Yaxel Lendeborg é o único rosto novo do Warriors para 2026-27. Ala de 2,06m e 23 anos, escolhido em 11º lugar no Draft de 23 de junho, ele chega com envergadura de 2,21m, duas eleições de melhor defensor de conferência e um feito estatístico que, na história do basquete universitário, só Larry Bird tinha.
- Ele começou em junior college e virou o maior reboteiro da história da NJCAA.
- Na UAB, foi duas vezes o melhor defensor da conferência AAC.
- Fez 17,7 pontos e 11,4 rebotes por jogo na última temporada pela UAB.
- Jogou a temporada 2025-26 por Michigan antes de entrar no Draft.
- O Warriors ofereceu a escolha 11 no mercado antes de decidir usá-la.
O feito que ele divide com Larry Bird
Na temporada pela UAB, Lendeborg somou mais de 600 pontos, 400 rebotes e 150 assistências. Na história da primeira divisão do basquete universitário americano, apenas dois jogadores fizeram isso num único ano. O outro é Larry Bird.
A comparação é estatística, não de nível: ninguém está dizendo que ele será Bird. O que o número descreve é o tipo de jogador, alguém que pontua, domina o rebote e ainda distribui, o que é raro num ala grande.
O caminho até a escolha 11
A trajetória dele não é a do calouro típico de loteria. Lendeborg começou no Arizona Western, uma escola de junior college, o degrau abaixo da primeira divisão universitária nos Estados Unidos. Ali virou o maior reboteiro da história da NJCAA, a associação que organiza essa divisão.
Dali foi para a UAB, a universidade do Alabama em Birmingham, onde jogou 2023-24 e 2024-25 e foi eleito duas vezes seguidas o melhor defensor da conferência AAC. Na última parada antes da NBA, jogou 2025-26 por Michigan.
Isso explica a idade. Ele entra na liga com 23 anos, mais velho que a média das escolhas de primeira rodada, e essa é justamente a troca que o Warriors aceitou fazer: menos tempo de desenvolvimento pela frente, mais chance de ajudar já.
Por que o Warriors escolheu ele
Os 2,21m de envergadura e o histórico defensivo apontam para o perfil que o time perdeu de vista nos últimos anos: ala grande que marca várias posições. Com Jimmy Butler e Moses Moody fora do início da temporada, essa vaga na rotação deixou de ser hipótese.
Vale registrar um detalhe de bastidor que o próprio clube não escondeu: a escolha 11 foi oferecida no mercado antes de ser usada, e havia outro nome ranqueado acima dele na lista interna. Não é demérito, é como a maioria das escolhas de loteria acontece, mas evita a narrativa de amor à primeira vista.
O que esperar dele na temporada
Calouro de escolha 11 em time que tratou 2026-27 como ano de transição costuma ganhar minutos mais cedo do que ganharia num candidato ao título. É o cenário em que ele foi escolhido e, com dois desfalques longos no elenco, a porta abriu antes do previsto.



