O Warriors decidiu tratar a temporada 2026-27 como gap year: aposta no desenvolvimento interno em vez de reforço externo. A informação é de Monte Poole, da NBC Sports Bay Area. O time renovou os veteranos, não contratou ninguém vindo de outro elenco e deixou Stephen Curry, aos 38 anos, entrar no último ano de contrato.
- Monte Poole, da NBC Sports Bay Area, apurou que o time encara 2026-27 como gap year.
- São 13 jogadores em contrato padrão, 12 remanescentes, e um único rosto novo.
- É o único time da NBA sem nenhum jogador vindo de outro elenco.
- Curry só fica elegível a estender o contrato em 29 de agosto.
- O time correu atrás de LeBron, Jaylen Brown e Anthony Davis, e não levou nenhum.
O que o Warriors quer dizer com gap year
Gap year, na prática, é ano de espera. O plano não é brigar pelo título, é atravessar a temporada melhorando por dentro: recuperar os lesionados, ajustar o plano de jogo e dar minutos aos jovens. Jimmy Butler e Moses Moody se recuperam de lesão, com expectativa de retorno no meio da temporada. Até lá, a conta cai no colo do Curry.
A diretoria não escondeu. Segundo Poole, o gerente-geral Mike Dunleavy já havia sinalizado à torcida que não haveria muito movimento nesta free agency. Cumpriu à risca.
O elenco mudou uma peça
São 13 jogadores em contrato padrão, e 12 deles já estavam ali na temporada passada. O único rosto novo é Yaxel Lendeborg, escolhido na 12ª posição do Draft. Nenhum outro time da liga terminou o offseason sem assinar ao menos um jogador que estava em outro elenco em 2025-26.
As renovações vieram todas de dentro: Al Horford, Draymond Green, Kristaps Porzingis, De'Anthony Melton e Gary Payton II. Do outro lado, o time deixou Quinten Post escapar. O pivô assinou proposta com o Grizzlies e o Warriors optou por não cobrir.
As estrelas que passaram longe
O barulho do offseason foi grande. O Warriors entrou na disputa por LeBron James, que acabou assinando com o Sixers, e, segundo relatos, sondou trocas por Jaylen Brown e Anthony Davis para engordar a investida. Nenhuma das três frentes saiu do papel.
O relógio do Curry
Curry segue produzindo em nível All-NBA, mas o calendário não negocia. Ele só fica elegível a assinar a extensão em 29 de agosto, por até dois anos e 136,7 milhões de dólares, o que o levaria até 2028-29. Sem acordo, entra na free agency no ano que vem.
O time sinalizou que paga o valor cheio se ele quiser, e aceita desconto se ele preferir aliviar o teto salarial. A pergunta que sobra não é sobre dinheiro. É quantas temporadas de alto nível ainda restam a um armador de 38 anos, e quantas delas a franquia está disposta a gastar esperando.
O padrão que se repete
Não é o primeiro ano de espera. Em análise da Sports Illustrated, o Warriors vem empilhando temporadas de transição desde 2019-20, quando Curry se machucou no quarto jogo e o time virou o pior da liga. Em 2023-24, abriu mão de trocar por Pascal Siakam. Na temporada passada, mandou Jonathan Kuminga embora por Porzingis em vez de apostar tudo.
O risco é fácil de enunciar e difícil de engolir: o Warriors está pedindo a um jogador de 38 anos que espere mais um ano. Se Butler e Moody voltarem inteiros e os jovens derem o passo, o plano se justifica sozinho. Se não, a franquia terá gasto o último ano garantido do maior arremessador da história olhando para dentro. A temporada 2026-27 começa em outubro.
NBC Sports Bay Area



