Expansão da NBA: o que você precisa saber sobre Seattle
Seattle deixou de ser certa na expansão da NBA, diz a ESPN: Silver citou a Cidade do México e quer lances maiores. Las Vegas segue firme.
Seattle deixou de ser uma certeza na expansão da NBA. Segundo Brian Windhorst, da ESPN, Adam Silver passou essa impressão aos donos na reunião de setembro e voltou a falar na Cidade do México. Las Vegas segue firme. Em Seattle, o problema é o preço: as ofertas ficaram abaixo do que a liga espera.
- Os 30 donos aprovaram por unanimidade, em 25 de março de 2026, explorar as duas cidades.
- Três grupos disputam Las Vegas, em uma franquia que pode passar de US$ 10 bilhões.
- Em Seattle, a avaliação gira em torno de US$ 6 bilhões, segundo a ESPN.
- Cada dono atual espera receber de US$ 500 milhões a US$ 600 milhões em taxa de expansão.
- A estreia dos times novos está prevista para a temporada 2028-29.
O que a ESPN publicou nesta sexta sobre Seattle
A coluna de Windhorst, publicada nesta sexta, 16 de outubro, ouviu vários donos de times. O relato é que Silver saiu da reunião do conselho de governadores, no mês passado, deixando no ar que Seattle já não estava garantida. No mesmo encontro, os donos ouviram que pelo menos um grupo da Cidade do México procurou a PJT Partners, banco que assessora a liga, com um plano de time e de um novo distrito de arena.
Windhorst aponta duas coisas como certas: Silver está decidido a ir para Las Vegas, e a liga não gostou das propostas de Seattle, pelo menos até agora. A escolha do grupo vencedor em Las Vegas pode sair em semanas. Em Seattle, há dois interessados conhecidos, e o favorito sempre foi o grupo de Samantha Holloway, dona do Kraken, time da NHL, e da Climate Pledge Arena.
O que Silver disse em setembro sobre o prazo da expansão
Na entrevista depois da reunião, em Nova York, o comissário foi mais longe em Las Vegas do que em Seattle. Disse que a liga já mandou equipes de operação à Climate Pledge Arena e que, “se fôssemos abrir em cinco semanas, poderíamos estar prontos em Seattle”. O prazo, ele repetiu, é o fim do ano.
Precisamos saber, até o fim deste ano, o que vamos fazer.
Em março, quando a liga abriu o processo, o tom era outro. No comunicado oficial, Silver chamou as duas cidades de “dois mercados com uma longa história de apoio ao basquete da NBA”. Seattle e Las Vegas eram tratadas como um pacote. Hoje, nada garante que os dois times entrem juntos.
A cronologia do Sonics até a expansão da NBA
A história que a liga tenta fechar começou há quase seis décadas, passou por uma mudança que a cidade nunca aceitou e chegou a uma arena reformada à espera de um time.
| O que aconteceu | Quando |
|---|---|
O SuperSonics estreia na NBA time de expansão daquele ano | 1967 |
Seattle ganha o único título da NBA final contra o Bullets | 1979 |
O time vai para Oklahoma City e vira o Thunder nome e cores do Sonics ficam em Seattle | 2008 |
A antiga KeyArena reabre como Climate Pledge Arena casa do Kraken e do Storm, da WNBA | 2021 |
Os donos votam explorar Las Vegas e Seattle votação unânime dos 30 times | 25/03/2026 |
Silver promete decisão até o fim do ano reunião do conselho em Nova York | 15/09/2026 |
ESPN relata que Seattle deixou de ser certa coluna de Brian Windhorst | 16/10/2026 |
Estreia prevista dos times novos se a votação final sair | 2028-29 |
Seattle está há 18 anos sem NBA. O Sonics jogou lá de 1967 a 2008, e o time que saiu levou Kevin Durant, recém-escolhido no draft, para Oklahoma City, onde o Thunder foi campeão em 2025. A última expansão da liga foi em 2004, com o Bobcats. Se tudo der certo, a espera de Seattle termina em 2028, 20 anos depois da mudança.
O que é fato e o que é especulação na expansão da NBA
Fato: a votação de março, os três grupos finalistas em Las Vegas e o prazo de Silver, dito em público. Também é fato, segundo a ESPN, que os donos já contam com o dinheiro da expansão. Um time ouvido pela reportagem trabalha com US$ 533 milhões no orçamento, para pagar elenco, reformar arena ou quitar dívida. Um não a Seattle tira centenas de milhões dessa conta.
Especulação, e aqui é a leitura de Windhorst: a Cidade do México seria uma isca para subir o preço, e não um plano real, porque ali não existe arena nem torcida prontas. Ele também cita, como hipótese que circula em privado, a ideia de deixar Seattle livre como ameaça para times que negociam arena nova, com o Sonics como fantasma do Blazers. Silver já disse em público que mudança de cidade não está em pauta e que perder o time de Portland seria “um fracasso”.
Para Windhorst, ficar com 31 times também cria problema. A NBA já teve número ímpar de 1980 a 2004, mas não tinha a Copa da NBA, que precisaria de outro formato. A conclusão dele é que a tendência ainda é uma volta do Sonics, “mas deixe o champanhe no gelo por enquanto”.
Quanto Las Vegas e Seattle valem para a NBA
A diferença de preço é o centro da disputa. Em Las Vegas, a franquia deve passar de US$ 10 bilhões, com mais US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões de arena nova. Em Seattle, onde a arena já existe, a avaliação está perto de US$ 6 bilhões, segundo Ramona Shelburne, da ESPN. As contas detalhadas de cada lance estão em quanto custa a expansão da NBA.
O trabalho de Silver, lembra Windhorst, é aumentar o valor dos times, e Seattle é a peça que ele está usando agora. O prazo dele para decidir é 31 de dezembro, e até lá a volta do Sonics depende de quanto o grupo de Holloway aceitar subir.
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Datas e valores conferidos na ESPN e no comunicado da NBA de 25/03/2026, em 16/10.
Por Redação Hoop78. Como apuramos e corrigimos: política editorial.









