do outro lado saíram Nic Claxton, Ochai Agbaji, Ziaire Williams e Jalen Wilson. A própria NBA descreveu o movimento como dar ajuda imediata a um jogador sobrecarregado.
Randle é o nome que muda a conta. Ele resolve no garrafão e força a defesa a escolher, o que devolve a Porter Jr., um dos nomes de quem se espera salto em 2026-27, o tipo de arremesso que ele tinha em Denver, com o defensor um passo atrasado.
O que está em jogo nesta temporada
Existe uma trava que explica a pressa. O Rockets tem direito de troca sobre a primeira escolha do Nets no Draft seguinte, o que significa que perder muito não devolve a Brooklyn o prêmio de consolação de perder muito. O time precisa ser competitivo agora, e não em duas temporadas.
Porter Jr. entra no último ano de contrato dentro desse cenário. Se a eficiência voltar aos níveis de Denver com o mesmo volume de Brooklyn, ele renova em posição de força. Se os 46,3% se repetirem, o Nets terá gasto uma offseason inteira para provar que o problema não era o entorno.








