Ben Simmons voltou a treinar sem nenhuma limitação física, aos 30 anos, num minicamp organizado por jogadores da seleção da Austrália em Melbourne. Ele quer voltar à NBA, aceita assinar pelo salário mínimo da liga e, segundo a Reuters, já recebeu uma proposta não garantida de um time do Oeste.
- Treina sem restrição em Melbourne, com jogadores da seleção australiana.
- Não joga desde março de 2025, pelo Clippers, e ficou fora de toda a 2025-26.
- Aceita o salário mínimo e tem proposta não garantida de um time do Oeste.
- Desde 2018-19 nunca disputou mais de 58 jogos numa temporada.
- O objetivo declarado é jogar a Olimpíada de Los Angeles, em 2028.
O que mudou em seis dias
Em 4 de agosto, o Hoop78 mostrou que ele estava sem agente e avaliando se continuaria jogando: Bernie Lee havia comunicado ao sindicato dos jogadores que não o representava mais, e a aposentadoria estava na mesa. Seis dias depois, o cenário virou.
A informação da Reuters é de treino liberado, sem restrição nenhuma, e de disposição para aceitar o piso salarial. Não é contrato assinado nem promessa de minutos. É a diferença entre estar fora do mercado e voltar a ter um preço.
O número que explica a desconfiança
Existe um dado que resume por que os times hesitam, e ele não tem a ver com talento. Desde a temporada 2018-19, Simmons nunca disputou mais de 58 jogos num único ano. Foram costas, confiança e um recuo ofensivo que se retroalimentaram. Contratar por mínimo é justamente o preço que se paga por essa dúvida.
A última partida oficial dele foi pelo Clippers, em março de 2025. A temporada 2025-26 inteira passou em recuperação.
O tamanho do que ele já foi
Vale lembrar de quem se está falando. Simmons foi a primeira escolha do Draft de 2016, pelo Sixers, e Calouro do Ano na estreia, em 2017-18. Depois somou três convocações para o All-Star e duas aparições no time ideal de defesa.
Em 383 partidas na liga, tem médias de 13,1 pontos, 7,4 rebotes, 7,2 assistências e 1,5 roubo de bola. Passou por Sixers, Nets e Clippers. É um pivô-armador de 2,08 metros que enxergava a quadra como poucos, e que nunca resolveu o arremesso.
O plano vai além da NBA
O horizonte declarado não termina num contrato de mínimo. Ele quer estar na seleção da Austrália na Olimpíada de Los Angeles, em 2028, e é isso que explica o minicamp em Melbourne com os companheiros de seleção. Voltar à liga é o caminho, não o destino.
Ainda é cedo para tratar a volta como fato: uma proposta não garantida significa exatamente que o time pode dispensá-lo antes do início da temporada sem pagar o contrato cheio. Mas para quem estava sem agente há uma semana, ter um time disposto a olhar já é mudança de patamar. O resto do mercado parado está no nosso acompanhamento de rumores.
Reuters



