Towns e Hart cobram extensão do Knicks campeão no media day
Towns diz que não há conforto em negociar durante a temporada, e Hart pede acordo antes da estreia. O que os dois falaram no media day do Knicks campeão.
No media day do Knicks, nesta segunda-feira, Karl-Anthony Towns e Josh Hart disseram que querem a extensão assinada antes de a temporada começar. Towns avisou que não vê conforto em negociar com a bola rolando, e Hart lembrou que a incerteza desgasta o elenco. Nenhum dos dois tem acordo.
- Towns recebe US$ 57 milhões em 2026-27 e tem opção de US$ 61 milhões para 2027-28.
- O teto projetado da extensão dele é de US$ 276 milhões em quatro anos.
- Hart ganha US$ 20,9 milhões, e a opção de US$ 22,4 milhões para 2027-28 pertence ao Knicks.
- Towns se disse “muito surpreso” com a saída de Mitchell Robinson na free agency.
- A defesa do título começa em 20 de outubro, contra o Sixers, no Madison Square Garden.
O que Towns disse sobre a extensão no media day
Towns não fugiu da pergunta sobre o contrato. Segundo James L. Edwards III, do The Athletic, o pivô repetiu que a vontade é continuar em Nova York e que prefere resolver tudo antes da estreia.
Eu já deixei claro que quero jogar aqui, sou torcedor desde criança. Eu gostaria de fechar. Gostaria de resolver isso e entrar em quadra me sentindo o mais confortável possível.
A fala não é nova no tom. Em dezembro de 2025 ele já tinha dito que ficar valia mais do que o dinheiro. O que mudou foi o contexto: agora ele fala como campeão, depois do primeiro título do Knicks em 53 anos, e com a negociação parada. O retrato da semana passada, com a oferta do time e o limite do dono, está na matéria sobre a extensão travada de Towns.
Por que Towns diz que não há conforto em negociar durante a temporada
Ian Begley, da SNY, perguntou se ele preferia congelar a conversa quando os jogos começassem ou se ficaria tranquilo negociando ao longo do calendário. A resposta foi curta: “Acho que, nesta situação, não existe conforto possível.”
A frase pesa por causa da distância entre as partes. Segundo Begley, o Knicks chegou a discutir salários iniciais entre US$ 45 e 50 milhões por ano. No podcast Hoop Collective, da ESPN, Tim MacMahon disse acreditar que os dois lados podem estar separados por oito dígitos por temporada, ou seja, US$ 10 milhões ou mais. Brian Windhorst completou que Towns aceita receber menos que o máximo.
Towns também comentou a saída de Mitchell Robinson, que não foi renovado. “Fiquei muito surpreso, o Mitch não estar aqui com a gente. Acho que todos nós ficamos. Surpresa para todo mundo, achei que algo seria resolvido ali”, disse, segundo Steve Popper, do Newsday. Robinson foi para o Celtics, empurrado pela mesma conta salarial que hoje trava a extensão do próprio Towns.
Quanto Towns e Hart ganham e quanto podem assinar
Os dois estão elegíveis à extensão, mas partem de contratos com lógica diferente. A comparação fica mais clara com tudo em milhões de dólares por temporada.
| Contrato | Por temporada |
|---|---|
Towns, teto da extensão quatro anos e US$ 276 milhões, projeção | US$ 69 mi média anual |
Towns, opção de 2027-28 decisão do jogador | US$ 61 mi último ano do contrato |
Towns, salário de 2026-27 garantido | US$ 57 mi esta temporada |
Hart, teto da extensão quatro anos e US$ 132 milhões | US$ 33 mi média anual |
Hart, opção de 2027-28 decisão do Knicks | US$ 22,4 mi último ano do contrato |
Hart, salário de 2026-27 garantido | US$ 20,9 mi esta temporada |
O teto de Towns, de US$ 69 milhões por ano, é mais que o dobro do de Hart, de US$ 33 milhões. A diferença que mais importa, porém, está nas linhas do meio: a opção de US$ 61 milhões de 2027-28 é decisão de Towns, e a de US$ 22,4 milhões é decisão do Knicks. Uma extensão de quatro anos para Hart exigiria que o time abrisse mão dessa opção, segundo o Hoops Rumors.
Hart quer acordo antes da temporada e cita fevereiro como limite
Hart falou mais do que Towns sobre o efeito da espera. Em vídeo publicado pela SNY, ele explicou por que quer o assunto resolvido antes do primeiro jogo: “Você sempre quer resolver, meio que o mais rápido possível. Você não quer que isso escorra para dentro da temporada, porque sempre que existe incerteza vai ter muita pergunta.”
Ele seguiu na mesma linha: “Vai ter muito boato e, no nível humano, às vezes isso desgasta as pessoas e pode afetar como você entra e cuida do trabalho no dia a dia.” E deixou um recado com data: “A gente sabe que é um negócio, e sabe que se algumas dessas coisas não estiverem resolvidas até fevereiro, pode ser uma conversa diferente.” Hart não explicou o que mudaria, e prometeu jogar “o mais forte que puder” enquanto vestir a camisa do Knicks.
Segundo Vincent Goodwill, da ESPN, Hart também disse que a negociação andou pouco e que não espera um acordo. Em agosto, fontes da liga ouvidas pelo The Athletic estimavam uma extensão de três anos entre US$ 54 e 62 milhões para ele, bem abaixo do teto, faixa que ele já tinha recebido com deboche.
A opção de Hart está com o Knicks, a de Towns está com ele
É aqui que as duas negociações se separam. Sem extensão, o Knicks pode simplesmente exercer os US$ 22,4 milhões de Hart e mantê-lo até 2027-28 sem assinar nada novo. Com Towns, a caneta está do outro lado: se não houver acordo, é ele quem decide se fica com os US$ 61 milhões da opção ou se sai para o mercado em 2027.
O time campeão abre o training camp com os dois jogadores pedindo pressa e com a vantagem de cada negociação em mãos diferentes. Towns tem o poder de sair; Hart tem só o prazo de fevereiro que ele mesmo marcou.
Falas conferidas no resumo do Hoops Rumors de 28 de setembro de 2026, que reúne as publicações de The Athletic, SNY e Newsday, e na reportagem da ESPN do mesmo dia. Valores de contrato segundo o Hoops Rumors.








