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Stephen Curry abre o jogo em entrevista!

Thiago Agovino
Thiago Agovino

Step Curry fala de seus jogadores favoritos na infância e adolescência, se é um bom cozinheiro ou não e também sobre a temporada do Warriors, os objetivos do time e muito mais!

P: Você passou seu pai recentemente na lista de pontos marcados na história da NBA. Você fez brincadeiras com ele sobre isso e qual foi a conversa após ultrapassá-lo?

R: Honestamente foi bem casual. Não tínhamos ciência. Eu não sabia até um dia antes de ir para o jogo em Minnesota quando estava à 17 pontos disso ou algo assim. Mas eu fiz algumas brincadeiras, pois meu pai jogou 16 anos e estou apenas no meu 8º ano, mas provavelmente ele ainda acha que é o melhor arremessador da família, e deveria. E ele sempre faz questão de eu saber disso. Mas, é claro que é uma grande conquista, dentro da família, alcançar em 8 anos o que meu pai conseguiu fazer na carreira dele, espero seguir neste caminho e deixa-lo orgulhoso.

P: Seu pai era um de seus jogadores favoritos? Você, obviamente, era mais próximo da Liga do que muitos garotos crescendo. Quem eram os caras na Liga que você era um grande fã e moldou seu jogo baseado neles?

R: Tem dois caras que eu idolatrava e que gostaria de juntar seus jogos e trazer para o meu: Reggie Miller e Steve Nash. Eu amava o que eles conseguiam fazer. É claro, Steve armando com sua criatividade e o equilíbrio entre passes e chutes. E Reggie, como ele fazia coisas sem ter a bola e seu poder decisivo e competitividade. Eu gostaria de pegar os jeitos de jogar deles e juntar em um só.

Oh, e por alguma razão eu adorava o Byron Russell. Eu não sei o motivo, mas ele era um dos meus jogadores favoritos e até hoje eu não sei dizer o porquê.

P: Mudando de assunto rapidamente. Sua esposa, Ayesha, é conhecida por ser uma cozinheira muito boa, qual é seu prato favorito que ela faz?

R: Meu prato favorito dela é o frango com parmesão. Mas ela tem uma receita de frango grelhado que é uma de suas principais e se isto está no cardápio da noite, será noite boa.

P: Qual a melhor coisa que você faz na cozinha?

R: Não muitas. Sou um cara de poucos talentos. Faço uma macarronada italiana.

P: Algumas perguntas sobre o Warriors. Se você pudesse descrever esta temporada e uma palavra, qual seria?

R: Apenas diferente. Mas os objetivos são os mesmos. Todo ano parece que você segue uma jornada diferente, precisa de uma energia diferente. Neste momento o foco é continuar melhorando e chegar nos Playoff’s saudáveis e com energia, preparados para mais uma corrida até a Final. Não estamos em busca de 73 vitórias. Ainda estamos buscando a primeira colocação para ter mando de quadra, mas tem sido mais como uma montanha russa, como uma temporada é normalmente. O que é ótimo, contanto que estejamos prontos para abril.

P: Tendo estado em duas finais consecutivas da NBA, vocês jogaram tanto ou mais que qualquer um. Quais são seus pensamentos sobre balancear o descanso e tentar pegar esta primeira posição, como você mencionou?

R: Ainda temos tempo bastante para controlar nosso destino em relação ao mando de quadra, sem nos desgastarmos neste processo na parte final do campeonato. É claro que o treinador (Kerr) é mestre quando se trata de administrar nossos minutos, nossas rotações e quando descansar ou não. Porque como jogadores nós queremos estar lá e jogar todas as noites. Mas a energia não pode ser um problema quando chegam os Playoff’s. Temos que ter ciência do que é necessário, e temos ciência do que é necessário para vencer um campeonato e como chegar bem no final de abril, maio e junho, na melhor forma que pudermos, nesta temporada.

P: Acho que as pessoas não percebem quão pouco tempo de treino vocês têm durante a temporada. Tem os treinos livres e algumas atividades aqui e ali, mas muitas vezes não ter um treino de vez em quando é uma forma dos times darem um descanso. Agora tem uma nova modalidade virtual que saiu (de treinos). O quanto você já experimentou de realidade virtual e isso é algo que você pensa que pode ser legítimo como uma forma de complementar os treinos em quadra que você sente falta durante o campeonato?

R: Pode ser sim. É algo em desenvolvimento até sobre a forma como pode ser implementado, para fazer nós jogadores melhores. Na verdade, eu teste algumas vezes com diferentes objetivos, seja ver uma jogada se desenvolver ou para treinar a mente a tomar decisões de forma mais rápida e antecipada. Fazer este tipo de trabalho entre os jogos é uma forma de manter sua mente ligada em como pensar o jogo. Com a visão 360º você coloca no vídeo mais imaginação e criatividade como novos dribles que deseja criar ou algo neste sentido. Definitivamente são formas de complementar os treinos e isso vai continuar crescendo conforme a tecnologia vai avançando.

P: Vocês pareciam ter encontrado aquela química e KD ficou fora. Quais são os desafios com ele de fora nestas semanas no sentido de saber as funções em quadra e cobrir esta ausência durante esta corrida para os Playoff’s?

R: É diferente pois acontecem combinações distintas na quadra, combinações diferentes de jogadores que o treinador coloca para jogar na ausência de KD. Mas, você sabe, nossa identidade como um time não muda e nosso núcleo de jogadores que atua por grandes períodos sabem como vencer e como ter um esforço coletivo que precisamos para terminar a temporada regular com força até que KD volte e fiquemos com o time completo. Não podemos esquecer quem somos e mesmo que seja uma jornada diferente não podemos perder a confiança.

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